Bloodline (Star Wars)

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Informações gerais: escrito Claudia Gray, da saga novo cânone de Star Wars, lido em inglês e lançado pela editora Del Rey. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro: O livro se passa depois de mais de vinte anos da batalha de Endor e alguns anos antes dos acontecimentos do filme Star Wars VII: O Despertar da Força. A Nova república está dividida entre dois partidos os ‘Centralistas’, defendendo que todas as decisões dos planetas integrantes da Nova República deve ser tomadas por um governo central, e o ‘Populistas’, defendendo que cada planeta tenha autonomia em suas escolhas. Neste contexto político, Leia, como senadora, sente que a república está caindo aos pedaços, com senadores mais preocupados em discutir entre si, ao invés de agir e fortalecer a democracia tanto duramente conquistada.

O livro é muito bem escrito, concentrando em explicar todo o possível sobre a Leia e o período político em que ela está vivendo. Ele revela algumas informações a qual não é explicada no episódio VII, é integrado muito bem com os outros cânones e sempre bem coerente. A escritora também conseguiu me surpreender, mesmo eu tendo ideia já do que iria acontecer a longo prazo com a princesa senadora Leia e com a própria democracia.

Este é o segundo livro cânone de Star Wars escrito por Claudia Gray e uma ótima oportunidade para conhecer melhor a princesa senadora Leia, saber melhor como ela pensa e sente em relação a diversos assuntos, principalmente com o que ela passou ao lutar contra o Império e a descoberta de quem é seu pai biológico. Leia continua sendo uma pessoa honrada a qual luta pela liberdade e vive para cumprir seu dever. É muito interessante ver como ela está cansada de lidar com a política, mas continua lutando por haver justiça na galáxia e se envolvendo no possível, por acredita ser esse o seu dever, mesmo que este a afaste de sua família.

Outro ponto muito interessante é o livro ter me dado oportunidade de conhecer, finalmente, como era a Nova República e como esta pode ter deixado espaço para os acontecimentos do episódio VII de Star Wars. O que podemos ver desde o início do livro é um senado dividido em dois partidos e mil opiniões diferentes, seres com uma ideia sempre opositora a do outro e nada sendo resolvido. A maioria dos senadores agora é formada por pessoas as quais são muito novas para se lembrar direito de como realmente era o Império, vivenciando em sua grande parte da vida um período de paz. Outros, apesar de se lembrar como era, está sempre muito desconfiado e temeroso com a volta de um governo tirano para tomar alguma decisão importante. Todos nunca chegando a nenhuma conclusão e ação diante de qualquer problema.

Finalizei a leitura muito feliz. Tinha uma expectativa muito grande neste livro e ele não me decepcionou nenhum pouco. Claudia Gray enche o livro com ideias e cenas  muito criativas, personagens cativantes e explicações muito bem trabalhadas. Bloodline ao terminar deixa ainda muito mistério, mas acrescentando novas questões a serem respondidas. Realmente amei essa leitura e fiquei mais ansiosa ainda para a vinda de Star Wars VIII: The Last Jedi.

 

Amor a todos ❤

 

 

O planeta dos macacos

Informações gerais: escrito por Pierre Boulle, lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): “Em um futuro não muito distante, três astronautas pousam em um planeta bem parecido com a Terra, repleto de florestas luxuriantes e com clima ameno e ar perfeitamente respirável. Mas esse lugar – um pretenso paraíso – não é o que parece. Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade:nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante… os macacos.
Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 -, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com uma boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos da nossa espécie?
Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo. O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs da cultura pop.”

Comicamente, ainda não assisti o primeiro filme do Planeta dos macacos, somente os dois últimos lançados, então, quando vi que a editora Aleph (uma das editoras mais queridinhas por mim ❤ ) tinha lançado ele, comprei assim que pude e terminei de lê-lo por agora. Achei interessante eu ler antes de eu assistir os filmes mais antigos, porque assim seria como lesse uma história quase desconhecida para mim, e valeu a pena esse plano. Os novos filmes tem semelhanças com o que o autor passa, mas não com a história por ele escrita. A história tem um final surpreendente, o qual, eu já soube antes de começar o livro, é diferente do final do filme. A leitura também é todo momento uma crítica e questionamento da humanidade e do desenvolvimento do ser humano.

O livro é dividido em três partes bem marcadas por “desenhos” abstratos, além de possuir no final entrevista com autor, um artigo e um posfácio maravilhosos! A capa para mim também é muito interessante, não possui orelhas e já nos apresenta um pouco do que encontraremos ao longo da leitura. Demorei umas 70 páginas para pegar o ritmo da leitura, pois achei o início muito parado, sem muita ação, porém foi um livro muito divertido para mim no final das contas. O início pode ser lento, mas é necessário para entendermos a história a fundo, os motivo dos personagens começarem suas aventuras e para nos deixar curiosos com várias questões as quais vão aparecendo no livro e não irei contar para não estragar a leitura de ninguém.

Adoro livros como esse, que o autor praticamente discuti conosco, distribuindo todas as suas ideias e questões, mesmo aquelas que possuem muito a influência da época a qual o livro foi escrita. A história é levemente machistas em alguns momentos, mas não de uma forma que estrague a leitura. Pierre Boulle me fez pensar muito sobre do até que ponto somos civilizados, até que ponto não somos selvagens e o quanto somos arrogantes de todo o modo possível. O livro me fez questionar muito sobre nossa rotina, nossa cultura e das ações das nossas ciências, ele me fez pensar em nossos preconceitos e nosso comportamento diário.  A maior parte do livro também é em primeira pessoa, logo podemos atribuir muitos julgamentos e preconceitos ao personagem em si, me fazendo mais ainda olhar para dentro de mim e tentando enxergar como agiria em várias situações…

Adorei o livro e agora me sinto pronta para assistir os filmes antigos! Acho uma leitura boa para todos, principalmente para aqueles que amam ficção científica e para aqueles que assistiram os filmes. Adorei o jeito do Pierre Boulle escrever.

 

Amor a todos ❤

Agência de investigações holísticas Dirk Gently

Informações gerais: escrito por Douglas Adams, lançado pela editora Arqueiro. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do skoob):”A série O Mochileiro das Galáxias consagrou Douglas Adams por sua fina ironia e sua capacidade de elaborar histórias hilárias e inusitadas. Porém, essa não foi sua única obra-prima. Também na década de 1980, ele criou o personagem Dirk Gently, cujos elementos principais surgiram quando escrevia episódios para Doctor Who, outro ícone britânico da ficção científica.
Adams morreu em 2001, deixando dois volumes sobre as aventuras do detetive carismático e arrogante. Agora, finalmente, o primeiro livro é publicado no Brasil.
Richard MacDuff é um engenheiro de computação perfeitamente normal que sempre se comportou muito bem, obrigado, até o dia em que deixa uma mensagem equivocada na secretária eletrônica de sua namorada, Susan Way. Arrependido, toma a decisão mais natural possível: escalar o prédio dela e invadir seu apartamento para roubar a fita com a gravação.
Na vizinhança, Dirk Gently bisbilhota os arredores com seu binóculo quando presencia o ato tresloucado do antigo colega de faculdade e decide entrar em contato para lhe oferecer seus serviços investigativos. Depois de uma série de acontecimentos bizarros, o detetive percebe uma interconexão obscura entre a atitude estapafúrdia do amigo e o assassinato de Gordon Way – irmão de Susan e chefe de Richard, que passa a ser suspeito do crime.
De uma hora para outra, os dois vêem-se envolvidos num caso incrivelmente estranho, com elementos díspares e desconexos que, no final, conseguem se encaixar de forma perfeita e construir uma trama típica de Douglas Adams.”

Douglas Adams é uns de meus escritores favoritos, seu modo de contar suas histórias é bem original, trazendo muitas informações em uma única frase e, ao mesmo tempo, fazendo isto de forma leve. Essa é a primeira vez que leio esse livro e já sei que quando eu ler de novo será repleto de novas descobertas, de detalhes os quais não tinha encontrado na primeira leitura. Decidi ler esse livro antes de assistir a série recentemente adicionada ao Netflix, para me deliciar melhor com essa história de Douglas Adams,entretanto já conhecia o Sr. Gently, em um conto presente no livro Salmão da Dúvida de Douglas Adams (um livro também fantástico), um conto que já me deu uma ideia da personalidade maravilhosa desse detetive.

Vou parar agora de elogiar o Sr. Adams para contar um pouco desse livro. Como, provavelmente, já devem ter percebido, esse livro não me decepcionou nenhum pouco. No inicio fiquei meio confusa, algo comum nas leituras de Douglas Adams, de aonde o escritor queria me levar, o porquê ele estava contando alguns acontecimentos; porém no meio do livro todas as peças começam a se encaixar e descubro que até o menor dos acontecimentos  descrito no inicio do livro é de extrema importância. A partir desse momento já notei que, quando eu lesse o livro novamente, encontraria mil outras novidades e informações.

Para terem um pouco de noção de como os livros de Douglas Adams, sendo este nenhuma exceção, repleto de informações, dentro dele encontrei mais de uma explicação de física quântica, cálculos sobre ondas sonoras, e algumas aulas sobre o impossível e a probabilidade. Há também uns dados de ciências biológicas, noções antropológicas e, muito provável, muito mais dados de vários outros estudos os quais minha mente não conseguiu captar. Contudo, não desista do livro e nem se assuste com essas informações, o escritor não faz isso de modo pesado e se não entender não tem problema, continue lendo e você vai rir e se divertir. Não se apegue ao que você não entendeu e nem se angustie com isso, isso não vai estragar a essência do livro, e isso, na verdade, que faz o livro dele ser diferente a cada leitura.

Em resumo de tudo falado acima, amei o livro, amei os personagens, ri muito e a leitura foi incrível. Para quem nunca leu o livro de Douglas Adams, meu conselho é sempre o mesmo, leia, não se importe tanto em entender as informações dadas no livros, muitas delas serão somente explicadas no final do livro, ou nunca, e ,dependendo do livro, será explicado somente no último livro da série. Se divirta com as informações e histórias contadas sem tentar ver sentido nelas, só curta a leitura e relaxe.

 

Amor a todos ❤

Estrelas perdidas

wp-1478642633651.jpgInformações gerais: escrito por Claudia Gray, da saga novo cânone de Star Wars, lançado pela editora Seguinte. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?
Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!”

Esse livro é uma história em que acompanhamos os personagens do livro, Ciena Ree e Thane Kyrell, ao longo do tempo, da infância deles até a fase adulta. Junto com eles vemos a evolução e a deterioração da dominação do Império com a galáxia, e me deu várias respostas a algumas perguntas as quais eu tinha dentro de mim como, por exemplo, qual o motivo de tantas pessoas quererem ingressarem no Império?

O livro começa com o Império, depois de 8 anos da queda da república, chegando ao planeta, na Orla exterior, chamado Jelucan. Toda a população deste planeta está empolgada com essa chegada, exceto umas pouquíssimas pessoas; elas estão torcendo por um futuro melhor para o planeta; levando seus filhos para ver a chegada das naves imperiais e, entre essas crianças, está nossos personagens principais, com 8 anos de idade: Thane e Ciena. A partir daí começamos a ver o desenvolvimento dos dois, a formação de uma amizade forte a qual vai se tornando algo mais quando chegam a adolescência, e os desafios os quais eles precisam vencer para manter esse amor e amizade.

Essa leitura foi incrível! Foi a primeira vez que pude ver de ponto de vistas diferentes as várias batalhas entre o Império e a Aliança Rebelde, como o Império repassava as notícias para os planetas e seus integrantes. Achei engraçado ver a opinião dos personagens deste livro sobre outros que conhecemos tão bem como: Luke Skywalker, Leia Organa, Han Solo e Lando Calrissian. Pude ver melhor como é dentro da academia imperial e como é a organização do Império, além de poder ver melhor como é entrar na Aliança Rebelde e de como ela enfrentava o Império. Tudo isso, enfatizo, por pontos de vistas dos quais eu não tinha ainda conhecido.

A leitura para mim ás vezes foi mais lenta e , em outras partes, super rápida, porém sendo sempre uma leitura leve. Não é meu livro favorito de Star wars, mas adorei a ideia e a escrita de Claudia Gray. Uma história original e repleta de detalhes muito interessantes.

Amor a todos ❤

O herdeiro do Jedi

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Informações gerais: escrito por Kevin Hearne, da saga novo cânone de Star Wars, lançados pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): ” Após a destruição da Estrela da Morte, Luke Skywalker, conhecido por ser o melhor piloto da galáxia, tornou-se um herói entre seus companheiros da Aliança Rebelde. Mas o jovem Luke ainda está longe de controlar inteiramente a Força e ser um verdadeiro cavaleiro Jedi. Agora, precisa encontrar tempo para seu treinamento em meio às diversas responsabilidades que lhe  cabem como membro da Aliança, incluindo a compra de equipamentos e investigações em uma lua habitada por perigosos predadores alienígenas.
Entre as batalhas especiais, espionagem e complicadas fugas, Luke terá que confiar em si mesmo, em seus amigos  e em sua crescente relação com a Força para sobreviver. Pela primeira vez, o leitor acompanha uma narrativa contada em primeira pessoa por Luke, nesta emocionante aventura entre os episódios IV e V de Star Wars, parte da nova cronologia da saga e que nos aproxima de seu maior herói.”

A capa do livro, na minha modesta, já é um excelente motivo para ler este livro, é linda, atraente aos olhos e, conforme fui lendo, também foi mostrando o quanto descreve em imagens como vai ser o livro, a capa condiz plenamente com a história encontrada no livro. A leitura se inicia pela capa, mas no primeiro capítulo já começamos a deparar de como o Luke está em relação a tudo que lhe ocorreu no filme episódio IV, com algumas respostas de perguntas que talvez nem mesmo podemos ter imaginado fazer. O livro se integra de forma perfeita com os episódios IV e V, com explicações que faz todo sentido com a continuação da história do treinamento de Luke para ser Jedi e de seus modos de pensar e agir ao logo dos próximos filmes.

O autor, então, escreve uma maravilhosa história, repleta de aventuras e ação, adicionando novas informações sobre Luke Skywalker e aproveita de tudo isso para nos dizer aos poucos o que está passando dentro de Luke e como ele reflete em seu exterior. Kevin Hearne descreve planetas e espécies de formas bem interessantes, descrevendo até mesmo o cheiro de certos locais. Ele também compartilha conosco o conforto, ou, o mais comum, a falta de conforto de ser um integrante da Aliança Rebelde e os problemas de interação com os integrantes.As dificuldades permanente dessa organização em conseguir investimentos e gente confiável para manter sua luta contra as forças imperiais, além de sempre ter de buscar novos locais para se esconder do Império e sua ditatura.

Graças ao livro ser em primeira pessoa, no ponto de vista de Luke, consegui ver já um amadurecimento dele que eu não conseguia ver até os momentos finais do episódio VI. A leitura nos dá a oportunidades de enxergar a grande força de Luke em manter seu objetivo de se tornar Jedi, de permanecer com esperanças de um futuro melhor e continuar avançando. Luke, realmente, é uma pessoa humilde, transparente e honesta, com os outros e seus sentimentos. Aquele o qual sempre pensa em como seus atos pode afetar os demais, e sempre pensa naqueles em que ama.

Com esse livro eu me apaixonei por Luke, criando uma empatia com ele maior do que nunca por tudo aquilo que aconteceu com ele. Mostra a grande possibilidade dele, pela força que tem dentro de si, se tornar um grande Jedi, um Jedi melhor do que seu pai foi e, talvez (por quê não?), uns dos maiores Jedis já conhecidos nessa amada galáxia muito, muito distante.

 

Amor a Todos❤

Trilogia Cósmica

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Informações gerais: escrito por C. S. Lewis, livros pertencentes a Trilogia Cósmica, lançados pela editora Martins Fontes. Fantasia – literatura fantánstica.

Sinopse do primeiro livro da Trilogia Cósmica: Além do planeta silencioso (retirada do skoob): “Este é o primeiro livro da TRILOGIA CÓSMICA de C. S. Lewis, escrita nos tensos momentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial e que foram concomitantes a ela. É uma parábola de sua época que acabou por resistir ao tempo e que tem sido apreciada por sucessivas gerações não só pela importância de seu conteúdo moral como também em razão da maravilhosa narrativa. Para o papel principal da trilogia, C. S. Lewis criou aquele que talvez seja o personagem mais memorável de sua carreira – o brilhante filólogo Elwin Ranson, uma pessoa objetiva, veemente e corajosa – inspirado no amigo J. R. R. Tolkien; nada mais justo, pois no que se refere à amplitude imaginativa e à integridade criativa não só de um, mas de dois mundos imaginários, a TRILOGIA CÓSMICA só foi igualada, no século XX, à trilogia tolkeniana de “O Senhor dos Anéis”. Os leitores que na infância se apaixonaram pela série fantástica de “As Crônicas de Nárnia” invariavelmente apreciam a TRILOGIA CÓSMICA quando ficam velhos. Também ela apresenta mundos estranhos e mágicos onde se travam combates épicos entre as forças da luz e as das trevas e é uma das obras mais extraordinárias da literatura inglesa de todos os tempos.”

Os livros dessa trilogia, segundo o autor, podem ser lidos independentemente ou fora de ordem, mas ele indica, assim como eu, a começar pelo primeiro volume (Além do planeta silencioso); por isso resolvi fazer uma resenha geral de toda essa trilogia e deixar aqui a sinopse somente do primeiro volume.

O primeiro livro começa com o filólogo Elwin Ranson de férias caminhando pelo interior da Inglaterra, quando, ao ir atrás de um jovem, é sequestrado por dois cientistas para viagem a um planeta desconhecido onde possui espécies muito interessantes e com culturas e modo de viver muito diferentes da humana.A partir dessa viagem, Ransom começa uma série de aventura que só é finalizada de fato no terceiro volume (Uma força medonha).

Comecei a ler essa trilogia sem saber nada de sua história e desde o início não o considerei uma literatura para crianças, mesmo eu tendo gostado muito dessa fantasia. Diferente de As crônicas de Nárnia, todos os três livros tem uma linguagem e pensamentos bastante rebuscados, sendo leituras demoradas e pesadas, com Uma força medonha sendo a mais leve dos três e Perelandra a mais lenta.

Todos eles C. S. Lewis, por meio de sua história, discuti e filosofa o tempo inteiro sobre a ética científica, o destino da especie humana e o que nos faz sermos considerados seres racionais, diferentes dos outros animais. A trilogia é uma grande crítica na verdade ao pensamento humano de nós como seres superiores em que tudo foi criado para nosso uso e exploração, e com umas pessoas sendo melhores e mais importantes que outras. O autor, já na sua época vê o perigo dessa visão, pois esse tipo de pensamento dá a liberdade para alguns fazerem com, não só o mundo, como o universo e as pessoas classificadas como “inferiores”, o que quiserem. Essa característica é muito bem vista nos dois sequestradores cientistas, o qual desejam somente dominar o universo e suas espécies em prol daquilo o qual consideram o futuro e a evolução, com esse objetivo justificando todos os meios usados, mesmo sendo os mais insensíveis, antiéticos e cruéis possível.

Apesar da escrita de C. S. Lewis ter plena influência de sua religião e época por ele vivida, essa leitura traz debates e reflexões bem interessantes para nós. É claro que discordo de certas crenças e opiniões colocadas discretamente pelo autor, porém em sua maioria suas críticas são bastante relevantes e atuais. Vi aqui um C. S. Lewis com preocupações a frente de seu tempo, questionando e enfrentando a arrogância humana, a tendência de explorar o máximo tudo e a todos, não nos importando muito com as consequências de nossos atos para com os demais, mas somente buscando por mais e mais poder.

Para mim a leitura destes livros foi lenta por ter nela inserida um vasto conhecimento adquirido por Lewis até aquele momento, com muitas questões a serem pensadas e debatidas sobre o destino da humanidade. É uma leitura pesada, mas que vale muito pena ler.

Amor a todos ❤

 

A armadilha do paraíso (Trilogia Han Solo – livro 1)

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Informações gerais  escrito por A. C. Crispin, Star Wars Legends, lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “Depois de uma infância de maus tratos e abandono, o jovem Han Solo finalmente foge das garras de um grupo de contrabandistas para seguir seu sonho de se tornar um grande piloto. Mas a realidade de exploração e injustiça nem sempre é fácil de ser deixada para trás, e seu novo emprego em Ylesia, um retiro para peregrinos religiosos, revela não ser o paraíso que os sacerdotes anunciam. Han precisará de toda a sua malícia e a sua astúcia para sobreviver às armadilhas em seu caminho, sejam as de contrabandistas inescrupulosos ou as de falsos profetas e seus interesses escusos. Nesta clássica e aclamada trilogia, A. C. Crispin conta a história da origem de um dos mais cativantes personagens de STAR WARS, da infância de Han Solo a bordo de uma nave até o momento em que seu destino se cruza com o dos últimos Jedi da galáxia.”

Esse livro é muito bem escrito e explica já desde esse primeiro livro da trilogia muitos dos comportamentos de Han. A autora foi fiel desde o início com esse personagem que amamos tanto, não mudando em nada a sua personalidade, mas nós fazendo conhecer um pouco mais dele e de sua origem, adicionando novas informações e histórias por ele vivida. No livro começamos a ver um pouco da infância que Han consegue lembrar; como ele inicia a grande amizade com os wookies, sendo praticamente educado por uma; sua alta capacidade de sobrevivência; e seu sorriso torto sempre presente. Não só Han Solo é muito bem retratado, como todos os novos são muito bem construídos, me fazendo compreender suas personalidades e decisões… não nego que alguns entraram em meu coração.

Gostei muito também do modo que a autora descreve os lugares por onde o livro passa, suas culturas e modo de vida. Yleisa, desde seu início, como seu clima e sua aparência, já não me parece muito um paraíso, porém vamos entendendo o porquê é um retiro para peregrinos religiosos e como o local realmente funciona. O livro também descreve e nos faz conhecer um pouco mais de Corelia e outros planetas, a cultura, os problemas,e como são seus habitantes.

O livro não é sempre repleto de ação, porém, para mim, a leitura foi muito suave e prazerosa, me fazendo, não só amar mais ainda Han Solo, como conhecer novas espécies e lugares do universo expandido maravilhoso de Star Wars. Aguardo ansiosamente o segundo livro, para saber ainda mais como Han Solo se tornou aquele que conhecemos no filme episódio IV de Star Wars.

 

Amor a Todos ❤