Ser Emoção

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Informações gerais: escrito por Leonor Brito, e-book o qual pode-se comprar na Amazon (é só clicar no link). Livros de contos – romântico.

Sinopse: Um livro com cinco contos de diferentes histórias, mas sempre descrevendo uma relação a dois. Contos os quais tem como foco as emoções sentidas.

Esse livro é o primeiro e-book que leio, pois não consigo normalmente me concentrar totalmente se o livro não for físico. Entretanto, ao a escritora visitar o meu blog (o que sou totalmente grata), fui, em troca, conhecer o blog dela e soube deste livro. Amei a escrita de Leonor no blog e fiquei muito curiosa de como seria sua escrita em seu livro, se tinha o mesmo fluxo e suavidade. Devorei o livro.

Sua linguagem é aquela que nos faz sentir na pele de seu personagem, é, igual prometido no título de seu livro, pura emoção. Ela me fez sentir em cada conto, em cada palavra. Seu estilo de escrita me encantou e, sua suavidade, me enfeitiçou ainda mais. As emoções são quase palpáveis, e, para mim, isso é mágico e belo. O amor, único, de cada personagem é real, igual aos nossos próprios sentimentos,e, naturalmente, não precisando de muita explicação. Cada conto fala de uma vida diferente, uma relação a dois diferente, porém com o amor sempre presente em seu tema.

A leitura é rápida, li em 2 horas, o que me ajudou a terminar meu primeiro e-book lido na minha vida. Cada conto me fez entrar em um universo distinto, mas sempre emocionante. O meu conto favorito foi o último: “Futuro de passado”, o qual cheguei a derramar algumas lágrimas. Contudo, todos eles valem a pena, todos muito gostosos de se ler. O preço também é bem baratinho, paguei R$ 4,19.

É muito bonito para mim ter descoberto essa leitura ao visitar o blog de Leonor (para visitá-lo clique aqui), é como estivesse presenciando, testemunhando, os primeiros passos de um grande sucesso.Sinto-me muito grata a ela, por me mostrar a sua bela obra de arte. Espero ansiosamente para o lançamento de seu novo livro.

 

Amor a todos ❤

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A mão esquerda da escuridão

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Informações gerais: escrito por Ursula K. Le Guin, lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse (retirada do skoob): “Genly Ai foi enviado a Gethen com a missão de convencer seus governantes a se unirem a uma grande comunidade universal. Ao chegar no planeta Inverno, como é conhecido por aqueles que já vivenciaram seu clima gelado, o experiente emissário sente-se completamente despreparado para a situação que lhe aguardava. Os habitantes de Gethen fazem parte de uma cultura rica e quase medieval, estranhamente bela e mortalmente intrigante. Nessa sociedade complexa, homens e mulheres são um só e nenhum ao mesmo tempo. Os indivíduos não possuem sexo definido e, como resultado, não há qualquer forma de discriminação de gênero, sendo essas as bases da vida do planeta. Mas Genly é humano demais. A menos que consiga superar os preconceitos nele enraizados a respeito dos significados de feminino e masculino, ele corre o risco de destruir tanto sua missão quanto a si mesmo.”

Este livro foi me recomendado pelo canal do Youtube da Aleph, a qual havia uma resenha do livro contando também um pouco da escritora. Decidi, mesmo um pouco temerosa, a experimentá-lo e não me arrependi nenhum pouco. Ursula K. Le Guin desde sua introdução neste livro (a qual vale muuuuito a pena ler) já mostra a sua sensibilidade, ela nada impõe ou tenta nos convencer, mas vai nos conquistando devagar, mostrando seu ponto de vista de modo suave e discreto ao longo da leitura. O livro é do tipo o qual li devagar para poder digeri-lo aos poucos, tentando capturar o máximo possível dos detalhes; porém fui me empolgando cada vez mais na história. Para aqueles que querem uma história imprevisível e gostam de uma boa ficção científica, recomendo de coração aberto.

O livro já começa com Genly Ai há alguns meses no planeta Gethen, um lugar onde está passando por uma era glacial, e, por isso, é conhecido pelo nome Inverno. Genly, pelo menos para mim, não é um personagem apaixonante, nem altamente heroico, ele é um homem repleto de preconceitos e ideias fixas imbecis em sua cabeça, me irritando muitas vezes por suas opiniões declaradas em seu diário. Sua fala muitas vezes coloca como feminino ou afeminado somente os defeitos como: competividade, bisbilhotamento, falsidade… provando, para mim, uma plena confusão da definição de caráter e personalidade com sexualidade. Apesar disso, também me deparei com meus próprios preconceitos, me aproximando com Sr. Ai, ao me perceber muitas vezes confusa de como essa sociedade funciona sem ter um sexo definido, como seu modo de reprodução e de organização.

Achei muito bonito alguns pontos colocados pela autora e um deles foi o fato de qualquer ser humano do planeta de Gethen poder engravidar e como isso já a faz uma sociedade tão diferente da nossa. Por eles poderem ampliar, ou as características dos homens, ou das mulheres, em cada kemmer (um tipo de ‘cio’), todos conseguem se colocar no papel de criador, de paternidade e maternidade, trazendo consequências belas para a sua organização social. Ao ler sobre isto realmente me emocionou e pensei em como é realmente mais fácil compreender ao outro quando se passa pela mesma situação que a dele.

Outro ponto a qual me chamou muita atenção foi uma rápida discussão da diferença de um patriotismo de amor a sua nação, para outro repleto de medo e raiva. Na primeira há o orgulho e vontade de trazer o melhor para sua terra, mesmo isso ajudando as nações a sua volta como consequência. Na outra há medo dos governos diferentes do seu, da invasão, da mudança, e, trazendo assim, uma raiva e ódio a todos os forasteiros. Qual é o preço que se paga por estes medos? Pois, em Gethen não existe nem mesmo palavra para guerra, pois, provavelmente, por viverem um planeta já muito hostil em seu clima, há muitas limitações de alimentos e de proteção. Qual seria o preço do progresso feito por guerras e competitividades entre as nações? Cada passo neste planeta pode significar o extermínio da espécie, se não houver cuidado; e cada colaboração e acolhimento pode salvar diversas vidas. O que é a competitividade entre nações perto de uma extinção da humanidade?

A autora escreve de modo tão brilhante que tive um impacto cultural junto com o personagem, com falta de rótulos comuns a mim, com a linguagem e organização de datas diferentes das nossas. Encontrei até mesmo problemas com as definições diferentes dadas pelo próprio Genly Ai, pois ele não veio da mesma Terra que a nossa, pelo menos, não na do tempo em que vivemos. Entretanto, não se assuste com isso, no final do livro tem uma explicação de como funciona o tempo de Gethen, e há textos dentro da história os quais explicam as demais informações importantes sobre essa cultura tão complexa e rica do planeta Inverno. Leia sem preocupar tanto em entender, pois as coisas vão se esclarecendo ao longo da leitura com a suavidade e paciência de Ursula K. Le Guin.

Aqui não passei nenhum spoiler do que acontece nessa história, porém, tentei mostrar como Ursula K. Le Guin discute, com sua simplicidade e suavidade, diversos assuntos. Decidi não tratar todos, mas somente aqueles que já podem ser encontrados desde o início da leitura e que me me chamaram muita atenção. É uma leitura rica sem tirar sua diversão e leveza. Espero ter feito uma resenha a altura deste livro maravilhoso. Lerei outros livros dela com certeza!

 

Amor a todos ❤

Os bons segredos

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Informações gerais: escrito por Sarah Dessen, lançado pela editora seguinte. Ficção – Infanto-juvenil.

Sinopse (retida da parte de trás do livro): “A convivência de Sydney com os pais estava cada vez mais difícil desde que Peyton, seu irmão mais velho, foi preso por causar um acidente que deixou um garoto paraplégico. Sydney parecia a única a responsabilizar o irmão, ao contrário de seus pais, que enxergavam o filho como vítima.
Certa tarde, para fugir desse clima insuportável, em vez de voltar para casa, Sydney entra numa pizzaria ao acaso. Lá conhece Layla, filha do dono do restaurante, e a amizade entre as duas é instantânea. Logo Sydney se vê contando à garota segredos que ninguém mais sabe. Nesses encontros com a nova amiga, Sydney também descobre outro prazer: entregar pizzas e assim pode espiar  fragmentos da vida das pessoas. Mas ela vai perceber que chegou a hora de abandonar o ponto de vista de mera observadora e assumir o papel de protagonista de sua própria vida.”

Este é o primeiro livro que leio da Sarah Dessen, e soube dela pelo snapchat da editora Seguinte. Esse livro me atraiu por ter em entre um dos seus temas os diferentes tipos de relacionamentos e o sentimento de se sentir invisível. Contudo, o livro discuti muito mais, ele fala também do sentimento de mudança, dos diferentes pontos de vista e compreensões sobre o mundo e pessoas ao nosso redor, de nossas vulnerabilidades e nossos dons. É um livro com uma leitura leve e rápida, tendo como foco a adolescência, porém não se limitando só a nisso, conseguindo acolher outros públicos além dos jovens. Não tive uma super identificação com o livro, provavelmente por já ter passado pelo ensino médio e a adolescência, mas tive sim alguma empatia e reconhecimento com os sentimentos dos personagens, chorando e me emocionando em várias partes.

O livro começa com toda a família recebendo a sentença de Peyton, irmão de Sidney, pelo juiz, e a autora usa, a partir daí, em várias outras situações, referências e metáforas sobre a espera e o final de um julgamento; mostrando o quanto foi marcante isso para Sidney e a família.A personagem principal no início é pura culpa e raiva pelo atos do irmão e da família, com a mãe sempre abrandando o comportamento de Peyton, o irmão sempre se envolvendo em problemas e o pai se mantendo distante da família, se focando mais em seguir a mãe e/ou resolver os problemas encontrados em seu trabalho. Peyton, desde de sempre atrai atenções por sua beleza e carisma naturais, e a partir do ensino médio começou a se envolver em problemas cada vez mais grave até o momento de atropelar bêbado um adolescente 15 anos voltando para casa.

Por isso, Sidney sempre se sentiu na sombra de seu irmão, invisível a todos, inclusive na escola, por estudar no mesmo local do irmão; e decidi fugir disso, se mudando para uma escola onde ninguém conhecia ela e sua família. A personagens principal, ao longo da leitura, então, vai criando novas amizades e evoluindo com seus relacionamentos; percebendo que, do mesmo jeito que não a enxergavam, ela não conseguia mais ver como era seu irmão, cometendo o mesmo erro de sua família com ela.

Com essa diferença entre os irmão, e de outros personagens, a autora também mostra que nenhum dos dois extremos é positivo, nem a invisibilidade, nem a atenção extrema. Em um as necessidades, a personalidade e os problemas da pessoa são totalmente ignorados, porém no outro a pessoa se sente na necessidade de se manter sempre dentro das expectativas dos outros, ficando presa em hábitos e padrões nem sempre positivos. Peyton, sem querer fica sempre no holofote, se torna um fantasma na vida irmã, sempre a assombrando de alguma forma, mesmo ausente fisicamente. Sidney e Peyton, com sua diferenças, tem a mesma questão a ser resolvida, o como se expressar e mudar sua vida. Todo mundo tem seu assunto delicado – como diz Mac um momento para Sidney, e sempre algo complicado de se mostrar, conversar e transformar.

A escola nova é o modo da personagem principal tirar um pouco o foco no irmão para se dar espaço de mudar,mantendo em segredo a prisão do irmão, pelo menos até conhecer Layla e sua família. Eles, do seu jeito de ser, vai mostrando novas perspectivas e dando novas oportunidades de Sidney se desenvolver, incluindo ela em suas vidas e conseguindo vê-la. Com os Chathams, ela descobre que pode existir bons segredos, surpresas boas ao continuar seguir em frente e enfrentar os obstáculos apresentados na sua vida.

É um livro bonito o qual consegue tratar de diversos assuntos com grande sensibilidade e leveza, dentre eles uns bem delicados. Eu conseguir ver perfeitamente a evolução, não só da personagem principal, como o de todos a sua volta. Leria tranquilamente as outras obras da autora. É uma ótima leitura para quem quer se distrair e, ao mesmo tempo, se emocionar

 

Amor todos ❤

 

O físico

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Informações gerais: escrito por Noah Gordon, lançado pela editora Rocco. Ficção – ficção histórica.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro):  ” Um homem: Robert Jeremy Cole.
Um dom: o quase místico poder da cura.
Um objetivo: aprimorar seus conhecimentos na ciência, ainda incipiente, pela qual se apaixonou – a medicina.
Obcecado em contrariar as forças da morte e da doença, Rob J. abandona o obscurantismo da Europa medieval rumo ao esplendor do Oriente, onde despontam as primeiras descobertas dessa ciência fascinante que teima em desafiar Deus.”

Esse livro me foi indicado, confesso que antes não tinha nenhum pretensão de lê-lo, porém falaram que eu iria gostar… e aqui estou eu agora escrevendo uma resenha sobre ele. Se eu fosse resume esse livro em algumas palavras seria: excelente estória e escrita maravilhosa, mas bem descritiva, podendo ser cansativa e/ou lenta dependendo do humor ou do gosto da pessoa. Não achei cansativa, mas a estória demorou para se desenrolar e seu inicio é a parte mais desafiante de todo o livro.

A parte da infância de Robert Jeremy Cole é a mais difícil de ler, é aquele momento de apresentação do personagem e do ambiente onde ele está; para mim, foi o momento também de conhecer e se adaptar a escrita do autor. Nesse começo fiquei com medo de não gostar do livro, e só não me desesperei porque assisti o filme  e lembrei que a estória iria ser, pelo menos em alguns momentos, empolgante. Contudo, depois da página 30 e poucos a estória já foi me conquistando, assim que Robert começa a se encaminhar para a arte da medicina. É claro que o livro continua com sua escrita minuciosa, mas a partir do capítulo 4 passei a gostar desse estilo, mesmo me fazendo demorar mais a terminar essa leitura.

O autor divide o livro em partes bem definidas na vida do personagem, e em cada uma delas o personagem vai se desenvolvendo, encontrando novos desafios e aprendendo mais, não só na medicina, como em outras áreas. Achei bonito vários momentos de evidente crescimento e/ou conclusões feitas por Cole, assim como em vários outros fiquei meio chateada com as atitudes dele. A leitura então me fez ir além do que eu esperava, de conhecer e acompanhar a vida de homem com destino de aprender a arte da cura, ela me fez viajar a vários locais  no século XI e de aprender mais sobre diversas culturas.

Noah Gordon me surpreendeu ao escrever com tanta sensibilidade sobre certos assuntos, principalmente quando percebi que este livro foi escrito em 1986. As mulheres, mesmo não tendo muitas, não são tolas ou superciciais, mas com cada uma com seus defeitos, suas qualidades e suas personalidades únicas. Inclusive há um romance muito lindo nesse livro, pelo qual o casal para mim pareceu muito real e o qual me apaixonei desde seu início, principalmente, pela personagem feminina. As religiões também me pareceram ser descritas de forma bem respeitosas, tendo críticas ou questionamentos mais em relação ao modo em que se envolviam nos estudos daquela época, de como suas escrituras podem ser interpretadas de diversos modos ou de como cada um lidava com a outra religião dependendo do local onde o Rob estava. Há também várias situações sociais que ainda podemos encontrar hoje, como a ambição cega pelo poder ou a intolerância religiosa.

Ou seja, o autor me trouxe muitas reflexões sobre a sociedade atual e muito conhecimento sobre o período em que se passa a estória. O livro possui bastante conteúdo por ser tão descritivo, mas o escritor faz isso com cuidado, carinho e tornando seu livro apaixonante a cada página lida. Não se tornou um dos meus escritores favoritos, entretanto gostei bastante do livro e pretendo ler mais livros de Noah Gordon.

 

Amor a todos ❤

 

 

 

Jogador no. 1

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Informações gerais: escrito por Ernest Cline, lançado pela editora Leya. Ficção – cultura pop.

Sinopse (retirada da orelha do livro): “Um mundo em jogo, a busca pelo grande prêmio. Você está preparado, Jogador número 1?
O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts é mais um do que escapam da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS – uma utopia virtual global que permite que os usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura POP dos anos 1980.
Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS; o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de easter-eggs. E premiará com sua enorme fortuna – e poder – aquele que conseguir desvendá-los.
E Wade acabou de encontrar o primeiro deles.”

Este livro foi uma das recomendações as quais encontrei no canal do Youtube da editora Aleph (apesar de ser lançado pela Leya), se não me engano, pois faz muito tempo que assisti, era sobre livros ótimos para começar a entrar no grande universo de leitura da ficção científica. Quando vi o vídeo, eu já estava inserida neste mundo, tanto pela leitura quanto pelo cinema, porém fiquei curiosa com o livro… mesmo assim, não cheguei a comprar para mim, dei para uma amiga de presente e ela me emprestou depois de ler. O livro não nos decepcionou. Como ela me disse, e concordo com ela, não é uma obra de arte da literatura, porém é uma leitura muito gostosa e com uma boa história.

Jogador no. 1 é o livro com mais referências que já li em toda minha vida! O criador do OASIS era fanático pelos anos 80, e por isso o livro fala de, basicamente, todos os jogos famosos presentes nos anos 80, mas não só sobre jogos; sobre cinema, anime, quadrinhos, música, comida… o autor também sai, às vezes, dessas referências dos anos 80 e vai para outras épocas. Moral da história: o livro é com mil referências a cultura pop. Se você não é tão apaixonado por distopias ou por ficção, entretanto, ama a cultura pop ou jogos de videogame, você já irá gostar desse livro. O mesmo posso dizer daqueles os quais não são tão conhecedores da cultura pop, mas adora distopias, thrillers e/ou ficção científica.

O livro tem muita ação além de suas bilhões de referências, devorei ele em 2 dias depois de uma grande ressaca literária e pausa na minhas leituras, com a leitura me fazendo sempre querer saber o que iria acontecer depois. Há tanta ação e referências que isso me fez me perde na leitura e me fazer reler certas partes. Havia mil coisas as quais eu já tinha assistido, jogado, lido ou ouvido, e outras mil as quais nunca ouvir falar; e isso não me atrapalhou em nada minha leitura, porque a história é muito atraente, rápida e divertida. Os personagens são todos muito interessantes,e, para mim, muito reais em seus desafios e conquistas. Achei a história também muito plausível em diversos aspectos, como por exemplo, o próprio futuro apresentado, e suas várias críticas ‘escondidas’.

É um livro muito bom e indicado para mil tipos de leitores ao mesmo tempo. Eu me diverti com as referências, com a história e com os personagem. O autor me fez entrar de cabeça no livro, sentido todas as aventuras e emoções ocorrida com os personagens. Indico esse livro a todos, por toda a alegria a qual a leitura me proporcionou!

 

Amor a todos ❤

 

 

Mago: as trevas de Sethanon

Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro quatro da Saga Mago, lido pela editora Arqueiro. Ficção – fantasia.
Sinopse (retirada do skoob): “O formidável e último volume de “A Saga do Mago”, clássica tetralogia de fantasia de Raymond E. Feist, iniciada com Mago Aprendiz(Arte da capa e ilustrações: Martin Deschambault).
Ventos malignos sopram sobre Midkemia. As legiões negras ergueram-se para esmagar o Reino das Ilhas e escravizá-lo com o terrível poder de sua magia. A batalha final entre a Ordem e o Caos está prestes a começar nas ruínas de uma cidade chamada Sethanon. Agora Pug, o mestre conhecido por Milamber, terá à sua frente a incrível e perigosa missão de viajar até a aurora do tempo e lidar com um antigo e temível inimigo. O destino de mil mundos dependerá apenas dele. Enquanto o Príncipe Arutha e os seus companheiros reúnem as suas hostes para a batalha final contra um misterioso demônio ancestral, o temido necromante Macros, o Negro, libertou mais uma vez a sua magia negra. O destino de dois mundos será decidido numa luta colossal sob as muralhas de Sethanon, quando são restaurados os laços entre Kelewan e Midkemia.”

Esse é o último volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

Antes de eu começar a discutir melhor esse livro devo dizer que o modo do escritor contar sua história não muda em nenhum livro dessa saga. Ele sempre começa de forma muito descritiva não me empolgando até o meio do livro, somente do meio para o final passa a se tornar mais empolgante e a leitura aumenta da velocidade. Entretanto, esse estilo foi me cansando conforme fui lendo cada um dos livros da saga e nesse quarto livro eu li já meio por obrigação, para finalmente terminá-lo. Li e demorei muito para acabar justamente por já saber o tipo de leitura que iria encontrar.

O livro é a conclusão da história e problemas iniciados no livro três Mago: espinho de prata e é, por si, muito interessante, porém, ao invés de ter mais emoções e ações, o autor pareceu reduzi-los, contando de forma morna diversos momentos bem fascinantes e dando mais atenção a cenas pouco atraentes, com elas durando, ás vezes, um capítulo inteiro. A saga, igual ao livro três, agora dá mais atenção ao príncipe Arutha e Jimmy, com o Pug e outros magos aparecendo pouquíssimas vezes e ficando em segundo plano. Arutha é um excelente personagem, porém, Mago: as trevas de Sethanon talvez tivesse sido muito mais atraente para mim se contasse mais sobre magia e as missões que Pug precisou enfrentar.

Comecei o livro de má vontade e continuei assim até o final por perceber que Raymond E. Feist iria manter o mesmo estilo utilizado nos outros livros. Já que era o último livro, eu realmente estava esperando mais emoções, batalhas, magia, caos, e isso só acontece nas últimas 50 páginas, de forma rápida e com pouca atenção. Não entendo realmente como essa saga está nos 100 melhores livros para a BBC… não porque ele seja horrendo, a saga é boa, principalmente, se eu for pensar na sua história; mas não é um livro tão maravilhoso para ficar nessa lista. Fico feliz de ter lido toda a série, contudo a escrita é desmotivante e foi me irritando ao longo dos livros.

Saldo final de toda essa saga é que não sei se recomendaria para alguém. Eu criei uma birra com a fórmula do autor e não sei o quanto minha opinião está contaminada com isso. O livro não é ruim, sua história tem vários pontos interessantes, os personagens e os mundos são bem construidos, porém a leitura foi maçante e fiquei muito aliviada quando finalmente cheguei a sua última página.

 

Amor a todos ❤

Cartas de amor aos mortos

Informações gerais: escrita por Ava Dellaira, lançado pela editora Seguinte. Ficção – leitura juvenil.
Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): ” Tudo começa com uma tarefa para escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto  de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger… apesar de jamais entregá-las à professora. O que parecia uma simples lição de casa logo se transforma na maneira de Laurel lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com a família despedaçada depois da morte de sua irmã.”

Cartas de amor aos mortos me surpreendeu, comprei o livro por envolver músicas e por ele todo ser escrito em forma de várias cartas. Entretanto, não sabia direito do que iria se tratar, são muitos livros os quais falam da vida adolescente e de suas dificuldades, isso não significa que a leitura será leve a ser tratados certos assuntos, ou que será bem escrita. É um tema muito presente na literatura infatojuvenil, mudando somente os certos tipos dificuldades daquele adolescente. Ava Dellaira fez de tudo isso de uma forma muito original e mantendo uma linguagem mais leve possível.

Já que Laurel perdeu sua irmã, o livro trata de como ela vai começar essa nova fase, a entrada no ensino médio, junto com o seu processo de luto. No inicio ela não fala muito diretamente de como sua irmã morreu, ou do porquê a família dela é do jeito que encontramos, e nem aprofunda muito nos seus sentimentos. Ela começa escolhendo Kurt Cobain, pois sua irmã amava a banda Nirvana e apresentou a ela, e Laurel começa a contar simplesmente sobre os primeiros dias na escola nova e da saudade sempre presente de sua irmã. Depois disso, ela continua escrevendo cartas para artista famosos que morreram, mas escrevendo para vários, escolhendo para quem irá escrever de acordo com o sentimento e lembrança trazidos a ela no momento em que escreve. Conforme as cartas são escritas ela vai se descobrindo, se aprofundando mais em seu sentimentos, revelando mais de seu passado e de sua família.

Achei lindo desde o início o modo o qual a personagem escreve para esses artistas, todos envolvidos de algum modo na sua vida, mesmo nunca a conhecendo e estando mortos. É muito pessoal, repleto de uma confidencialidade e afeição a todos, ela desabafa, discuti crítica e consola cada um deles. Ela relaciona aquilo que eles sentiram com o que possivelmente sua irmã estava passando antes de morrer, a falta desses artitas para amigos e familiares deles, com a falta de May na vida de Laurel e de cada um membro de sua família. Sua irmã era um tipo de base para ela, um exemplo, e agora a personagem se sente desorientada sem a irmã numa fase importante da sua vida. É lindo também a relação de May com sua irmã mais nova, tentando sempre protegê-la do mau do mundo, dos problemas de seus pais, e criando um mundo mágico para Laurel.

Laurel não vai passando pelo luto e seus medos sozinha, em pouco tempo ela cria amizades com os “estranhos comuns”. Eles, então, inicia uma cumplicidade em vários momentos, compartilham entre eles seus gostos musicais, as dificuldades diferentes que cada um está passando e suas alegrias. Com eles, Laurel continua seu auto-descobrimento, processando seu luto e seus traumas, vencendo os obstáculos presentes dentro dela.

O livro me fez chorar do início ao fim, por sua beleza e pela sensibilidade da autora em falar levemente sobre temas tão pesados. Ela trata tudo com delicadeza e cuidado, tendo uma grande responsabilidade ao escrever sobre o luto, sobre as relações familiares e românticas, e outros milhares de temas. Amei essa leitura!

 

Amor a todos ❤