Darth Plagueis

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Informações gerais: escrito por James Luceno, Star Wars Legends, lançado pela editora Aleph. Ficção – fantasia espacial.

Sinopse (retirada do Skoob): “Darth Plagueis, mais que qualquer lorde Sith antes dele, ansiava pelo poder absoluto. E de fato se torna capaz de desenvolver uma habilidade de força inimaginável: o controle da vida e da morte. Seu aprendiz Darth Sidious, ou Palpatine, aprende a dominar em segredo o lado sombrio da Força, enquanto aos olhos da galáxia procura seguir sua escalada de poder, alcançando postos cada vez mais altos na hierarquia do governo. Um deseja viver para sempre; o outro busca o controle político supremo. Juntos, eles poderão enfim destruir os Jedi e dominar a galáxia. A não ser que impiedosas tradições Sith fiquem em seu caminho… Em uma trama envolvente, com estudos do domínio da Força, golpes políticos, complexa diplomacia, assassinatos e lutas ambiciosas, James Luceno mostra como dois dos mais poderosos Sith definirão o destino da galáxia.”

Antes de começar a ler este livro, tive medo de não gostar e ser uma leitura lenta para mim, pois tenho dificuldade de ter empatia com personagens anti-heróis e/ou vilões; e essa leitura o foco é justamente focada em dois Sith. Entretanto, um livro bem escrito vence esse obstáculo o qual possuo dentro de mim e Darth Plagueis foi um desses casos. Eu, desde o primeiro capítulo, já me empolguei na escrita de James Luceno e em sua proposta de conhecer melhor Darth Plagueis e Darth Sidious.

O livro da Aleph, como sempre, é lindamente construído, tanto em sua capa, quanto em seu conteúdo, possuindo em suas últimas páginas uma entrevista muito relevante com o escritor. Vem também com um marca-páginas característico de seus livros lançados de Star Wars. A editora nunca me decepciona em seu trabalho de deixar a obra atrativa, não só em suas histórias, como visualmente.

O livro é dividido em partes, marcando os diversos momentos importantes na vida de Darth Plagueis, porém sempre tomando cuidado de não humanizar demais esse ser sombrio da Força e seu aprendiz Palpatine. Darth Plagueis é um Muun obcecado com a imortalidade e a manipulação da Força para criar e destruir vidas, parecendo muitas vezes ser um cientista sombrio além de um Sith. Dividindo seu tempo entre estudos e o plano maior dos Sith de destruírem os Jedi e se tornarem novamente soberanos na galáxia.

Esta obra, mesmo sendo Legends, é de grande importância para fãs de Star Wars, pois explica basicamente todos os acontecimentos dramáticos da trilogia prequels, e, na minha opinião, deixando-a muito mais interessante. Luceno desenvolve de forma maravilhosa toda a manipulação e planos elaborados dos Sith para a sua volta ao poder. Todo o duro trabalho de Darth Plagueis, de seus antecessores e seu aprendiz de se manterem escondidos do Conselho Jedi, e ao mesmo tempo utilizá-los para os seus planos sombrios, principalmente o plano de poderem finalmente se revelarem Sith perante toda a galáxia sem o perigo de serem extintos.

O livro também dá para nós uma maior elaboração de como funciona todo o código Sith e os seus princípios, mostrando as grandes diferenças dos Sith lidarem com a Força comparados aos Jedi. Além de nos apresenta diversos personagens já conhecidos ou citados nos filmes, desenvolvendo melhor a história de vários deles nesse universo expandido de Star Wars.

Resumindo, é um livro empolgante e muito bem escrito o qual traz diversas explicações e curiosidades importante ao universo expandido dessa saga maravilhosa. Um livro muito interessante que indico para todos os fãs Star Wars,

 

Amor a todos ❤

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Neuromancer

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Informações gerais: escrito por William Gibson, livro um da Trilogia Sprawl, lançado pela editora Aleph. Ficção científica – Cyberpunk.

Sinopse (retirada do Skoob): “Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade.
Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o romance de estreia de William Gibson. Esta obra distópica, publicada em 1984, antevê, de modo muito preciso, vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia. Foi o primeiro livro a ganhar a chamada ‘tríplice coroa da ficção científica’: os prestigiados prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick.”

Estava muito curiosa com este livro. A arte de capa tão chamativa ajudou a me atrair por esse livro. A 5a. edição da Aleph de 2016, é repleta de detalhes coerentes com a estória escrita por William Gibson, a divisão entre cada parte do livro e a parte de trás dele foi uns dos meus detalhes de edição favoritos. O problema não foi a edição e nem a qualidade de escrita, o problema é que simplesmente não gostei da história.

Em defesa de William Gibson, eu gosto do filme Matrix, mas nunca fui apaixonada por ele, ao ponto de eu nunca ter visto o último filme da trilogia, porque fiquei com preguiça. E este livro com certeza foi uma grande inspiração para este filme icônico. Na verdade, outra defesa para este autor é que este livro inspirou de tudo um pouco. Inspirou a entrada de vez do estilo Cyberpunk em diversas plataformas, inspirou na criação de filmes, músicas, estilos de roupas, sociedades e bandas… é um daqueles clássicos que transformou a cultura pop e o mundo inteiro consequentemente. O escritor realmente criou um mundo único, revolucionário, totalmente intrincado com o mundo digital e repleto de novos problemas sociais.

A questão para mim foi que a estória é muito lenta, e, ao mesmo tempo, o livro é cheio de detalhes necessários para o seu entendimento geral. Isso tornou tudo muito cansativo para mim. Eu precisava muitas vezes reler algum trecho, só para ter certeza de que o tinha compreendido, se não tinha perdido nada. Pensei, ao iniciar a leitura, que me acostumaria com a escrita do autor e iria passar a gostar de toda aquela confusão a qual eu estava me enfiando. O livro não é do tipo de me exaurir ao ponto de eu abandoná-lo, eu consegui chegar ao seu fim. Ele só não conseguiu me atrair para dentro dele.

O escritor não conseguiu me trazer nenhuma emoção, não senti raiva, nem tristeza, nem alegria, me senti um robô lendo sobre a história de Case e seu novo trabalho. Li sempre esperando alguma reação da minha parte, algum momento o qual eu ficasse tensa pelos personagens criados… infelizmente fechei o livro sem isso ocorrer. E preciso, ao ler um livro, criar empatia pelos personagens, me apaixonar de alguma forma pelo universo descrito. Não culpo o autor por eu não ter me interessado por esta leitura, mas de o livro não ter sido compatível com minha visão de mundo.

Por isso, para aqueles apaixonados por universos cibernéticos, matrix e estilo cyberpunk, vale a pena tentar embarcar nesta leitura. Não desistam da leitura só por minha resenha, é um clássico da cultura pop e vale a pena ser explorado, mesmo que seja abandonado logo em seguida. Só aviso: a sua leitura não é leve e nem rápida.

 

Amor a todos ❤

O conto da aia

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Informações gerais: escrito por Margaret Atwood, lançado pela editora Rocco. Ficção científica – distopia.

Sinopse (retirada do skoob): “Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.”

Li esse livro por uma recomendação da minha amiga, se não fosse ela, provavelmente nunca leria, pois tinha medo de sofrer muito na leitura. Eu tinha conhecimento da história pela série que está sendo lançada agora, apesar de não tê-la assistido, e sabia da sinopse e de que havia cenas bem fortes nela, me fazendo fugir mais ainda desta leitura. Entretanto, a escrita da autora é de uma forma a qual não permitiu (graças a Deus) de certas cenas serem fortes em demasia para mim, colocando uma quebra nelas com memórias da personagem ou outros acontecimentos. No fim, sou muito grata por minha amiga ter me recomendado O conto da aia, pois adorei a história e as reflexões trazidas por esta obra.

Esta leitura trata de um mundo monstruoso e possível de ocorrer em nosso futuro, por isso, essa resenha será, talvez, uma resenha da qual mais vou expor minhas opiniões e sentimentos.  Nele conta sobre um período que as mulher são separadas em esposas; marthas, as que cuidam da casa; e as aias as quais não tem direito nem mesmo de possuir um nome próprio servindo somente para a fecundação e dar filhos às esposas inférteis.

O conto da aia é uma ficção científica distópica escrito em 1985, e considerei interessante eu tê-lo lido depois de A mão esquerda da escuridão, não pela história de Le Guin (apesar de também tratar de desigualdade de gênero, mesmo que abordado de outra forma), mas pela introdução da Ursula. Nesta última, a autora diz que o escritor de ficção científica não prevê o futuro, ele escreve o que percebe a sua volta e enfeita com “mentiras”. Penso que é por isso deste livro está tão popular, com uma série adaptada de TV tão elogiada, a nossa realidade de agora, mais de 30 anos depois primeiro lançamento do livro, está descrita em cada página deste livro. Isso me assusta, pois isso quer dizer para mim, em pleno momento de pânico, que não avançamos em nada, aquilo visto por Margaret Atwood em 1985 ainda está presente em nossa sociedade, talvez até mais materializada do que na década de 80. Estamos repletos de ódio, não só no Brasil, não só na América, em vários locais ao mesmo tempo. Temos uma epidemia.

Então, sigo minha linha de pensamento, o que não progredimos dentre esses 32 anos para nos identificarmos tanto com este livro maravilhosamente escrito? Na minha humilde opinião, a primeira teoria minha é: continuamos em busca de uma resposta simples a qual resolvida, tudo funcionaria de forma maravilhosa e todos seriam felizes. Podemos fazer isso colocando a culpa no que/ ou quem quisermos, no que estiver vulnerável ou/e em minoria. Depois disso, colocando a mira em um ou mais de um grupo, cria-se uma política que deseja corrigir ou extinguir esse grande “erro”. Sempre queremos e torcemos para ter uma resposta simples ao nosso problema social, com uma resolução simples e rápida de resolvê-lo. Não queremos uma ação a longo prazo, queremos uma ação e resposta imediata. Como o mestre Yoda responde a pergunta do Luke sobre o lado sombrio em comparação ao poder do lado luminoso – O lado negro não é mais poderoso, apenas mais rápido, mais fácil e mais sedutor.

Outro ponto para mim é a nossa habilidade, para nos protegermos a si mesmo, de enxergar na maioria das vezes o outro como um objeto. Não podemos ajudar a todos que estão passando por um problema, não podemos sentir a dor de cada um como fosse a nossa, senão enlouquecemos. Contudo, começar a enxergar um grupo inteiro como objeto, ou como inferior, isso pode se tornar altamente problemático. Não sei se conseguirei me explicar direito e peço desculpa por isto, mas ao ver o outro sempre como inferior ou como algo a ser utilizado, ao desumanizar totalmente alguém, faz com que nós realizemos atos monstruosos e, anteriormente, impensáveis. Para mim é isto o que ocorre em vários momentos desta leitura.

Minha última queixa a nossa sociedade, a qual nos deixa tão próximos do futuro do livro, é nossa insaciabilidade pelo poder. No livro mostrar diversos momentos de luta, de competitividade, de um personagem ou grupo ter mais poder do que outro. Não há problema em ter poder, mas da busca de se sentir maior ou melhor do que o outro, de sentir superior a outras pessoas. Sempre procuramos, nós humanos, nos sentir a cima dos outros. A eterna procura de domínio, ao ponto de acabar, em alguns momentos, aceitando ser subjugado por um (grupo ou pessoa), só para ter outro mais abaixo para dominar. O complexo de ser Deus, o desejo de controle. Ainda estamos nesse ciclo nada saudável, ainda não aceitamos o fato de não haver maiores nem melhores, e, sem aceitar isto, não conseguimos realizar grandes mudanças.

Margaret Atwood me conquistou com sua escrita diferente e sua habilidade de me fazer questionar diversas atitudes, tanto minhas quanto a dos outros. Ela larga uma realidade plausível como um aviso para nós, porém também chama atenção de nossos defeitos atuais como sociedade e seres humanos. Ela nos dá, com esta obra, uma oportunidade de mudarmos nosso caminho e nos tornarem melhores. Recomendo a todos os que gostam de ficção científica e futuro distópico.

 

Amor a todos ❤

A mão esquerda da escuridão

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Informações gerais: escrito por Ursula K. Le Guin, lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse (retirada do skoob): “Genly Ai foi enviado a Gethen com a missão de convencer seus governantes a se unirem a uma grande comunidade universal. Ao chegar no planeta Inverno, como é conhecido por aqueles que já vivenciaram seu clima gelado, o experiente emissário sente-se completamente despreparado para a situação que lhe aguardava. Os habitantes de Gethen fazem parte de uma cultura rica e quase medieval, estranhamente bela e mortalmente intrigante. Nessa sociedade complexa, homens e mulheres são um só e nenhum ao mesmo tempo. Os indivíduos não possuem sexo definido e, como resultado, não há qualquer forma de discriminação de gênero, sendo essas as bases da vida do planeta. Mas Genly é humano demais. A menos que consiga superar os preconceitos nele enraizados a respeito dos significados de feminino e masculino, ele corre o risco de destruir tanto sua missão quanto a si mesmo.”

Este livro foi me recomendado pelo canal do Youtube da Aleph, a qual havia uma resenha do livro contando também um pouco da escritora. Decidi, mesmo um pouco temerosa, a experimentá-lo e não me arrependi nenhum pouco. Ursula K. Le Guin desde sua introdução neste livro (a qual vale muuuuito a pena ler) já mostra a sua sensibilidade, ela nada impõe ou tenta nos convencer, mas vai nos conquistando devagar, mostrando seu ponto de vista de modo suave e discreto ao longo da leitura. O livro é do tipo o qual li devagar para poder digeri-lo aos poucos, tentando capturar o máximo possível dos detalhes; porém fui me empolgando cada vez mais na história. Para aqueles que querem uma história imprevisível e gostam de uma boa ficção científica, recomendo de coração aberto.

O livro já começa com Genly Ai há alguns meses no planeta Gethen, um lugar onde está passando por uma era glacial, e, por isso, é conhecido pelo nome Inverno. Genly, pelo menos para mim, não é um personagem apaixonante, nem altamente heroico, ele é um homem repleto de preconceitos e ideias fixas imbecis em sua cabeça, me irritando muitas vezes por suas opiniões declaradas em seu diário. Sua fala muitas vezes coloca como feminino ou afeminado somente os defeitos como: competividade, bisbilhotamento, falsidade… provando, para mim, uma plena confusão da definição de caráter e personalidade com sexualidade. Apesar disso, também me deparei com meus próprios preconceitos, me aproximando com Sr. Ai, ao me perceber muitas vezes confusa de como essa sociedade funciona sem ter um sexo definido, como seu modo de reprodução e de organização.

Achei muito bonito alguns pontos colocados pela autora e um deles foi o fato de qualquer ser humano do planeta de Gethen poder engravidar e como isso já a faz uma sociedade tão diferente da nossa. Por eles poderem ampliar, ou as características dos homens, ou das mulheres, em cada kemmer (um tipo de ‘cio’), todos conseguem se colocar no papel de criador, de paternidade e maternidade, trazendo consequências belas para a sua organização social. Ao ler sobre isto realmente me emocionou e pensei em como é realmente mais fácil compreender ao outro quando se passa pela mesma situação que a dele.

Outro ponto a qual me chamou muita atenção foi uma rápida discussão da diferença de um patriotismo de amor a sua nação, para outro repleto de medo e raiva. Na primeira há o orgulho e vontade de trazer o melhor para sua terra, mesmo isso ajudando as nações a sua volta como consequência. Na outra há medo dos governos diferentes do seu, da invasão, da mudança, e, trazendo assim, uma raiva e ódio a todos os forasteiros. Qual é o preço que se paga por estes medos? Pois, em Gethen não existe nem mesmo palavra para guerra, pois, provavelmente, por viverem um planeta já muito hostil em seu clima, há muitas limitações de alimentos e de proteção. Qual seria o preço do progresso feito por guerras e competitividades entre as nações? Cada passo neste planeta pode significar o extermínio da espécie, se não houver cuidado; e cada colaboração e acolhimento pode salvar diversas vidas. O que é a competitividade entre nações perto de uma extinção da humanidade?

A autora escreve de modo tão brilhante que tive um impacto cultural junto com o personagem, com falta de rótulos comuns a mim, com a linguagem e organização de datas diferentes das nossas. Encontrei até mesmo problemas com as definições diferentes dadas pelo próprio Genly Ai, pois ele não veio da mesma Terra que a nossa, pelo menos, não na do tempo em que vivemos. Entretanto, não se assuste com isso, no final do livro tem uma explicação de como funciona o tempo de Gethen, e há textos dentro da história os quais explicam as demais informações importantes sobre essa cultura tão complexa e rica do planeta Inverno. Leia sem preocupar tanto em entender, pois as coisas vão se esclarecendo ao longo da leitura com a suavidade e paciência de Ursula K. Le Guin.

Aqui não passei nenhum spoiler do que acontece nessa história, porém, tentei mostrar como Ursula K. Le Guin discute, com sua simplicidade e suavidade, diversos assuntos. Decidi não tratar todos, mas somente aqueles que já podem ser encontrados desde o início da leitura e que me me chamaram muita atenção. É uma leitura rica sem tirar sua diversão e leveza. Espero ter feito uma resenha a altura deste livro maravilhoso. Lerei outros livros dela com certeza!

 

Amor a todos ❤

Bloodline (Star Wars)

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Informações gerais: escrito Claudia Gray, da saga novo cânone de Star Wars, lido em inglês e lançado pela editora Del Rey. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro: O livro se passa depois de mais de vinte anos da batalha de Endor e alguns anos antes dos acontecimentos do filme Star Wars VII: O Despertar da Força. A Nova república está dividida entre dois partidos os ‘Centralistas’, defendendo que todas as decisões dos planetas integrantes da Nova República deve ser tomadas por um governo central, e o ‘Populistas’, defendendo que cada planeta tenha autonomia em suas escolhas. Neste contexto político, Leia, como senadora, sente que a república está caindo aos pedaços, com senadores mais preocupados em discutir entre si, ao invés de agir e fortalecer a democracia tanto duramente conquistada.

O livro é muito bem escrito, concentrando em explicar todo o possível sobre a Leia e o período político em que ela está vivendo. Ele revela algumas informações a qual não é explicada no episódio VII, é integrado muito bem com os outros cânones e sempre bem coerente. A escritora também conseguiu me surpreender, mesmo eu tendo ideia já do que iria acontecer a longo prazo com a princesa senadora Leia e com a própria democracia.

Este é o segundo livro cânone de Star Wars escrito por Claudia Gray e uma ótima oportunidade para conhecer melhor a princesa senadora Leia, saber melhor como ela pensa e sente em relação a diversos assuntos, principalmente com o que ela passou ao lutar contra o Império e a descoberta de quem é seu pai biológico. Leia continua sendo uma pessoa honrada a qual luta pela liberdade e vive para cumprir seu dever. É muito interessante ver como ela está cansada de lidar com a política, mas continua lutando por haver justiça na galáxia e se envolvendo no possível, por acredita ser esse o seu dever, mesmo que este a afaste de sua família.

Outro ponto muito interessante é o livro ter me dado oportunidade de conhecer, finalmente, como era a Nova República e como esta pode ter deixado espaço para os acontecimentos do episódio VII de Star Wars. O que podemos ver desde o início do livro é um senado dividido em dois partidos e mil opiniões diferentes, seres com uma ideia sempre opositora a do outro e nada sendo resolvido. A maioria dos senadores agora é formada por pessoas as quais são muito novas para se lembrar direito de como realmente era o Império, vivenciando em sua grande parte da vida um período de paz. Outros, apesar de se lembrar como era, está sempre muito desconfiado e temeroso com a volta de um governo tirano para tomar alguma decisão importante. Todos nunca chegando a nenhuma conclusão e ação diante de qualquer problema.

Finalizei a leitura muito feliz. Tinha uma expectativa muito grande neste livro e ele não me decepcionou nenhum pouco. Claudia Gray enche o livro com ideias e cenas  muito criativas, personagens cativantes e explicações muito bem trabalhadas. Bloodline ao terminar deixa ainda muito mistério, mas acrescentando novas questões a serem respondidas. Realmente amei essa leitura e fiquei mais ansiosa ainda para a vinda de Star Wars VIII: The Last Jedi.

 

Amor a todos ❤

 

 

O planeta dos macacos

Informações gerais: escrito por Pierre Boulle, lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): “Em um futuro não muito distante, três astronautas pousam em um planeta bem parecido com a Terra, repleto de florestas luxuriantes e com clima ameno e ar perfeitamente respirável. Mas esse lugar – um pretenso paraíso – não é o que parece. Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade:nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante… os macacos.
Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 -, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com uma boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos da nossa espécie?
Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo. O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs da cultura pop.”

Comicamente, ainda não assisti o primeiro filme do Planeta dos macacos, somente os dois últimos lançados, então, quando vi que a editora Aleph (uma das editoras mais queridinhas por mim ❤ ) tinha lançado ele, comprei assim que pude e terminei de lê-lo por agora. Achei interessante eu ler antes de eu assistir os filmes mais antigos, porque assim seria como lesse uma história quase desconhecida para mim, e valeu a pena esse plano. Os novos filmes tem semelhanças com o que o autor passa, mas não com a história por ele escrita. A história tem um final surpreendente, o qual, eu já soube antes de começar o livro, é diferente do final do filme. A leitura também é todo momento uma crítica e questionamento da humanidade e do desenvolvimento do ser humano.

O livro é dividido em três partes bem marcadas por “desenhos” abstratos, além de possuir no final entrevista com autor, um artigo e um posfácio maravilhosos! A capa para mim também é muito interessante, não possui orelhas e já nos apresenta um pouco do que encontraremos ao longo da leitura. Demorei umas 70 páginas para pegar o ritmo da leitura, pois achei o início muito parado, sem muita ação, porém foi um livro muito divertido para mim no final das contas. O início pode ser lento, mas é necessário para entendermos a história a fundo, os motivo dos personagens começarem suas aventuras e para nos deixar curiosos com várias questões as quais vão aparecendo no livro e não irei contar para não estragar a leitura de ninguém.

Adoro livros como esse, que o autor praticamente discuti conosco, distribuindo todas as suas ideias e questões, mesmo aquelas que possuem muito a influência da época a qual o livro foi escrita. A história é levemente machistas em alguns momentos, mas não de uma forma que estrague a leitura. Pierre Boulle me fez pensar muito sobre do até que ponto somos civilizados, até que ponto não somos selvagens e o quanto somos arrogantes de todo o modo possível. O livro me fez questionar muito sobre nossa rotina, nossa cultura e das ações das nossas ciências, ele me fez pensar em nossos preconceitos e nosso comportamento diário.  A maior parte do livro também é em primeira pessoa, logo podemos atribuir muitos julgamentos e preconceitos ao personagem em si, me fazendo mais ainda olhar para dentro de mim e tentando enxergar como agiria em várias situações…

Adorei o livro e agora me sinto pronta para assistir os filmes antigos! Acho uma leitura boa para todos, principalmente para aqueles que amam ficção científica e para aqueles que assistiram os filmes. Adorei o jeito do Pierre Boulle escrever.

 

Amor a todos ❤

Agência de investigações holísticas Dirk Gently

Informações gerais: escrito por Douglas Adams, lançado pela editora Arqueiro. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do skoob):”A série O Mochileiro das Galáxias consagrou Douglas Adams por sua fina ironia e sua capacidade de elaborar histórias hilárias e inusitadas. Porém, essa não foi sua única obra-prima. Também na década de 1980, ele criou o personagem Dirk Gently, cujos elementos principais surgiram quando escrevia episódios para Doctor Who, outro ícone britânico da ficção científica.
Adams morreu em 2001, deixando dois volumes sobre as aventuras do detetive carismático e arrogante. Agora, finalmente, o primeiro livro é publicado no Brasil.
Richard MacDuff é um engenheiro de computação perfeitamente normal que sempre se comportou muito bem, obrigado, até o dia em que deixa uma mensagem equivocada na secretária eletrônica de sua namorada, Susan Way. Arrependido, toma a decisão mais natural possível: escalar o prédio dela e invadir seu apartamento para roubar a fita com a gravação.
Na vizinhança, Dirk Gently bisbilhota os arredores com seu binóculo quando presencia o ato tresloucado do antigo colega de faculdade e decide entrar em contato para lhe oferecer seus serviços investigativos. Depois de uma série de acontecimentos bizarros, o detetive percebe uma interconexão obscura entre a atitude estapafúrdia do amigo e o assassinato de Gordon Way – irmão de Susan e chefe de Richard, que passa a ser suspeito do crime.
De uma hora para outra, os dois vêem-se envolvidos num caso incrivelmente estranho, com elementos díspares e desconexos que, no final, conseguem se encaixar de forma perfeita e construir uma trama típica de Douglas Adams.”

Douglas Adams é uns de meus escritores favoritos, seu modo de contar suas histórias é bem original, trazendo muitas informações em uma única frase e, ao mesmo tempo, fazendo isto de forma leve. Essa é a primeira vez que leio esse livro e já sei que quando eu ler de novo será repleto de novas descobertas, de detalhes os quais não tinha encontrado na primeira leitura. Decidi ler esse livro antes de assistir a série recentemente adicionada ao Netflix, para me deliciar melhor com essa história de Douglas Adams,entretanto já conhecia o Sr. Gently, em um conto presente no livro Salmão da Dúvida de Douglas Adams (um livro também fantástico), um conto que já me deu uma ideia da personalidade maravilhosa desse detetive.

Vou parar agora de elogiar o Sr. Adams para contar um pouco desse livro. Como, provavelmente, já devem ter percebido, esse livro não me decepcionou nenhum pouco. No inicio fiquei meio confusa, algo comum nas leituras de Douglas Adams, de aonde o escritor queria me levar, o porquê ele estava contando alguns acontecimentos; porém no meio do livro todas as peças começam a se encaixar e descubro que até o menor dos acontecimentos  descrito no inicio do livro é de extrema importância. A partir desse momento já notei que, quando eu lesse o livro novamente, encontraria mil outras novidades e informações.

Para terem um pouco de noção de como os livros de Douglas Adams, sendo este nenhuma exceção, repleto de informações, dentro dele encontrei mais de uma explicação de física quântica, cálculos sobre ondas sonoras, e algumas aulas sobre o impossível e a probabilidade. Há também uns dados de ciências biológicas, noções antropológicas e, muito provável, muito mais dados de vários outros estudos os quais minha mente não conseguiu captar. Contudo, não desista do livro e nem se assuste com essas informações, o escritor não faz isso de modo pesado e se não entender não tem problema, continue lendo e você vai rir e se divertir. Não se apegue ao que você não entendeu e nem se angustie com isso, isso não vai estragar a essência do livro, e isso, na verdade, que faz o livro dele ser diferente a cada leitura.

Em resumo de tudo falado acima, amei o livro, amei os personagens, ri muito e a leitura foi incrível. Para quem nunca leu o livro de Douglas Adams, meu conselho é sempre o mesmo, leia, não se importe tanto em entender as informações dadas no livros, muitas delas serão somente explicadas no final do livro, ou nunca, e ,dependendo do livro, será explicado somente no último livro da série. Se divirta com as informações e histórias contadas sem tentar ver sentido nelas, só curta a leitura e relaxe.

 

Amor a todos ❤