A garota no trem

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Informações gerais: escrita por Paula Hawkins, lançado pela editora Record. Romance policial – suspense e mistério.

Sinopse (retirada do Skoob): “Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.”

Não assisti ao filme até o momento para ler esse livro aproveitando toda a sua proposta e todas as surpresas preparadas pela escritora. Indico aqueles que curtem um suspense a fazerem o mesmo, pois não fiz isso com A garota exemplar e, apesar da qualidade da leitura não mudar, senti que perdi um pouco da emoção presente no livro por saber tudo que iria acontecer.

Falo isso, na verdade, para avisar que essa provavelmente será uma resenha pequena, pois tenho medo de revelar sem querer alguma dica ou spoiler sobre o livro, e não me perdoria por isso. Não quero estragar a leitura de ninguém.

A leitura é contagiante e envolvente, quando comecei não consegui parar até terminar o livro. O livro é dividido pela narrativa em primeira pessoa de três personagens, dando algumas pistas para nós tentarmos descobri todo o mistério. Paula Hawkins escreve muito bem, nos deixando tensos em vários momentos e me fazendo morrer de curiosidade em vários outros da A garota no trem. Se tivesse que descrever esse livro em uma palavra, seria: uau.

O livro e sua escritora simplesmente cumprem tudo o que prometeram deste o início.Não leio muito livros assim, mas gostei muito. Foi bom para me tirar um pouco da minha zona de conforto literária e me fazer me divertir muito. Quando li sobre a autora me surpreendi deste ser o primeiro romance dela e espero que esse seja somente o primeiro sucesso e best-seller de muitos outro que ela escreverá.

 

Amor a todos ❤

Como Star Wars conquistou o universo

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Informações gerais: escrita por Chris Taylor, lançado pela editora Aleph. Biografia – não-ficção.

Sinopse (retirada do Skoob): “Por várias gerações, Star Wars tem arrastado fãs de todas as idades aos cinemas, às lojas de brinquedos, às livrarias — praticamente a todo lugar que se vai, Star Wars está presente como uma entidade maior do que os filmes da saga. É indiscutivelmente o maior fenômeno da cultura pop, tão abrangente em todos os sentidos que mesmo aqueles que não assistiram ao filme conhecem a figura de Darth Vader e a maior revelação da história criada pelo cineasta George Lucas.
Em um trabalho jornalístico surpreendente, Chris Taylor revela segredos que até o fã mais radical desconhecia, derruba e confirma antigos mitos e rumores sobre sua produção, e dá voz a todo mundo que foi relevante na criação de Star Wars como um todo, de aliados a desafetos de George Lucas. Porém, apesar de falar sobre Star Wars, o livro vai muito além: fala sobre cinema em geral, administração, gerenciamento de marca e até determinação pessoal.”

A primeira vez que vi esse livro foi no Abdução no canal do youtube da Aleph e fiquei curiosa. Depois, na Jedicon 2016, no estande da Aleph, meu marido resolveu me dar junto com outros livros que eu ainda não tinha de Star Wars, tanto legends como os novos cânones. Apesar disso, tenho uma preguiça de começar a ler biografias ou livros de não ficção, normalmente são livro os quais possuem momentos lentos e cansativos na leitura, a informação nem sempre consegue ser transmitida de forma leve. Bem, na minha opinião, esse livro, o escritor consegue passar todas as milhões de informações de forma leve, divertida e, muitas vezes, interagindo com leitor. Finalizei esse livro antes de o esperado e com grande sorriso no rosto.

A Aleph tem sempre um carinho muito grande em suas edições, então acho justo eu falar sobre a aparência do livro tão bem trabalhada, tanto dentro, quanto fora. Como é tipo uma biografia do universo de Star Wars, no meu ponto de vista, e como muitas pessoas são parecidas comigo na parte ter um pouco de preguiça de comprar e ler um livro biográfico, a Aleph colocou os diversos elogios feitos por diversos críticos e pessoas famosas, dando uma maior vontade para ler e conhecer o livro. Na capa tem um Darth Vader, porque tem alguma coisa que seja mais simbólica do Star Wars do que o Darth Vader? A edição é similar a todas as edições da editora referente a Star Wars, páginas amareladas na leitura, mas sendo intercalada de páginas pretas nas divisões dos capítulos e nas páginas iniciais do livro. O único ponto negativo para mim, é que, provavelmente para deixar o livro enorme um pouco mais compacto, a fonte é menor e eu não gosto de ler livros com letras pequenas, força muito a vista para mim, me obrigando a ler sempre de óculos, e deixa muito vezes a leitura menos fluida.

A leitura valeu muito a pena, gostei tanto que assim que a terminei já comecei a trabalhar na resenha do livro, para eu não me esquecer nenhuma parte importante. O livro começa falando de o início da vida de George Lucas e, ao mesmo tempo, sobre uma tribo Navajo em que há pouco tempo os filmes originais de Star Wars foram dublados para a língua Navajo como um incentivo para os jovens darem mais atenção a sua cultura Navajo e aprender sua língua. Não consigo explicar a escrita de Chris Taylor muito bem, porém ele usa essa forma de escrever para contar a vida de George Lucas, e depois, dos filmes, intercalando com as histórias dos que foram envolvidos por esse universo apaixonante de Star Wars. Isso deu uma fluência maior a leitura, deixando mais curiosa e com mais informações.

O livro foi me prendendo de forma sutil, depois da introdução eu já estava mais curiosa de como iria ser o livro, depois de o primeiro capítulo eu já não queria mais largá-lo, mesmo com sua letrinha pequena. Até mesmo as notas de rodapé da tradução foram interessantes. Chris Taylor interage com o leitor, parecendo muitas vezes está conversando com você; ele passa um pouco de sua paixão por Star Wars a cada página escrita, tanto de forma implícita como explícita. Conta várias fofocas e fatos os quais Star Wars é o principal assunto, conta de como é o envolvimento de diversos fãs com esse universo, conta sobre curiosidades e fenômenos muito divertidos de se saber. O autor chega a discutir sobre os prólogos e tenta ensinar a aqueles que não conseguiram digeri-los até hoje, a aceitá-los, a como a sofrer menos com a existência dos episódios de I ao III.

O livro tem muitos fatos, e para absorvê-los todos eles, terei de sempre de consultá-lo. A escrita é realizada de forma apaixonada e empolgante, seu conteúdo é sempre relevante. Adorei muito a experiência de tê-lo lido e indico não só aos fãs de Star Wars quanto a todos os estudiosos de cinema e da cultura pop. No fim da minha leitura, este livro se tornou um dos meus favoritos.

 

Amor a todos ❤

Outlander: O resgate no mar (parte I e parte II)

 

Informações gerais: Escrito por Diana Gabaldon, livro 3 parte I e parte II da saga Outlander, lido pela edição da editora Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para editora Arqueiro). Literatura fantástica – histórica.

Sinopse da parte I do livro (retirada do Skoob): “Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?”

Já que considero os livros parte I e parte II do O resgate do mar a mesma história, sendo divididos, provavelmente, para não lançarem um livro gigante e complicado de ler; escrevo aqui uma resenha para os dois.

Esse livro me fez apaixonar de ver pela Diana Gabaldon. O livro dois é um livro a qual nos deixa ansiosos para ler o livro três da saga e quando peguei esse livro para ler ele me agradou mais do que eu imaginava. Agora não temos só o ponto de vista da Claire, mas também do Jaime! Do Jaime! É muito bom saber agora também de como o Jaime está se sentindo com todo o ocorrido na vida desse casal tão maravilhoso.

Amei o método criado por Diana no livro três parte I. Quando Claire descobre que Jaime sobreviveu a batalha de Culloden, ela, Brianna e Roger começam a pesquisar aonde durante os anos separados de Claire ele passou a viver e se si manteve vivo. Conforme a pesquisa vai avançando, a escritora fica intercalando com narrativa de Jaime, contando mais detalhadamente como ele está vivendo e o que passou durante o tempo longe de sua amada.

Claire agora, porém, precisa decidir se arrisca a voltar novamente no tempo para se reencontrar com Jaime e se despede de sua filha, ou fica com a filha e fica sentindo falta para sempre do amor de sua vida. Roger continua sendo um fofo, ajudando sempre que possível Claire e sua filha a enfrentar todas as descobertas feitas e os sentimentos trazidos com isso. Ele batalha junto com as duas para achar o máximo possível de informação de Jaime Fraser e seu paradeiro, limitando seu sono e atividades para ficar lendo diversos documentos dia e noite. Brianna enfrenta também o conflito de ser egoísta impedindo sua mãe de ir embora ou deixa-la ir atrás de seu pai; porém ajuda também no possível em estudar tudo sobre Jaime, por mais que sofresse em pensar sobre ficar longe de Claire. Brianna ainda é um personagem a qual ainda não tenho uma opinião formada. Eu entendo os motivos dela por sentir como se sente e não conheço o suficiente sobre ela para ter algum sentimento decisivo.

Ler as partes do Jaime doí o coração, depois da batalha de Culloden ele vai se tornando um outro homem, perde sua inocência e fazendo algumas ações até mesmo, na minha opinião, cruéis. Ele passa por muitos problemas na Escócia e, além disso, sente uma saudade avassaladora de Claire, sem saber se ela e seu bebê sobreviveram e não tendo ninguém para contar a verdade do que realmente aconteceu com sua esposa.Não é fácil ser um escocês o qual contra os ingleses na batalha se Culloden, sobrevivendo muitos momentos por pura sorte ou com ajuda de seus amigos e familiares.

Esse livro é lindo e tive que me segura vários momentos aqui para não contar a vocês nenhum spoiler. Ele me fez rir, chorar e temer por Claire e Jaime em diversos períodos da leitura. Sou apaixonada pela Claire, o modo dela viver e sobreviver aos desafios encontrados ao longo de sua vida; Jaime não fica para trás com sua personalidade. Espero ansiosamente para ler o livro quatro e conhecer mais ainda sobre a vida destes dois.

 

Amor a todos ❤

 

Mago Mestre

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Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro dois da Saga Mago, lido pela editora Arqueiro. Ficção – fantasia.

Sinopse (retirada do Skoob): “Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino.
Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade.”

Esse é o segundo volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

O segundo livro, diferente do que eu imaginava, não começa logo depois da captura do Pug, mas três anos depois. Ele continua sendo escravo no pântano, agora tendo como amigo um trovador chamado Laurrie e escondendo de todos sua profissão em Midkemia. Esse livro me pareceu focar menos no Pug do que o Mago Aprendiz, mudando mais frequentemente de cenário e ponto de vistas de outros personagens, como: Arutha, Martin, Tomas.

Esse livro não possui problemas diferente do primeiro, a leitura para mim começou muito lenta, por mas suave que seja a escrita de Raymond, e demorei a pegar o ritmo do livro. Para mim o autor demora, às vezes, muito tempo para sair de uma situação para outra, deixando períodos de uma leitura repleta de explicações e poucas ações interessantes por parte dos personagens. A mudança de ponto de vistas de personagem talvez melhore a situação, porém isso traz a consequência de o escritor se focar bem menos no Mago, descrevendo mais os mundos envolvidos do que contando histórias do próprio personagem principal.  Outro problema para mim foi uma cena, a qual não posso contar para não dar nenhum spoiler, com explicações muito forçada, tendo, para mim, pouca lógica.

Falando dos problemas encontrados por mim, agora poderei falar do que gostei no livro. A leitura, apesar de ser meio devagar em certos momentos, é divertida, gostosa e leve. Adorei ter visto novamente Arutha e Martin, entender melhor sobre Kelewan e seu moradores, além de ter visto mais sobre as intrigas e conflitos no Reino de Midkemia. Pug continua adorável, com uma grande empatia com aqueles com o qual convive durante o livro, está realmente mais maduro, prestando mais atenção a suas ações. O livro mantém coerente, não tendo nenhuma contradição (pelo menos vista por mim) com o contado no primeiro livro e bem finalizado, mesmo ainda possuindo mais dois livros na Saga do Mago. Mago Mestre também me fez lembrar certos conceitos filosóficos em certas partes, deixando a saga mais interessante. Para mim foi uma leitura prazerosa e muito divertida.

Mesmos com esse pontos negativos contínuo gostando bastante da história, conto esses problemas somente para defender o meu ponto de vista de que não uma das melhores literaturas fantásticas que li, porém uma fantasia interessante e com muitas qualidades. Penso ser um livro o qual vale a pena ser lido e fico curiosa em qual será a história contada no livo três da saga, já que este livro deu uma boa finalizada. Assim que eu ler a continuação prometo colocar aqui a resenha.

 

Amor a todos ❤

 

Bloodline (Star Wars)

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Informações gerais: escrito Claudia Gray, da saga novo cânone de Star Wars, lido em inglês e lançado pela editora Del Rey. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro: O livro se passa depois de mais de vinte anos da batalha de Endor e alguns anos antes dos acontecimentos do filme Star Wars VII: O Despertar da Força. A Nova república está dividida entre dois partidos os ‘Centralistas’, defendendo que todas as decisões dos planetas integrantes da Nova República deve ser tomadas por um governo central, e o ‘Populistas’, defendendo que cada planeta tenha autonomia em suas escolhas. Neste contexto político, Leia, como senadora, sente que a república está caindo aos pedaços, com senadores mais preocupados em discutir entre si, ao invés de agir e fortalecer a democracia tanto duramente conquistada.

O livro é muito bem escrito, concentrando em explicar todo o possível sobre a Leia e o período político em que ela está vivendo. Ele revela algumas informações a qual não é explicada no episódio VII, é integrado muito bem com os outros cânones e sempre bem coerente. A escritora também conseguiu me surpreender, mesmo eu tendo ideia já do que iria acontecer a longo prazo com a princesa senadora Leia e com a própria democracia.

Este é o segundo livro cânone de Star Wars escrito por Claudia Gray e uma ótima oportunidade para conhecer melhor a princesa senadora Leia, saber melhor como ela pensa e sente em relação a diversos assuntos, principalmente com o que ela passou ao lutar contra o Império e a descoberta de quem é seu pai biológico. Leia continua sendo uma pessoa honrada a qual luta pela liberdade e vive para cumprir seu dever. É muito interessante ver como ela está cansada de lidar com a política, mas continua lutando por haver justiça na galáxia e se envolvendo no possível, por acredita ser esse o seu dever, mesmo que este a afaste de sua família.

Outro ponto muito interessante é o livro ter me dado oportunidade de conhecer, finalmente, como era a Nova República e como esta pode ter deixado espaço para os acontecimentos do episódio VII de Star Wars. O que podemos ver desde o início do livro é um senado dividido em dois partidos e mil opiniões diferentes, seres com uma ideia sempre opositora a do outro e nada sendo resolvido. A maioria dos senadores agora é formada por pessoas as quais são muito novas para se lembrar direito de como realmente era o Império, vivenciando em sua grande parte da vida um período de paz. Outros, apesar de se lembrar como era, está sempre muito desconfiado e temeroso com a volta de um governo tirano para tomar alguma decisão importante. Todos nunca chegando a nenhuma conclusão e ação diante de qualquer problema.

Finalizei a leitura muito feliz. Tinha uma expectativa muito grande neste livro e ele não me decepcionou nenhum pouco. Claudia Gray enche o livro com ideias e cenas  muito criativas, personagens cativantes e explicações muito bem trabalhadas. Bloodline ao terminar deixa ainda muito mistério, mas acrescentando novas questões a serem respondidas. Realmente amei essa leitura e fiquei mais ansiosa ainda para a vinda de Star Wars VIII: The Last Jedi.

 

Amor a todos ❤

 

 

Pax

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Informações gerais: escrito por Sara Pennypacker, ilustrado por Jon Klassen, lançado pela editora Intrínseca. Ficção – infantojuvenil.

Sinopse (retirada do skoob): “Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.
Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos.
Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.”

A primeira palavra a qual surge na minha cabeça ao terminar esse livro é Unidade. Esse livro conta a história da grande união de uma criança com seu animal de estimação, o amor de um pelo outro, a devoção e zelo dos dois. Além dessa união, vem o significado maior de Unidade, a filosofia de que todos os seres estão ligados um com o outro, como diz Peter (a criança) o “dois, mas não dois”. A capacidade de sentirmos, não só a si mesmo, como os seres a nossa volta, podendo até mesmo termos a capacidade de sentir os sentimentos de um outro ser com grande precisão.

A guerra, porém, traz consequências e acho que essa foi uma das grandes intenções de Sara Pennypacker mostrar em seu livro. A guerra traz separações, perdas, sacrifícios, destruição de tudo a sua volta, e ninguém enxerga muito bem o que realmente é a guerra em todas as suas partes até esta começar. Ficamos “doentes”, pois ela afeta a todos, sem exceções, da criança ao idoso, de uma criança a sua raposa, influência de forma intensa nossas ações e nosso comportamento. Mesmo quando a guerra acaba, todos envolvidos trazem mudanças permanentes dentro de si, traumas, raiva, culpa, lembranças a serem trabalhadas. Por mais necessária que seja a guerra, ela trará junto uma pesada carga de responsabilidades e consequências a todo mundo.

Outro tema sempre presente neste livro é a agressividade, a agressividade necessária para lidarmos com o mundo e aquela presente em excesso, a qual só traz destruição. Peter tem o problema de aceitar a sua e, ao sair na sua jornada para reencontrar sua raposa, ele também acaba tendo também uma jornada de aceitação da sua raiva e de iniciar o seu autoconhecimento. O medo de ter a mesma agressividade excessiva presente em sua família, esquecendo de ver que ele pode controlar isso em si, procurar sempre seguir seu próprio caminho, tendo sua própria identidade, confiar em si mesmo.

A leitura é lenta, revesando entre Peter, o menino, e a raposa Pax, e por meio deles discutindo esses e outros temas de forma discreta e suave. Pax me fez pensar e discutir diversas ideias minhas, algumas que trouxe para essa resenha, mesmo eu já sendo adulta. Pode ser um livro indicado para o mais jovens, porém é feita para todos os públicos.

 

Amor a todos ❤

Mago Aprendiz

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Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro um da Saga Mago, lido pela edição da Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para a editora Arqueiro). Ficção – fantasia.

Sinopse do livro (retirada do skoob): “Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei.
Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan.
Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre.
Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa,
mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia ou morrer.
Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro
valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.”

Neste livro conta o início da aventura de Pug para se tornar um mago, mas também conta de forma geral a vida de outros personagens que vivem em Midkemia, como Kulgan, Tomas, a princesa Carline. Este livro parece ser uma grande introdução para os outros livros. Para mim, o livro demora para iniciar a aventura central, provavelmente, para dar tempo do escritor nos inserir neste mundo o qual vive Pug, nos fazer conhecer um pouco da cultura do ducado de Crydee e seus habitantes. Com o decorrer da aventura, Raymond E. Feist vai nos fazendo viajar junto com Pug, fazendo-nos viajar e conhecer mais de Midkemia junto com esse aprendiz de mago.

Considero Pug um personagem muito carismático, penso que passei a gostar dele desde a primeira página, ele possui uma esperança, um heroísmo e leveza contagiante, conquistando praticamente a todos a sua volta. Ele me fez compreender todas as suas ações, suas dificuldades e sonhos. Pode ser um mundo diferente do nosso, mas as emoções encontradas são bastante comum para nós e, acredito, que é assim que o autor nos chama para conhecer sua estória, mesmo demorando para começar a parte mais “animada” do livro. Não pense que o livro é um tédio no seu começo por isso, pois ele sempre tem alguma ação presente nele, mesmo eu não considerando algumas delas como as principais para a estória, e seu início é muito importante para entendermos o resto do livro.

O autor criou um mundo mágico e muito bem construído, tornando para esse ser um livro muito agradável de ler. O Mago Aprendiz tem diversas espécies e muitas culturas diferentes, as quais variam  da espécie e do local onde nos encontramos do  Reino e do mundo de Midkemia. O autor também se preocupou em criar um o passado deste mundo, seus antecedentes, citando acontecimentos e seres muito anteriores ao tempo de Pug, trazendo uma grande coerência para certas descobertas e ações do Reino em si. Ele se esforça para nos fazer compreender o “seu” mundo, para nos integramos a ele e participar da leitura da melhor forma possível, e, para mim, isso funcionou de forma maravilhosa, me tirando do meu cotidiano e me levando a um lugar mágico e original.

A leitura pode ter sido lenta para mim no início, porém sempre foi leve, me levava sempre a entrar em Midkemia e me perder nas aventuras descritas. O autor me trouxe a magia a qual eu esperava, não me decepcionando, porém me deixando sedenta para ler o livro dois dessa saga.

 

Amor a todos ❤