Kindred: Laços de sangue

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Informações gerais: escrito por Octavia E. Butler, lançado pela editora Morro Branco. Ficção – ficção histórica.

Sinopse (retirada do Skoob): “Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.
Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida… até acontecer de novo. E de novo.
Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.”

Kindred – Laços de sangue é uma história de uma mulher chamada Dana que, sem nenhuma intenção, vai para o sul dos Estados Unidos antes da Guerra Cívil, salvando uma criança ruiva de se afogar. Contudo, Dana é negra numa terra escravista e logo é ameaçada pelo pai da criança com uma espingarda, voltando ao seu tempo atual. A partir desse momento ela retorna para esse século e esse local várias vezes, enfrentando muitos sofrimentos e dificuldades inimagináveis.

Esse livro foi uma indicação de uma amiga minha e ela nem precisou me convencer a ler essa história, já que sou assumidamente apaixonada por viagem no tempo, não importando o como, nem quando. Esse tipo de viagem é sempre muito interessante por retratar, por via do personagem viajante, as grandes diferenças das datas, das culturas e do pensamento de ambos os locais e momentos. Esse meio é um excelente modo de nos demostrar como sempre somos, de alguma forma, sempre influenciados pela época em que vivemos, fazendo nós considerarmos como normais muitos comportamentos os quais nem sempre, de fato, são justos e, até mesmo, humanizado. Nós nos adaptamos com a cultura a qual vivemos.

Esse é o caso da escravidão. Como a escritora mostra tão bem, a escravidão era algo natural, viam os escravos como burros e como somente um objeto e instrumento para ganhar lucro. Não eram vistos como humanos, em certos momentos, nem como animais, eram pessoas para qual se podia manipular para não fugirem e se podia usá-las do melhor modo para seu proprietário. A pessoa escrava enquanto isso é separada de seus filhos, maltratada física e emocionalmente, morta e vendida; ela vai sendo morta aos poucos, perdendo sua vontade e sua personalidade. E se você era uma pessoa negra livre, nada te garantia de continuar assim, a justiça era bem distinta das pessoas brancas para as negras, pois se você era negro e não conseguisse provar por documentos a sua liberdade, automaticamente você viraria escravo de alguém.

É nessa parte que Dana, em um piscar de olhos, de uma moça livre se torna escrava; pois por ter sido teletransportada para outra época, obviamente, não possuía nem documento de aforia, ou de liberdade. Ela então precisa mudar drasticamente seu comportamento para permanecer viva, tornando submissa a todos os brancos e tendo sempre medo do que seus atos podem causar a si e aos outros. Dana, antes uma escritora, no século XIX é vista com desconfiança por saber escrever e ter uma fala diferente dos outros. Era visto como perigoso um escravo saber ler e escrever, e nem a maioria das mulheres brancas eram alfabetizadas nesse tempo. Dana já está em perigo naquela época só por sua educação, precisando ter mais cuidado ainda com suas ações.

Octavia E. Butler faz mais do que nos ensinar um pouco sobre a escravidão e a história dos Estados Unidos, ela me fez questionar o quanto ainda somos guiados por esses antigos mal costumes, o quanto somos influenciados por nossa cultura e o quanto dela ainda é injusta e prejudicial para várias pessoas. A nossa cultura ainda  é racista, preconceituosa, e com comportamentos antiguados vindos de séculos passados, provavelmente, muitos os quais não enxergamos por estar inseridos nela. Não sei se nossos desafios atuaia são tão difíceis quanto os desafios passados, mas ainda temos muito a evoluir como sociedade.

Essa leitura foi muito rápida e gostosa, além de trazer muitos questionamentos sobre o século XIX e sobre os tempos atuais, e a estória ser emocionante e muito bem escrita.  Tentei trazer aqui o máximo de questionamentos feitos por mim ao ler essa obra. Esse livro virou um dos meus favoritos.  por sua leveza e complexidade.

Amor a todos ❤

 

 

 

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Os Legados de Lorien

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Informações gerais: escrito por Pittacus Lore, lido por mim todos os livros físicos da saga Os Legados de Lorien (Eu sou o número quatro, O poder dos seis, A ascensão dos noveA queda do cincoA vingança dos seteO destino da número dez e, por fim, Unidos somos um), lançados pela editora Intrínseca. Ficção infantojuvenil – fantasia.

Sinopse do primeiro livro, Eu sou o número quatro (retirada do Skoob): “Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos mas somos reais.
Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo.
O Número Um foi capturado na Malásia.
O Número Dois, na Inglaterra.
E o Número Três, no Quênia.
Eu sou o Número Quatro.
Eu sou o próximo.”

Finalmente hoje terminei essa saga a qual tanto amo (sendo uma das minhas favoritas) e decidi, ao invés de só comentar sobre último livro, falar da saga em si (não se preocupe, não terá spoilers). Gosto muito dessa saga deste que assisti ao filme… sei que ele não é uma super obra artística e nem muito fiel ao livro, porém agradeço por o terem feito, pois foi assim que tive vontade de ler o Eu sou o número quatro.

O primeiro livro é narrado só por um personagem, o qual possui poderes (legados), e em primeira pessoa, mostrando como a vida dele está a partir da morte do número Três. Agora Quatro e seu Cêpan (lorieno, sem legados, responsável treinar e cuidar do número Quatro) precisam tomar mais cuidado ainda de não serem pegos, porque Quatro agora pode ser o próximo a ser perseguido e morto.

Este primeiro livro já mostra um pouco de como será a escrita dessa saga: sempre em primeira pessoa, com uma linguagem fácil, rápida e muito gostosa de se ler, com partes cômicas e outras de plena ação. O que muda, contudo, nos próximos livros, é que outros personagens também ganham a possibilidade de ter capítulos narrados em primeira pessoa, dando uma maior profundidade a estória e nos fazendo ter um maior conhecimento maior sobre o universo onde se passa a saga.

Os personagens são muito bem construídos, com todos tendo sua própria história e personalidade única e todos com poderes de me irritar em certas partes. Uns eu passei a amar, outros eu era indiferente e alguns eu passei a ter uma raiva permanente por seus comportamentos estúpidos.  O escritor, que na verdade são dois escritores, conta uma estória original a qual nos dá a oportunidade de ter medo da morte de seus personagens e se sentir uma grande empatia por muitos deles.

A escrita e a estória nunca escorregam em sua qualidade, sendo todos os livros muito bons e emocionantes. A saga se mantém, pelo menos por parte dos livros físicos, fiel aos personagens criados e aos fatos narrados, sendo maravilhosa do início ao fim e não me decepcionando de nenhuma forma. Apesar dela não ser uma leitura super conceituada e culta, é uma série para relaxar e se divertir.

Indico Os legados de Lorien não só ao público infanto juvenil, mas a todos os quais gostariam de ler um livro repleto de aventura e relaxante ao mesmo tempo. É uma série feita para todas as idades. Infelizmente ainda não li os livros extras lançados em e-book, mas vou tentar ler o mais rápido possível e fazer a resenha deles aqui também.

 

Amor a todos ❤

Em algum lugar nas estrelas

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Informações gerais: escrito por Clare Vanderpool, lançado pela editora DarkSide Books. Literatura fantástica – fantasia.

Sinopse (retirada do Skoob): “Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.”

Esse livro começou a me atrair pelos olhos, como todos os livros conhecidos por mim da DarkSide Books. Livro de capa dura, com aquele belo marcador de página vintage (aquele de fita) cor de rosa, e, quando aberto, vem mais artes: constelações desenhadas em várias páginas e com a maravilhosa folha amarelada (não gosto da folha do tipo branca para ler).  O livro em toda sua edição é fiel ao tema a qual será, de alguma forma, discutido, porém sem revelar nenhum spoiler. A leitura também não me decepcionou nenhum pouco.

Quando comecei a ler esse livro, não sabia quase nada sobre ele, a não ser uma sinopse bem parecida com a que deixei a cima… e adorei ter esse mistério na minha leitura. Por isso, tentarei aqui dar o menos possível de conhecimento sobre a história em si e revelando somente os temas os quais me chamaram atenção desde o início de minha leitura.

John Baker, mais conhecido como Jack,quando perde sua mãe, é colocá-lo por seu pai em um colégio interno no Maine enquanto este volta para seu trabalho na marinha. O pai deixa assim Jack ainda mais desorientado com a grande perda da sua mãe, deixando-o num lugar totalmente desconhecido e, pela primeira vez, vivendo perto do mar. Neste colégio, Jack conhece um menino ‘estranho’ chamado Early Auden o qual desenvolve uma fantástica amizade e o ajuda a se orientar um pouco neste novo cenário.

A perda é algo muito tratada neste livro, falando não só no modo de cada um lidar com o luto, mas da perda do antigo lar, do mundo conhecido pelo personagem, da ausência do contato materno e da dificuldade de contactar e conhecer melhor o pai. O livro tem grande sensibilidade ao tratar deste tema, sem ter nenhum vilão ou culpado, mas com os sentimentos dos personagens mostrando o quanto a morte e/ou a perda pode nos marcar e transformar nossas vidas. Em algum lugar nas estrelas conversa o tempo todo de como as pessoas podem lidar de formas bem diferentes com a perda, mostrando que nunca há um único modo de encarrar este desafio.

Nisto a amizade sempre ajuda, como Early mostra desde cedo a Jack. Achei a amizade de Early com Jack muito fofa. Os dois são muito diferentes, e é isto que transforma esse vínculo dos dois em algo tão lindo de se ler. Jack tem um lado mais cético de encarar certos desafios, enquanto Early tem uma grande fé e imaginação, fazendo os dois entrar em confronto em diversos momentos da história. Os dois tem modos diferentes também de acessar seus sentimentos, um tendo mais facilidade de se expressar e outro precisando de alguns métodos externos para se acalmar. Entretanto, são essas diferenças que ensinam e ajudam cada um deles a superarem seus desafios e a se desenvolverem.

Por fim, as estrelas e constelações, estão presentes a cada momento do livro em diversas formas diferentes. Seja pela sua função de nos guiar, pelo seu significado importante a um personagem do livro, pela sua beleza ao ser vista no céu ou pelos poemas criados com este tema. São as estrelas que unem cada personagem do livro, que unem todas as estórias em uma só, mesmo com cada um as vendo e as interpretando de uma forma diferente. Esse livro nos lembra porque é tão importante olhar e admirar o céu e suas pequenas e belas luzes.

Em algum lugar nas estrelas é um belo livro o qual me trouxe muita emoção e grandes lições de vida. É uma escrita cheia de metáforas, linguagem poética e amor. Fico muito feliz de ter lido esse livro e conhecido a estória tanto de Jack quanto de Early Auden. Valeu muito a pena eu ter lido.

 

Amor a todos ❤

Minhas escritoras e meus escritores favoritos

Hoje farei uma aqui uma experiência no blog, fazendo um post estilo lista. Neste caso um post sobre meus atuais escritores/escritoras favorit@s. Já me foi difícil descobrir quais são meus favoritos, então nem consegui imaginar em ter uma preferência entre os citados a seguir. Não consegui separar em um ranking… Espero que gostem do post, lembrando que este é meu gosto e cada um tem seus favoritos.

 

  • Jane Austen
    (Steventon, 16 de dezembro de 1775—Winchester, 18 de julho de 1817)

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Essa mulher para mim é um gênio da literatura e romance. Nenhum de seus livros são superficiais, só para nos entreter em nossa leitura. Na verdade seus livros abordam várias críticas sociais de seu tempo, muitas ainda atuais, com um tom irônico e colocando em cada obra protagonistas mulheres com personalidades bem diferentes uma das outras. Essas ironias e críticas, contudo, não quebram nenhum pouco a leveza de seus livros e nem a possibilidade de nos emocionarmos com sua escrita, deixando nos apaixonar por seus personagens e tendo suas grandes doses românticas em suas estórias.  Ousaria dizer que é uma escritora a qual me tornou mais reflexiva sobre meus atos e sobre a nossa sociedade atual.

 

  • Douglas Adams
    (Cambridge, 11 de março de 1952 — Santa Bárbara, 11 de maio de 2001)

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Será que vocês ficariam muito zangados se de novo eu utilizasse a palavra gênio para descrever este outro escritor? Pois para mim ele também é um gênio, desta vez para a ficção científica. Suas estórias são repletas de detalhes os quais podem ou não ser explicados e, se forem, podem ser em outro livro da série. Em suas estórias também sempre possui um conhecimento ou curiosidade de alguma área de estudo, da física até filosofia. Novamente, mesmo com essas características marcantes em suas obras, você não é obrigado a entender tudo do livro e nem achar todos esses detalhes para se divertir e rir muito ao ler seus livros. Aliás é exatamente por isto que, mesmo relendo mil vezes alguma obra dele, sua leitura sempre terá novas descobertas.

 

  • Diana Gabaldon
    (Arizona, 11 de janeiro de 1952)

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Sim! Temos escritores vivos atuais em minha lista! Sou apaixonada por essa mulher. Sua saga de Outlander, mesmo eu ainda não tendo lido todos os livros lançados, já se alojou para sempre em meu coração. Seus livros me emocionam e trabalham com vários problemas dentro de mim, como, por exemplo, certos traumas. Além disso, possui uma protagonista mulher forte e nos ensina um pouco sobre plantas medicinais e sobre diversos fatos históricos.  Sua escrita é prolixa em certos momentos, porém me diverte e me faz chorar em muitas partes de seus livros.

 

  • Bernard Cornwell
    (Londres, 23 de fevereiro de 1944)

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Se quer aprender história, principalmente da Inglaterra e se divertir ao mesmo tempo, esse é o seu escritor. Seus livros, em sua maioria, são de ficção histórica, porém sempre visando ensinar um pouco de história em cada um de seus livros. Suas descrições de batalhas e dos costumes da época são na medida certa, nunca sendo demasiadamente cansativa e muitas vezes empolgante. Entre as sagas lidas por mim, a mais famosa e a que mais recomendo é As crônicas de Artur, mas nenhum livro lido por mim, até o momento, me decepcionou. Só alerto que no inicio é levemente mais difícil de acostumar com seu estilo de escrita, entretanto, quando pega o ritmo, você não conseguirá parar.

 

  • Menções honrosas

Por meu gênero favorito ser fantasia, achei errado não citar aqui rapidamente 3 autores que marcaram minha vida, mesmo não sendo, atualmente, meus favoritos.

* J. R. R. Tolkien (Bloemfontein, 3 de janeiro de 1892 — Bournemouth, 2 de setembro de 1973) – Sua leitura muitas vezes é muito detalhista e cansativa, mas graças a isso é que construiu um universo de grande riqueza, criando até mesmo novas línguas e novos seres. Também foi muito influente na criação de diversas novas obras e na criação do RPG (Role-Playing Game).

* C. S. Lewis (Belfast, 29 de novembro de 1898 — Oxford, 22 de novembrode 1963) – Amigo de Tolkien, também criou universos empolgantes em suas obras e vários livros teológicos. Não li nenhum livro dele de teologia, mas suas fantasias são bastante focadas na religião cristã, visando muitas vezes o público infantil e sem importar tanto com os detalhes. Por não ser tão descritivo, seus livros fantásticos são rápidos e leves de se ler, com histórias tão mágicas quanto o de seu amigo.

* J. K. Rowling (Yate, 31 de julho de 1965) – Falando de magia… essa escritora foi responsável por inserir muitas pessoas no mundo da leitura, ao fazê-las gostar de ler (não, não fui uma delas, mas fui conquistada da mesma forma). O universos de Harry Potter é lindo de entrar e  de se conhecer, além de estar cada vez mais enriquecido com novas histórias e personagens. É quase impossível de alguém não conhecer, pelo menos um pouco, esse universo e/ou essa escritora.

 

Assim termina esse post.

Amor a todos ❤

Xeque-mate da rainha

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Informações gerais: escrito por Elizabeth Fremantle, livro um da saga Tudors, lançado pela editora Paralela. Ficção – ficção histórica.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro): “Divorciada, guilhotinada, morta, divorciada, guilhotinada. Esse é o histórico do meu noivo.
Katherine Parr, sexta esposa de Henrique VIII, trilha um caminho perigoso entre a paixão e lealdade. Muito mais nova que o marido, ela precisa aprender rapidamente a lidar com os perigos da corte Tudor, especialmente no que diz respeito a sua fé  e ao seu verdadeiro amor.”

Antes de tudo digo que, apesar de ser o primeiro livro de uma série em lançamento, o livro tem um final completo e satisfatório. Digo isso, porque peguei esse livro achando que seria um só volume e, quando vi o segundo volume ser lançado, comecei a ficar angustiada, pensando que terminaria o livro e teria de esperar a sua finalização nos volumes seguintes. Foi um preocupação, no final, infundada, o segundo volume continua o foco na família Tudors, porém com outras histórias a serem contadas.

Esse livro me conquistou desde seu inicio por ser uma ficção histórica, uns de meus gêneros favoritos, e com a personagem principal do sexo feminino. A começar o livro, este melhora mais ainda, por ter personagens femininas fortes e repletas de personalidades, mesmo com os homens da época tentando apagar essa força a qualquer custo.

Penso por que os homens de antigamente, e até mesmo em nosso século,  se sentem tão ameaçados e intimidados quando encontram uma mulher com grande inteligência, forte e segura em suas opiniões? Não poderiam aproveitar para colaborarem um com o outro e crescerem juntos em suas ideias e movimentos? Entretanto, movem para impedir essa igualdade, o sexo masculino parece precisar se sentir sempre superior, e, para isso, não oferece as mesmas oportunidades para as mulheres e tenta inferioriza-las até estas murcharem ou quebrarem. É isso que este livro deixou mais evidente para mim: a parte de não instruírem as mulheres do mesmo modo, deixando certas características como sendo masculina assim como liderar, governar, discursar e estudar certas áreas. Desvalorizando o máximo aquelas nascidas com os mesmos dons considerados masculinos e quanto isso implicitamente não influencia a nossa sociedade até hoje.

A fé é também muito discutida, já que estamos no período da reforma e contra-reforma, uma luta entre a Igreja e os protestantes. Henrique VIII representa a Inglaterra do momento, sendo alguns momentos a favor do movimento e, outros, seguindo firmemente com os dogmas da Igreja católica. O rei até mesmo possui em seu conselho tanto católicos quanto reformadores, revezando o lado de sua preferência e marcando o seu reinado com decisões bastantes volúveis e com o povo da Inglaterra sendo envolvido por conflitos e incertezas. Nem mesmo a rainha é uma constante para os ingleses.

Essa leitura me fez pensar muito, tanto sobre a rivalidade e luta pelo poder, como sobre as grandes consequências do abuso e do estupro podem ter em uma pessoa. Contudo, decidi parar aqui minha resenha com medo de passar spoilers ao entrar em certos temas. Xeque-mate da rainha trouxe grandes questionamentos sobre o modo de vida a qual decidimos seguir e o quanto ainda precisamos melhorar como seres humanos. É um livro maravilhoso e vale a pena ser lido com carinho, mesmo se você discordar de minhas ideias aqui ditas. Leiam e tenham sua própria visão sobre esta história.

 

Amor a todos ❤

Darth Plagueis

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Informações gerais: escrito por James Luceno, Star Wars Legends, lançado pela editora Aleph. Ficção – fantasia espacial.

Sinopse (retirada do Skoob): “Darth Plagueis, mais que qualquer lorde Sith antes dele, ansiava pelo poder absoluto. E de fato se torna capaz de desenvolver uma habilidade de força inimaginável: o controle da vida e da morte. Seu aprendiz Darth Sidious, ou Palpatine, aprende a dominar em segredo o lado sombrio da Força, enquanto aos olhos da galáxia procura seguir sua escalada de poder, alcançando postos cada vez mais altos na hierarquia do governo. Um deseja viver para sempre; o outro busca o controle político supremo. Juntos, eles poderão enfim destruir os Jedi e dominar a galáxia. A não ser que impiedosas tradições Sith fiquem em seu caminho… Em uma trama envolvente, com estudos do domínio da Força, golpes políticos, complexa diplomacia, assassinatos e lutas ambiciosas, James Luceno mostra como dois dos mais poderosos Sith definirão o destino da galáxia.”

Antes de começar a ler este livro, tive medo de não gostar e ser uma leitura lenta para mim, pois tenho dificuldade de ter empatia com personagens anti-heróis e/ou vilões; e essa leitura o foco é justamente focada em dois Sith. Entretanto, um livro bem escrito vence esse obstáculo o qual possuo dentro de mim e Darth Plagueis foi um desses casos. Eu, desde o primeiro capítulo, já me empolguei na escrita de James Luceno e em sua proposta de conhecer melhor Darth Plagueis e Darth Sidious.

O livro da Aleph, como sempre, é lindamente construído, tanto em sua capa, quanto em seu conteúdo, possuindo em suas últimas páginas uma entrevista muito relevante com o escritor. Vem também com um marca-páginas característico de seus livros lançados de Star Wars. A editora nunca me decepciona em seu trabalho de deixar a obra atrativa, não só em suas histórias, como visualmente.

O livro é dividido em partes, marcando os diversos momentos importantes na vida de Darth Plagueis, porém sempre tomando cuidado de não humanizar demais esse ser sombrio da Força e seu aprendiz Palpatine. Darth Plagueis é um Muun obcecado com a imortalidade e a manipulação da Força para criar e destruir vidas, parecendo muitas vezes ser um cientista sombrio além de um Sith. Dividindo seu tempo entre estudos e o plano maior dos Sith de destruírem os Jedi e se tornarem novamente soberanos na galáxia.

Esta obra, mesmo sendo Legends, é de grande importância para fãs de Star Wars, pois explica basicamente todos os acontecimentos dramáticos da trilogia prequels, e, na minha opinião, deixando-a muito mais interessante. Luceno desenvolve de forma maravilhosa toda a manipulação e planos elaborados dos Sith para a sua volta ao poder. Todo o duro trabalho de Darth Plagueis, de seus antecessores e seu aprendiz de se manterem escondidos do Conselho Jedi, e ao mesmo tempo utilizá-los para os seus planos sombrios, principalmente o plano de poderem finalmente se revelarem Sith perante toda a galáxia sem o perigo de serem extintos.

O livro também dá para nós uma maior elaboração de como funciona todo o código Sith e os seus princípios, mostrando as grandes diferenças dos Sith lidarem com a Força comparados aos Jedi. Além de nos apresenta diversos personagens já conhecidos ou citados nos filmes, desenvolvendo melhor a história de vários deles nesse universo expandido de Star Wars.

Resumindo, é um livro empolgante e muito bem escrito o qual traz diversas explicações e curiosidades importante ao universo expandido dessa saga maravilhosa. Um livro muito interessante que indico para todos os fãs Star Wars,

 

Amor a todos ❤

A invenção das asas

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Informações gerais: escrito por Sue Monk Kidd, lançado pela editora Paralela. Ficção – histórico.

Sinopse (retirada do Skoob): “Em sua terceira obra, Sue Monk Kidd, cujo primeiro livro ficou por mais de cem semanas na lista de mais vendidos do New York Times, conta a história de duas mulheres do século XIX que enfrentam preconceitos da sociedade em busca da liberdade. Sue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem.”

Peguei esse livro na Bienal, pois gosto muito da editora Paralela, por ela ter, justamente, livros e abordagens bem diferentes da maioria. Escolhi esse pela capa e pelo nome, mas, no fim, li a sinopse só para garantir. Não poderia ter escolhido melhor. Nunca li um livro de Sue Monk Kidd, inclusive o seu mais famoso A vida secreta das abelhas, e, mesmo assim, penso que não poderia ter começado melhor ao conhecê-la se não por este livro.

O livro tem narração em primeira pessoa dividida por duas personagens: Sarah e Encrenca. A vida das duas é bem diferente, apesar de viverem na mesma propriedade. Sarah é filha de fazendeiro aristocrata e Encrenca é uma dos escravos dessa família, com a vida delas se encontrando ao Encrenca ser oferecida como dama de companhia no aniversário de onze anos da Sarah. As duas personagens são apaixonantes com suas personalidades e situação de vida praticamente opostas, tendo uma relação incomum  entre elas para aquele tempo e local onde moravam.

O livro mostra a grande luta, não só pela a abolição da escravidão, como pelo direitos iguais para todos. A luta de as mulheres e os negros terem sua voz diante da sociedade, com os mesmo direitos e poderes. A leitura mostrou para mim a nossa obrigação de sempre lutarmos pela igualdade, e, como, ao nos acomodarmos ao um estilo de vida comum a todos, estamos, muitas vezes, sendo tão ruins quanto aqueles que controlam e desrespeitam a humanidade do outro. As diferenças são muitas vezes criadas por nós mesmos, para mantermos alguma supremacia, um certo padrão e controle sob outros. Para mim aqui mostra mais uma vez de como nossa sociedade mudou pouco, com as pessoas sempre buscando estar acima dos outros de alguma forma, com uma sede de controle sem fim e desumano.

Nesse livro dá motivos para mantermos a esperança e força, para perseguir nossos propósitos, pois é muito melhor morrer tentando do que viver repleto de arrependimentos por ter oportunidades perdidas. Talvez nossos sonhos não se realizem, mas nossas ações tragam de algum jeito novas visões e conquistas tão boas quanto as desejadas inicialmente. Devemos sempre lutar para evoluirmos em nossos pensamentos e atos perante a cada ser, valorizando cada um por suas diferenças e qualidades, respeitando a todos.

O trabalho de Sue Monk Kidd me emocionou e me trouxe forças para encarar o futuro. Sua escrita me conquistou e despertou a vontade de ler mais livros dela, por sua suavidade e sensibilidade marcadas em cada página. Adorei o livro e o recomendo de coração.

 

Amor a todos