Minhas escritoras e meus escritores favoritos

Hoje farei uma aqui uma experiência no blog, fazendo um post estilo lista. Neste caso um post sobre meus atuais escritores/escritoras favorit@s. Já me foi difícil descobrir quais são meus favoritos, então nem consegui imaginar em ter uma preferência entre os citados a seguir. Não consegui separar em um ranking… Espero que gostem do post, lembrando que este é meu gosto e cada um tem seus favoritos.

 

  • Jane Austen
    (Steventon, 16 de dezembro de 1775—Winchester, 18 de julho de 1817)

310px-jane_austen_coloured_version

Essa mulher para mim é um gênio da literatura e romance. Nenhum de seus livros são superficiais, só para nos entreter em nossa leitura. Na verdade seus livros abordam várias críticas sociais de seu tempo, muitas ainda atuais, com um tom irônico e colocando em cada obra protagonistas mulheres com personalidades bem diferentes uma das outras. Essas ironias e críticas, contudo, não quebram nenhum pouco a leveza de seus livros e nem a possibilidade de nos emocionarmos com sua escrita, deixando nos apaixonar por seus personagens e tendo suas grandes doses românticas em suas estórias.  Ousaria dizer que é uma escritora a qual me tornou mais reflexiva sobre meus atos e sobre a nossa sociedade atual.

 

  • Douglas Adams
    (Cambridge, 11 de março de 1952 — Santa Bárbara, 11 de maio de 2001)

douglas adams inspired "Hitch hikers guide to the galaxy" H2G2

Será que vocês ficariam muito zangados se de novo eu utilizasse a palavra gênio para descrever este outro escritor? Pois para mim ele também é um gênio, desta vez para a ficção científica. Suas estórias são repletas de detalhes os quais podem ou não ser explicados e, se forem, pode ser em outro livro da série. Em suas estórias também sempre possui um conhecimento ou curiosidade de alguma área de estudo, da física até filosofia. Novamente, mesmo com essas características marcantes em suas obras, você não é obrigado a entender tudo do livro e nem achar todos esses detalhes para se divertir e rir muito ao ler seus livros. Aliás é exatamente por isto que, mesmo relendo mil vezes alguma obre dele, sua leitura sempre terá novas descobertas.

 

  • Diana Gabaldon
    (Arizona, 11 de janeiro de 1952)

ap688572512386

Sim! Temos escritores vivos atuais em minha lista! Sou apaixonada por essa mulher. Sua saga de Outlander, mesmo eu ainda não tendo lido todos os livros lançados, já se alojou para sempre em meu coração. Seus livros me emocionam e trabalham com vários problemas dentro de mim, como, por exemplo, certos traumas. Além disso, possui uma protagonista mulher forte e nos ensina um pouco sobre plantas medicinais e sobre diversos fatos históricos.  Sua escrita é prolixa em certos momentos, porém me diverte e me faz chorar em muitos momentos de seus livros.

 

  • Bernard Cornwell
    (Londres, 23 de fevereiro de 1944)

bernard-cornwell

Se quer aprender história, principalmente da Inglaterra e se divertir ao mesmo tempo, esse é o seu escritor. Seus livros, em sua maioria, são de ficção histórica, porém sempre visando ensinar um pouco de história em cada um de seus livros. Suas descrições de batalhas e dos costumes da época são na medida certa, nunca sendo demasiadamente cansativa e muitas vezes empolgante. Entre as sagas lidas por mim, a mais famosa e a que mais recomendo é As crônicas de Artur, mas nenhum livro lido por mim, até o momento, me decepcionou. Só alerto que no inicio é levemente mais difícil de acostumar com seu estilo de escrita, entretanto, quando pega o ritmo, você não conseguirá parar.

 

  • Menções honrosas

Por meu gênero favorito ser fantasia, achei errado não citar aqui rapidamente 3 autores que marcaram minha vida, mesmo não sendo, atualmente, meus favoritos

* J. R. R. Tolkien (Bloemfontein, 3 de janeiro de 1892 — Bournemouth, 2 de setembro de 1973) – Sua leitura muitas vezes é muito detalhista e cansativa, mas graças a isso é que construiu um universo de grande riqueza, criando até mesmo novas línguas e novos seres. Também foi muito influente na criação de diversas novas obras e na criação do RPG (Role-Playing Game).

* C. S. Lewis (Belfast, 29 de novembro de 1898 — Oxford, 22 de novembrode 1963) – Amigo de Tolkien, também criou universos empolgantes em suas obras e vários livros teológicos. Não li nenhum livro dele de teologia, mas suas fantasias são bastante focadas na religião cristã, visando muitas vezes o público infantil e sem importar tanto com os detalhes. Por não ser tão descritivo, seus livros fantásticos são rápidos e leves de se ler, com histórias tão mágicas quanto o de seu amigo.

* J. K. Rowling (Yate, 31 de julho de 1965) – Falando de magia… essa escritora foi responsável por inserir muitas pessoas no mundo da leitura, a fazê-las gostar de ler (não, não fui uma delas, mas fui conquistada da mesma forma). O universos de Harry Potter é lindo de entrar e  de se conhecer, além de estar cada vez enriquecido com novas histórias e personagens. É quase impossível de alguém não conhecer, pelo menos um pouco, esse universo e/ou essa escritora.

 

Assim termina esse post.

Amor a todos ❤

Anúncios

Xeque-mate da rainha

20180108_223536.jpg

Informações gerais: escrito por Elizabeth Fremantle, livro um da saga Tudors, lançado pela editora Paralela. Ficção – ficção histórica.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro): “Divorciada, guilhotinada, morta, divorciada, guilhotinada. Esse é o histórico do meu noivo.
Katherine Parr, sexta esposa de Henrique VIII, trilha um caminho perigoso entre a paixão e lealdade. Muito mais nova que o marido, ela precisa aprender rapidamente a lidar com os perigos da corte Tudor, especialmente no que diz respeito a sua fé  e ao seu verdadeiro amor.”

Antes de tudo digo que, apesar de ser o primeiro livro de uma série em lançamento, o livro tem um final completo e satisfatório. Digo isso, porque peguei esse livro achando que seria um só volume e, quando vi o segundo volume ser lançado, comecei a ficar angustiada, pensando que terminaria o livro e teria de esperar a sua finalização nos volumes seguintes. Foi um preocupação, no final, infundada, o segundo volume continua o foco na família Tudors, porém com outras histórias a serem contadas.

Esse livro me conquistou desde seu inicio por ser uma ficção histórica, uns de meus gêneros favoritos, e com a personagem principal do sexo feminino. A começar o livro, este melhora mais ainda, por ter personagens femininas fortes e repletas de personalidades, mesmo com os homens da época tentando apagar essa força a qualquer custo.

Penso por que os homens de antigamente, e até mesmo em nosso século,  se sentem tão ameaçados e intimidados quando encontram uma mulher com grande inteligência, forte e segura em suas opiniões? Não poderiam aproveitar para colaborarem um com o outro e crescerem juntos em suas ideias e movimentos? Entretanto, movem para impedir essa igualdade, o sexo masculino parece precisar se sentir sempre superior, e, para isso, não oferece as mesmas oportunidades para as mulheres e tenta inferioriza-las até estas murcharem ou quebrarem. É isso que este livro deixou mais evidente para mim: a parte de não instruírem as mulheres do mesmo modo, deixando certas características como sendo masculina assim como liderar, governar, discursar e estudar certas áreas. Desvalorizando o máximo aquelas nascidas com os mesmos dons considerados masculinos e quanto isso implicitamente não influencia a nossa sociedade até hoje.

A fé é também muito discutida, já que estamos no período da reforma e contra-reforma, uma luta entre a Igreja e os protestantes. Henrique VIII representa a Inglaterra do momento, sendo alguns momentos a favor do movimento e, outros, seguindo firmemente com os dogmas da Igreja católica. O rei até mesmo possui em seu conselho tanto católicos quanto reformadores, revezando o lado de sua preferência e marcando o seu reinado com decisões bastantes volúveis e com o povo da Inglaterra sendo envolvido por conflitos e incertezas. Nem mesmo a rainha é uma constante para os ingleses.

Essa leitura me fez pensar muito, tanto sobre a rivalidade e luta pelo poder, como sobre as grandes consequências do abuso e do estupro podem ter em uma pessoa. Contudo, decidi parar aqui minha resenha com medo de passar spoilers ao entrar em certos temas. Xeque-mate da rainha trouxe grandes questionamentos sobre o modo de vida a qual decidimos seguir e o quanto ainda precisamos melhorar como seres humanos. É um livro maravilhoso e vale a pena ser lido com carinho, mesmo se você discordar de minhas ideias aqui ditas. Leiam e tenham sua própria visão sobre esta história.

 

Amor a todos ❤

Darth Plagueis

20171231_163759.jpg

Informações gerais: escrito por James Luceno, Star Wars Legends, lançado pela editora Aleph. Ficção – fantasia espacial.

Sinopse (retirada do Skoob): “Darth Plagueis, mais que qualquer lorde Sith antes dele, ansiava pelo poder absoluto. E de fato se torna capaz de desenvolver uma habilidade de força inimaginável: o controle da vida e da morte. Seu aprendiz Darth Sidious, ou Palpatine, aprende a dominar em segredo o lado sombrio da Força, enquanto aos olhos da galáxia procura seguir sua escalada de poder, alcançando postos cada vez mais altos na hierarquia do governo. Um deseja viver para sempre; o outro busca o controle político supremo. Juntos, eles poderão enfim destruir os Jedi e dominar a galáxia. A não ser que impiedosas tradições Sith fiquem em seu caminho… Em uma trama envolvente, com estudos do domínio da Força, golpes políticos, complexa diplomacia, assassinatos e lutas ambiciosas, James Luceno mostra como dois dos mais poderosos Sith definirão o destino da galáxia.”

Antes de começar a ler este livro, tive medo de não gostar e ser uma leitura lenta para mim, pois tenho dificuldade de ter empatia com personagens anti-heróis e/ou vilões; e essa leitura o foco é justamente focada em dois Sith. Entretanto, um livro bem escrito vence esse obstáculo o qual possuo dentro de mim e Darth Plagueis foi um desses casos. Eu, desde o primeiro capítulo, já me empolguei na escrita de James Luceno e em sua proposta de conhecer melhor Darth Plagueis e Darth Sidious.

O livro da Aleph, como sempre, é lindamente construído, tanto em sua capa, quanto em seu conteúdo, possuindo em suas últimas páginas uma entrevista muito relevante com o escritor. Vem também com um marca-páginas característico de seus livros lançados de Star Wars. A editora nunca me decepciona em seu trabalho de deixar a obra atrativa, não só em suas histórias, como visualmente.

O livro é dividido em partes, marcando os diversos momentos importantes na vida de Darth Plagueis, porém sempre tomando cuidado de não humanizar demais esse ser sombrio da Força e seu aprendiz Palpatine. Darth Plagueis é um Muun obcecado com a imortalidade e a manipulação da Força para criar e destruir vidas, parecendo muitas vezes ser um cientista sombrio além de um Sith. Dividindo seu tempo entre estudos e o plano maior dos Sith de destruírem os Jedi e se tornarem novamente soberanos na galáxia.

Esta obra, mesmo sendo Legends, é de grande importância para fãs de Star Wars, pois explica basicamente todos os acontecimentos dramáticos da trilogia prequels, e, na minha opinião, deixando-a muito mais interessante. Luceno desenvolve de forma maravilhosa toda a manipulação e planos elaborados dos Sith para a sua volta ao poder. Todo o duro trabalho de Darth Plagueis, de seus antecessores e seu aprendiz de se manterem escondidos do Conselho Jedi, e ao mesmo tempo utilizá-los para os seus planos sombrios, principalmente o plano de poderem finalmente se revelarem Sith perante toda a galáxia sem o perigo de serem extintos.

O livro também dá para nós uma maior elaboração de como funciona todo o código Sith e os seus princípios, mostrando as grandes diferenças dos Sith lidarem com a Força comparados aos Jedi. Além de nos apresenta diversos personagens já conhecidos ou citados nos filmes, desenvolvendo melhor a história de vários deles nesse universo expandido de Star Wars.

Resumindo, é um livro empolgante e muito bem escrito o qual traz diversas explicações e curiosidades importante ao universo expandido dessa saga maravilhosa. Um livro muito interessante que indico para todos os fãs Star Wars,

 

Amor a todos ❤

A invenção das asas

20171215_165555.jpg

Informações gerais: escrito por Sue Monk Kidd, lançado pela editora Paralela. Ficção – histórico.

Sinopse (retirada do Skoob): “Em sua terceira obra, Sue Monk Kidd, cujo primeiro livro ficou por mais de cem semanas na lista de mais vendidos do New York Times, conta a história de duas mulheres do século XIX que enfrentam preconceitos da sociedade em busca da liberdade. Sue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem.”

Peguei esse livro na Bienal, pois gosto muito da editora Paralela, por ela ter, justamente, livros e abordagens bem diferentes da maioria. Escolhi esse pela capa e pelo nome, mas, no fim, li a sinopse só para garantir. Não poderia ter escolhido melhor. Nunca li um livro de Sue Monk Kidd, inclusive o seu mais famoso A vida secreta das abelhas, e, mesmo assim, penso que não poderia ter começado melhor ao conhecê-la se não por este livro.

O livro tem narração em primeira pessoa dividida por duas personagens: Sarah e Encrenca. A vida das duas é bem diferente, apesar de viverem na mesma propriedade. Sarah é filha de fazendeiro aristocrata e Encrenca é uma dos escravos dessa família, com a vida delas se encontrando ao Encrenca ser oferecida como dama de companhia no aniversário de onze anos da Sarah. As duas personagens são apaixonantes com suas personalidades e situação de vida praticamente opostas, tendo uma relação incomum  entre elas para aquele tempo e local onde moravam.

O livro mostra a grande luta, não só pela a abolição da escravidão, como pelo direitos iguais para todos. A luta de as mulheres e os negros terem sua voz diante da sociedade, com os mesmo direitos e poderes. A leitura mostrou para mim a nossa obrigação de sempre lutarmos pela igualdade, e, como, ao nos acomodarmos ao um estilo de vida comum a todos, estamos, muitas vezes, sendo tão ruins quanto aqueles que controlam e desrespeitam a humanidade do outro. As diferenças são muitas vezes criadas por nós mesmos, para mantermos alguma supremacia, um certo padrão e controle sob outros. Para mim aqui mostra mais uma vez de como nossa sociedade mudou pouco, com as pessoas sempre buscando estar acima dos outros de alguma forma, com uma sede de controle sem fim e desumano.

Nesse livro dá motivos para mantermos a esperança e força, para perseguir nossos propósitos, pois é muito melhor morrer tentando do que viver repleto de arrependimentos por ter oportunidades perdidas. Talvez nossos sonhos não se realizem, mas nossas ações tragam de algum jeito novas visões e conquistas tão boas quanto as desejadas inicialmente. Devemos sempre lutar para evoluirmos em nossos pensamentos e atos perante a cada ser, valorizando cada um por suas diferenças e qualidades, respeitando a todos.

O trabalho de Sue Monk Kidd me emocionou e me trouxe forças para encarar o futuro. Sua escrita me conquistou e despertou a vontade de ler mais livros dela, por sua suavidade e sensibilidade marcadas em cada página. Adorei o livro e o recomendo de coração.

 

Amor a todos

Neuromancer

20171208_122054.jpg

Informações gerais: escrito por William Gibson, livro um da Trilogia Sprawl, lançado pela editora Aleph. Ficção científica – Cyberpunk.

Sinopse (retirada do Skoob): “Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade.
Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o romance de estreia de William Gibson. Esta obra distópica, publicada em 1984, antevê, de modo muito preciso, vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia. Foi o primeiro livro a ganhar a chamada ‘tríplice coroa da ficção científica’: os prestigiados prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick.”

Estava muito curiosa com este livro. A arte de capa tão chamativa ajudou a me atrair por esse livro. A 5a. edição da Aleph de 2016, é repleta de detalhes coerentes com a estória escrita por William Gibson, a divisão entre cada parte do livro e a parte de trás dele foi uns dos meus detalhes de edição favoritos. O problema não foi a edição e nem a qualidade de escrita, o problema é que simplesmente não gostei da história.

Em defesa de William Gibson, eu gosto do filme Matrix, mas nunca fui apaixonada por ele, ao ponto de eu nunca ter visto o último filme da trilogia, porque fiquei com preguiça. E este livro com certeza foi uma grande inspiração para este filme icônico. Na verdade, outra defesa para este autor é que este livro inspirou de tudo um pouco. Inspirou a entrada de vez do estilo Cyberpunk em diversas plataformas, inspirou na criação de filmes, músicas, estilos de roupas, sociedades e bandas… é um daqueles clássicos que transformou a cultura pop e o mundo inteiro consequentemente. O escritor realmente criou um mundo único, revolucionário, totalmente intrincado com o mundo digital e repleto de novos problemas sociais.

A questão para mim foi que a estória é muito lenta, e, ao mesmo tempo, o livro é cheio de detalhes necessários para o seu entendimento geral. Isso tornou tudo muito cansativo para mim. Eu precisava muitas vezes reler algum trecho, só para ter certeza de que o tinha compreendido, se não tinha perdido nada. Pensei, ao iniciar a leitura, que me acostumaria com a escrita do autor e iria passar a gostar de toda aquela confusão a qual eu estava me enfiando. O livro não é do tipo de me exaurir ao ponto de eu abandoná-lo, eu consegui chegar ao seu fim. Ele só não conseguiu me atrair para dentro dele.

O escritor não conseguiu me trazer nenhuma emoção, não senti raiva, nem tristeza, nem alegria, me senti um robô lendo sobre a história de Case e seu novo trabalho. Li sempre esperando alguma reação da minha parte, algum momento o qual eu ficasse tensa pelos personagens criados… infelizmente fechei o livro sem isso ocorrer. E preciso, ao ler um livro, criar empatia pelos personagens, me apaixonar de alguma forma pelo universo descrito. Não culpo o autor por eu não ter me interessado por esta leitura, mas de o livro não ter sido compatível com minha visão de mundo.

Por isso, para aqueles apaixonados por universos cibernéticos, matrix e estilo cyberpunk, vale a pena tentar embarcar nesta leitura. Não desistam da leitura só por minha resenha, é um clássico da cultura pop e vale a pena ser explorado, mesmo que seja abandonado logo em seguida. Só aviso: a sua leitura não é leve e nem rápida.

 

Amor a todos ❤

Will e Will: um nome e um destino

will will

Informações gerais: escrito por John Green e David Levithan, lançado pela editora Galera Record. Ficção – jovem adulto.

Sinopse (retirada do Skoob): “Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra… Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.”

Estava muito curiosa ao ler esse livro. Na verdade, sempre fico curiosa em ler livros escritos em parceira que tenha, pelo menos, um autor o qual eu conheça. Sabia desde o início que teria como tema o LGBT, porém, todos os bons livros possuem mais de um assunto sendo abordado. E para mim o tema mais evidenciado nessa leitura foi a amizade.

O livro começa apresentando, em capítulos diferentes, cada um dos Wills, que além de terem o primeiro nome igual, também possuem o mesmo sobrenome: Grayson. Os dois tem vidas bem diferentes, em vários sentidos, como: suas personalidades (óbvio), estilo de vida e cidades onde moram cada um… Contudo, os dois estão passando por dificuldades, principalmente sociais. O primeiro Will apresentado tem um amigo, descrito por ele como super gay, a quem sempre está acompanhando e se auto-impõe duas regras bem restritivas de nunca se importa e sempre ficar calado; dificultando muito, assim, dele fazer novos amigos e se mostrar ao mundo. O outro Will possui depressão e foi abandonado pelo pai, tendo muita dificuldade de conversar abertamente com outros a sua volta e, automaticamente, não criando amizade com ninguém.

Ninguém deveria evitar esse livro só por ter alguns personagens gays e por  ter preconceitos tolos, pois esse livro, como disse antes, para mim tem como maior tema a amizade e a dificuldade de sermos sinceros com as pessoas a nossa volta. Ele para mim teve várias lições, inclusive sobre depressão e o ‘peso’ ainda presente por ser gay, porém o que me chamou mais atenção é o quanto podemos sofrer ao não ser sinceros com aqueles que amamos e a nós mesmo. Quantas consequências negativas podemos ter ao decidir se isolar do mundo e desistir de interagir com ele. A verdade é: todos nós temos sentimentos e emoções, e ,ao negar isso, estamos somente empurrando a sujeira para debaixo do tapete.

Will & Will  para mim deixa claro como ninguém é perfeito, que todos nós possuímos nossos próprios pesos e cicatrizes, e ao se relacionar com alguém, temos de aceitar não só nossos próprios defeitos quanto o da outra pessoa também. Contudo, podemos usar esse relacionamento para nos autodestruirmos mais ou nos ajudarmos a melhorar, a nos curar.

O livro possui uma grande sensibilidade em todos os seus temas abordados, porém se preocupando de não ser muito pesado em sua leitura; tendo diversos momentos emocionantes, densos (os quais até mesmo chorei), e outros leves, com algumas partes de alívio cômico. Uma leitura bem rápida, mas não sendo boba, pois há momentos em que os autores estão tendo aquela conversa séria com o leitor, mostrando novas possibilidades de questionar antigos hábitos e comportamentos, novas oportunidades de aumentarmos nossa empatia.

Amei o livro, tendo uma grande presença do estilo de John Green na parte de ter momentos ensinando sobre alguma teoria física ou algum fato curioso da cultura pop, o que para mim torna o livro ainda mais divertido. Não tenho muitas críticas negativas, exceto que realmente não me adaptei bem ao estilo de escrita de um dos Will, o qual não tinha letras maiúsculas quase nunca e tinha um diálogo mais parecido com o da internet, mas não foi nada que me atrapalhasse a entrar na história e sentir a emoção do personagem. É um livro muito gostoso e acredito que me ajudou a se tornar uma pessoa melhor.

 

Amor a todos ❤

Lendas do Mundo Emerso: O destino de Adhara

20171115_164646.jpg

Informações gerais: escrito por Licia Troisi, livro um da trilogia Lendas do Mundo Emerso, lançado pela editora Rocco. Ficção italiana – fantasia.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro): “Uma jovem sem memória. Um guerreiro sem alma. Uma força obscura que aniquila sem o uso da espada.
Após cinquenta anos de paz e prosperidade, uma nova guerra ameaça o Mundo Emerso e novos heróis se preparam para lutar”

Comprei esse livro em uma Bienal do livro, estava curiosa para conhecer a escrita de Licia Troisi, porém confesso que não pesquisei muito sobre a saga do Mundo Emerso e nem se possuía alguma ordem. No fim, acabei escolhendo, sem querer, o primeiro livro da última trilogia deste universo e só descobri isto ao começar a ler O destino de Adhara. Então, já aviso que posso ser injusta com a Licia Troisi ao fazer a resenha deste livro.

A história se foca em uma jovem desmemoriada nomeada de Adhara, porém um ponto positivo do livro é que a escritora não conta a história somente do ponto de vista desta jovem, mas vai mudando o tempo todo de personagem, tanto para os ‘bonzinhos’ quanto para os ‘maus’. O livro tem como objetivo maior nos apresentar (principalmente para pessoas, como eu, que começou pela trilogia ‘errada’) como está funcionando o Mundo Emerso e para conhecermos todos os personagens significantes a este livro. Ao mesmo tempo, Licia Troisi consegue manter um suspense e mistério em diversos momentos.

Uns dos pontos negativos, contudo, é como foi feita a personagem principal e o romance o qual a escritora cismou em criar. Ela sempre coloca, em diversas descrições, como Adhara sabe lutar, tem grandes habilidades de sobrevivência e habilidades furtivas , mesmo não sabendo como adquiriu, mas na maioria das cenas de ação, pelo menos até o meio do livro, a jovem sempre está como uma donzela em perigo. Isso faz com que a personagem se torne uma tola e com a aparência de fraca, tendo, ao que me pareceu, efeito contrário ao objetivo  inicial de Licia Troisi.

O romance para mim foi o pior. Parece ter surgido muito rápido, sem nenhum grande desenvolvimento ou justificativa, parecendo mais uma paixão rápida ou, pior, uma fixação doentia entre os dois personagens em questão. É um romance muito superficial, e que o livro inteiro fica girando o tempo todo em cima dele, como o drama principal da trama. Isso não ajuda a personagem feminina, a qual se torna uma moça totalmente dependente do rapaz e só vivendo por ele. Já que o romance não convence muito com toda essa intensidade, a leitura piora bastante em sua qualidade.

Entretanto, pretendo continuar a ler essa trilogia, mesmo imaginando que esse maldito caso romântico forçado não irá melhorar muito, pois acredito que a personalidade de Adhara pode melhorar com o desenvolvimento da Lendas do Mundo Emerso. Estou também realmente curiosa em qual será o destino do Mundo Emerso em si, apesar das falhas construtivas de alguns personagens.

A proposta então é, para aqueles que ainda ficou em dúvida de ler essa trilogia ou não, eu atualizar essa resenha avisando se realmente me valeu a pena ter continuado a ler essa trilogia.

 

Amor a todos ❤