Xeque-mate da rainha

20180108_223536.jpg

Informações gerais: escrito por Elizabeth Fremantle, livro um da saga Tudors, lançado pela editora Paralela. Ficção – ficção histórica.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro): “Divorciada, guilhotinada, morta, divorciada, guilhotinada. Esse é o histórico do meu noivo.
Katherine Parr, sexta esposa de Henrique VIII, trilha um caminho perigoso entre a paixão e lealdade. Muito mais nova que o marido, ela precisa aprender rapidamente a lidar com os perigos da corte Tudor, especialmente no que diz respeito a sua fé  e ao seu verdadeiro amor.”

Antes de tudo digo que, apesar de ser o primeiro livro de uma série em lançamento, o livro tem um final completo e satisfatório. Digo isso, porque peguei esse livro achando que seria um só volume e, quando vi o segundo volume ser lançado, comecei a ficar angustiada, pensando que terminaria o livro e teria de esperar a sua finalização nos volumes seguintes. Foi um preocupação, no final, infundada, o segundo volume continua o foco na família Tudors, porém com outras histórias a serem contadas.

Esse livro me conquistou desde seu inicio por ser uma ficção histórica, uns de meus gêneros favoritos, e com a personagem principal do sexo feminino. A começar o livro, este melhora mais ainda, por ter personagens femininas fortes e repletas de personalidades, mesmo com os homens da época tentando apagar essa força a qualquer custo.

Penso por que os homens de antigamente, e até mesmo em nosso século,  se sentem tão ameaçados e intimidados quando encontram uma mulher com grande inteligência, forte e segura em suas opiniões? Não poderiam aproveitar para colaborarem um com o outro e crescerem juntos em suas ideias e movimentos? Entretanto, movem para impedir essa igualdade, o sexo masculino parece precisar se sentir sempre superior, e, para isso, não oferece as mesmas oportunidades para as mulheres e tenta inferioriza-las até estas murcharem ou quebrarem. É isso que este livro deixou mais evidente para mim: a parte de não instruírem as mulheres do mesmo modo, deixando certas características como sendo masculina assim como liderar, governar, discursar e estudar certas áreas. Desvalorizando o máximo aquelas nascidas com os mesmos dons considerados masculinos e quanto isso implicitamente não influencia a nossa sociedade até hoje.

A fé é também muito discutida, já que estamos no período da reforma e contra-reforma, uma luta entre a Igreja e os protestantes. Henrique VIII representa a Inglaterra do momento, sendo alguns momentos a favor do movimento e, outros, seguindo firmemente com os dogmas da Igreja católica. O rei até mesmo possui em seu conselho tanto católicos quanto reformadores, revezando o lado de sua preferência e marcando o seu reinado com decisões bastantes volúveis e com o povo da Inglaterra sendo envolvido por conflitos e incertezas. Nem mesmo a rainha é uma constante para os ingleses.

Essa leitura me fez pensar muito, tanto sobre a rivalidade e luta pelo poder, como sobre as grandes consequências do abuso e do estupro podem ter em uma pessoa. Contudo, decidi parar aqui minha resenha com medo de passar spoilers ao entrar em certos temas. Xeque-mate da rainha trouxe grandes questionamentos sobre o modo de vida a qual decidimos seguir e o quanto ainda precisamos melhorar como seres humanos. É um livro maravilhoso e vale a pena ser lido com carinho, mesmo se você discordar de minhas ideias aqui ditas. Leiam e tenham sua própria visão sobre esta história.

 

Amor a todos ❤

Anúncios

Cartas de amor aos mortos

Informações gerais: escrita por Ava Dellaira, lançado pela editora Seguinte. Ficção – leitura juvenil.
Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): ” Tudo começa com uma tarefa para escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto  de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger… apesar de jamais entregá-las à professora. O que parecia uma simples lição de casa logo se transforma na maneira de Laurel lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com a família despedaçada depois da morte de sua irmã.”

Cartas de amor aos mortos me surpreendeu, comprei o livro por envolver músicas e por ele todo ser escrito em forma de várias cartas. Entretanto, não sabia direito do que iria se tratar, são muitos livros os quais falam da vida adolescente e de suas dificuldades, isso não significa que a leitura será leve a ser tratados certos assuntos, ou que será bem escrita. É um tema muito presente na literatura infatojuvenil, mudando somente os certos tipos dificuldades daquele adolescente. Ava Dellaira fez de tudo isso de uma forma muito original e mantendo uma linguagem mais leve possível.

Já que Laurel perdeu sua irmã, o livro trata de como ela vai começar essa nova fase, a entrada no ensino médio, junto com o seu processo de luto. No inicio ela não fala muito diretamente de como sua irmã morreu, ou do porquê a família dela é do jeito que encontramos, e nem aprofunda muito nos seus sentimentos. Ela começa escolhendo Kurt Cobain, pois sua irmã amava a banda Nirvana e apresentou a ela, e Laurel começa a contar simplesmente sobre os primeiros dias na escola nova e da saudade sempre presente de sua irmã. Depois disso, ela continua escrevendo cartas para artista famosos que morreram, mas escrevendo para vários, escolhendo para quem irá escrever de acordo com o sentimento e lembrança trazidos a ela no momento em que escreve. Conforme as cartas são escritas ela vai se descobrindo, se aprofundando mais em seu sentimentos, revelando mais de seu passado e de sua família.

Achei lindo desde o início o modo o qual a personagem escreve para esses artistas, todos envolvidos de algum modo na sua vida, mesmo nunca a conhecendo e estando mortos. É muito pessoal, repleto de uma confidencialidade e afeição a todos, ela desabafa, discuti crítica e consola cada um deles. Ela relaciona aquilo que eles sentiram com o que possivelmente sua irmã estava passando antes de morrer, a falta desses artitas para amigos e familiares deles, com a falta de May na vida de Laurel e de cada um membro de sua família. Sua irmã era um tipo de base para ela, um exemplo, e agora a personagem se sente desorientada sem a irmã numa fase importante da sua vida. É lindo também a relação de May com sua irmã mais nova, tentando sempre protegê-la do mau do mundo, dos problemas de seus pais, e criando um mundo mágico para Laurel.

Laurel não vai passando pelo luto e seus medos sozinha, em pouco tempo ela cria amizades com os “estranhos comuns”. Eles, então, inicia uma cumplicidade em vários momentos, compartilham entre eles seus gostos musicais, as dificuldades diferentes que cada um está passando e suas alegrias. Com eles, Laurel continua seu auto-descobrimento, processando seu luto e seus traumas, vencendo os obstáculos presentes dentro dela.

O livro me fez chorar do início ao fim, por sua beleza e pela sensibilidade da autora em falar levemente sobre temas tão pesados. Ela trata tudo com delicadeza e cuidado, tendo uma grande responsabilidade ao escrever sobre o luto, sobre as relações familiares e românticas, e outros milhares de temas. Amei essa leitura!

 

Amor a todos ❤

 

 

Estrelas perdidas

wp-1478642633651.jpgInformações gerais: escrito por Claudia Gray, da saga novo cânone de Star Wars, lançado pela editora Seguinte. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?
Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!”

Esse livro é uma história em que acompanhamos os personagens do livro, Ciena Ree e Thane Kyrell, ao longo do tempo, da infância deles até a fase adulta. Junto com eles vemos a evolução e a deterioração da dominação do Império com a galáxia, e me deu várias respostas a algumas perguntas as quais eu tinha dentro de mim como, por exemplo, qual o motivo de tantas pessoas quererem ingressarem no Império?

O livro começa com o Império, depois de 8 anos da queda da república, chegando ao planeta, na Orla exterior, chamado Jelucan. Toda a população deste planeta está empolgada com essa chegada, exceto umas pouquíssimas pessoas; elas estão torcendo por um futuro melhor para o planeta; levando seus filhos para ver a chegada das naves imperiais e, entre essas crianças, está nossos personagens principais, com 8 anos de idade: Thane e Ciena. A partir daí começamos a ver o desenvolvimento dos dois, a formação de uma amizade forte a qual vai se tornando algo mais quando chegam a adolescência, e os desafios os quais eles precisam vencer para manter esse amor e amizade.

Essa leitura foi incrível! Foi a primeira vez que pude ver de ponto de vistas diferentes as várias batalhas entre o Império e a Aliança Rebelde, como o Império repassava as notícias para os planetas e seus integrantes. Achei engraçado ver a opinião dos personagens deste livro sobre outros que conhecemos tão bem como: Luke Skywalker, Leia Organa, Han Solo e Lando Calrissian. Pude ver melhor como é dentro da academia imperial e como é a organização do Império, além de poder ver melhor como é entrar na Aliança Rebelde e de como ela enfrentava o Império. Tudo isso, enfatizo, por pontos de vistas dos quais eu não tinha ainda conhecido.

A leitura para mim ás vezes foi mais lenta e , em outras partes, super rápida, porém sendo sempre uma leitura leve. Não é meu livro favorito de Star wars, mas adorei a ideia e a escrita de Claudia Gray. Uma história original e repleta de detalhes muito interessantes.

Amor a todos ❤