Lendas do Mundo Emerso: O destino de Adhara

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Informações gerais: escrito por Licia Troisi, livro um da trilogia Lendas do Mundo Emerso, lançado pela editora Rocco. Ficção italiana – fantasia.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro): “Uma jovem sem memória. Um guerreiro sem alma. Uma força obscura que aniquila sem o uso da espada.
Após cinquenta anos de paz e prosperidade, uma nova guerra ameaça o Mundo Emerso e novos heróis se preparam para lutar”

Comprei esse livro em uma Bienal do livro, estava curiosa para conhecer a escrita de Licia Troisi, porém confesso que não pesquisei muito sobre a saga do Mundo Emerso e nem se possuía alguma ordem. No fim, acabei escolhendo, sem querer, o primeiro livro da última trilogia deste universo e só descobri isto ao começar a ler O destino de Adhara. Então, já aviso que posso ser injusta com a Licia Troisi ao fazer a resenha deste livro.

A história se foca em uma jovem desmemoriada nomeada de Adhara, porém um ponto positivo do livro é que a escritora não conta a história somente do ponto de vista desta jovem, mas vai mudando o tempo todo de personagem, tanto para os ‘bonzinhos’ quanto para os ‘maus’. O livro tem como objetivo maior nos apresentar (principalmente para pessoas, como eu, que começou pela trilogia ‘errada’) como está funcionando o Mundo Emerso e para conhecermos todos os personagens significantes a este livro. Ao mesmo tempo, Licia Troisi consegue manter um suspense e mistério em diversos momentos.

Uns dos pontos negativos, contudo, é como foi feita a personagem principal e o romance o qual a escritora cismou em criar. Ela sempre coloca, em diversas descrições, como Adhara sabe lutar, tem grandes habilidades de sobrevivência e habilidades furtivas , mesmo não sabendo como adquiriu, mas na maioria das cenas de ação, pelo menos até o meio do livro, a jovem sempre está como uma donzela em perigo. Isso faz com que a personagem se torne uma tola e com a aparência de fraca, tendo, ao que me pareceu, efeito contrário ao objetivo  inicial de Licia Troisi.

O romance para mim foi o pior. Parece ter surgido muito rápido, sem nenhum grande desenvolvimento ou justificativa, parecendo mais uma paixão rápida ou, pior, uma fixação doentia entre os dois personagens em questão. É um romance muito superficial, e que o livro inteiro fica girando o tempo todo em cima dele, como o drama principal da trama. Isso não ajuda a personagem feminina, a qual se torna uma moça totalmente dependente do rapaz e só vivendo por ele. Já que o romance não convence muito com toda essa intensidade, a leitura piora bastante em sua qualidade.

Entretanto, pretendo continuar a ler essa trilogia, mesmo imaginando que esse maldito caso romântico forçado não irá melhorar muito, pois acredito que a personalidade de Adhara pode melhorar com o desenvolvimento da Lendas do Mundo Emerso. Estou também realmente curiosa em qual será o destino do Mundo Emerso em si, apesar das falhas construtivas de alguns personagens.

A proposta então é, para aqueles que ainda ficou em dúvida de ler essa trilogia ou não, eu atualizar essa resenha avisando se realmente me valeu a pena ter continuado a ler essa trilogia.

 

Amor a todos ❤

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Mago: as trevas de Sethanon

Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro quatro da Saga Mago, lido pela editora Arqueiro. Ficção – fantasia.
Sinopse (retirada do skoob): “O formidável e último volume de “A Saga do Mago”, clássica tetralogia de fantasia de Raymond E. Feist, iniciada com Mago Aprendiz(Arte da capa e ilustrações: Martin Deschambault).
Ventos malignos sopram sobre Midkemia. As legiões negras ergueram-se para esmagar o Reino das Ilhas e escravizá-lo com o terrível poder de sua magia. A batalha final entre a Ordem e o Caos está prestes a começar nas ruínas de uma cidade chamada Sethanon. Agora Pug, o mestre conhecido por Milamber, terá à sua frente a incrível e perigosa missão de viajar até a aurora do tempo e lidar com um antigo e temível inimigo. O destino de mil mundos dependerá apenas dele. Enquanto o Príncipe Arutha e os seus companheiros reúnem as suas hostes para a batalha final contra um misterioso demônio ancestral, o temido necromante Macros, o Negro, libertou mais uma vez a sua magia negra. O destino de dois mundos será decidido numa luta colossal sob as muralhas de Sethanon, quando são restaurados os laços entre Kelewan e Midkemia.”

Esse é o último volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

Antes de eu começar a discutir melhor esse livro devo dizer que o modo do escritor contar sua história não muda em nenhum livro dessa saga. Ele sempre começa de forma muito descritiva não me empolgando até o meio do livro, somente do meio para o final passa a se tornar mais empolgante e a leitura aumenta da velocidade. Entretanto, esse estilo foi me cansando conforme fui lendo cada um dos livros da saga e nesse quarto livro eu li já meio por obrigação, para finalmente terminá-lo. Li e demorei muito para acabar justamente por já saber o tipo de leitura que iria encontrar.

O livro é a conclusão da história e problemas iniciados no livro três Mago: espinho de prata e é, por si, muito interessante, porém, ao invés de ter mais emoções e ações, o autor pareceu reduzi-los, contando de forma morna diversos momentos bem fascinantes e dando mais atenção a cenas pouco atraentes, com elas durando, ás vezes, um capítulo inteiro. A saga, igual ao livro três, agora dá mais atenção ao príncipe Arutha e Jimmy, com o Pug e outros magos aparecendo pouquíssimas vezes e ficando em segundo plano. Arutha é um excelente personagem, porém, Mago: as trevas de Sethanon talvez tivesse sido muito mais atraente para mim se contasse mais sobre magia e as missões que Pug precisou enfrentar.

Comecei o livro de má vontade e continuei assim até o final por perceber que Raymond E. Feist iria manter o mesmo estilo utilizado nos outros livros. Já que era o último livro, eu realmente estava esperando mais emoções, batalhas, magia, caos, e isso só acontece nas últimas 50 páginas, de forma rápida e com pouca atenção. Não entendo realmente como essa saga está nos 100 melhores livros para a BBC… não porque ele seja horrendo, a saga é boa, principalmente, se eu for pensar na sua história; mas não é um livro tão maravilhoso para ficar nessa lista. Fico feliz de ter lido toda a série, contudo a escrita é desmotivante e foi me irritando ao longo dos livros.

Saldo final de toda essa saga é que não sei se recomendaria para alguém. Eu criei uma birra com a fórmula do autor e não sei o quanto minha opinião está contaminada com isso. O livro não é ruim, sua história tem vários pontos interessantes, os personagens e os mundos são bem construidos, porém a leitura foi maçante e fiquei muito aliviada quando finalmente cheguei a sua última página.

 

Amor a todos ❤

As Crônicas de Artur

Informações gerais: trilogia escrita por Bernard Cornwell, começando com o livro O rei do inverno, todos os livros lançados pela editora Record. Ficção – ficção histórica.

Sinopse do primeiro livro, O rei do inverno (retirada do Skoob): “O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.”

Eu amei esse livro e toda a trilogia e recomendo a todos que curta uma boa história, bem escrita e cheia de detalhes.

Essa leitura, mesmo não tendo tanta base histórica e precisando preencher vários pedaços com a imaginação e suposições do autor, me ensinou vários detalhes da época em que se passa. É repleto de informações interessantes e Bernard Cornwell sabe descrever na medida certa tanto as batalhas quanto as cenas mais tranquilas. Amei o personagem principal, com todas as suas dificuldades, gostos e ações. Nenhum momento ele se mostra sendo perfeito, mas uma pessoa com uma história de vida fantástica, afinal, além de sua própria história ser muito interessante, ele também acompanhou a história de Artur e conta toda ela em seu ponto de vista.

O autor no livro O inimigo de Deus (calma, não tem spoilers), o segundo livro, já fala que não tem a presunção de mostrar essa história como real história de Artur, mas sim como mais uma versão. O conselho é não se prender nos fatos como eles sendo verdadeiros ou não serem como pensamos que tenha sido de fato, mas em que podemos refletir a partir disso e abrir espaço, em certas situações, até para novas possibilidades. Há personagens que talvez não sejam como esperávamos ou do modo como são descritos nas outras versões do Rei Artur, mas se desapegarmos desse “problema”, a leitura se tornará deliciosa e os deixarão ansiosos para continuar lendo essa obra. Ou seja, se simplesmente curtimos a leitura, veremos que é uma história em que não nos decepciona em nenhum momento, principalmente na qualidade da escrita.

Outro conselho é não ler esperando que o inicio do O rei do inverno vai ser super motivador e, pelo menos, só pensar em criticar o livro quando chegar mais perto do meio da narrativa. Devo confessar que, da primeira vez, tentei ler o primeiro livro e parei na página 60 ou 70 e alguma coisa, deixando a leitura para depois, quando algo me empolgasse a tentar ler esse livro de novo… Um tempo depois essa vontade me veio de novo, e antes de começar, li algumas resenhas de blogs, livrarias e do Skoob, e em uma delas, não lembro mais qual, avisava que se você passasse da página 100 a leitura deixava de ser tão desafiadora e passava a ser mais empolgante e maravilhosa. Essa pessoa estava certa.

Escrevi essa resenha depois de ler o último livro, então garanto que adorei As Crônicas de Artur! O autor sabe descrever na medida certa as batalhas e as cenas mais tranquilas, desde as primeiras páginas de toda trilogia .Há detalhes no primeiro livro que são importantes, apesar de não parecer, mas quando vai se chegando mais próximo do final, entendemos o porque de aquelas partes terem sido contadas. Aquilo que parecia tão lento e desnecessário no inicio, se mostrou de grande importância para o final da trilogia.

Bernard Cornwell consegue fazer você mudar seus sentimentos pelos personagens junto com Derfel, faz você seguir a todo tempo a linha de pensamento do personagem e compreendê-lo a cada segundo. Todas as conversas de Derfel com Igraine são também muito interessantes, já que muitas das perguntas dela são também nossas, ou as respostas são como justificativas dadas pelo autor do porquê livro ter seguido por certo caminho ao invés de outro mais conhecido ou tradicional.

O final (sem spoilers) não decepciona nenhum pouco os leitores, ele finaliza de modo brilhante, que, sinceramente, me deixou com lágrimas nos olhos. Os personagens são complexos e maravilhosamente formulados do inicio ao fim, principalmente Derfel. Como eu disse anteriormente, ninguém é perfeito e isso torna muitos personagem mais ainda incríveis, pois a todo momento superam seus desafios, mesmo estes parecendo batalhas perdidas.

A trilogia é muito bem escrita e cheia de curiosidades, e o personagem principal é fantástico. Valeu a pena ler!! Essa foi a primeira obra que leio de Bernard Cornwell e só me fez querer ler mais livros escritos por ele. Essa trilogia ganhou um lugar no meu coração.

 

Amor a todos ❤

Mago: espinho de prata

Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro três da Saga Mago, lido pela edição da Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para a editora Arqueiro). Ficção – fantasia.
Sinopse do livro (retirada do skoob): “Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão – o mais jovem larápio do Zombadores, a Guilda dos Ladrões – surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo.
Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los?
Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.”

Esse é o terceiro volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

Conforme vou lendo livros de uma mesma saga, cada vez mais tenho o desafio de escrever uma resenha a qual não seja muito repetitiva comparada a outras feitas sobre os outros livros já lidos da mesma saga. É esse o obstáculo que estou tentando romper aqui ao escrever sobre o terceiro livro da saga Mago, espero que consiga. A questão é o fato de a escrita do escritor não muda muito de um livro.

Comecei o livro meio desanimada, desde o início já dava para perceber que o escritor começou o livro da mesma forma dos dois livros anteriores: devagar, contando diversos fatos os quais ainda não envolve diretamente com a história proposta pelo livro e não são fortes o suficiente para mim para me deixar presa e curiosa com a leitura. De novo, só no meio do livro é que o livro me envolveu, com a escrita sendo mais rápida e emocionante, porém esse estilo, já encontrado por mim nos outros livros, me fez não ler com tanto prazer e vontade tão esperados.

O livro é focado agora em Arutha e Jimmy, vemos Pug poucas vezes na história. Nesse livro, com a lealdade enorme a seu amigo Arutha, Jimmy vai atrás dele para avisar, ajudar a investigar e enfrentar os acontecimentos estranhos os quais estão acontecendo com relação direta ao Príncipe de Krondor. O ladrão tem uma amizade tão leal que chega a sacrificar seu estilo de vida. Arutha não fica para trás, é cheio de charme em seu jeito de pensar e agir, praticamente todos seus comportamentos são feitos procurando justiça e ajudar aqueles que ama. Amo Jimmy e Arutha, gosto da maior parte dos personagens, são bem construídos e cumprem com seus objetivos no livro, mesmo assim a leitura foi muito lenta na primeira parte do livro.

Gostei da história em si, porém não muito da primeira parte da leitura, por culpa da escrita de Raymond E. Feist. Considero que isso seja porque é a primeira saga criada pelo autor e ele ainda deve estar desenvolvendo sua escrita. Entretanto, mesmo eu estando bem curiosa para terminar a saga, não estou muito animada para começar a ler o quarto e último livro devido a esses problemas encontrados.

 

Amor a todos ❤

Outlander: O resgate no mar (parte I e parte II)

 

Informações gerais: Escrito por Diana Gabaldon, livro 3 parte I e parte II da saga Outlander, lido pela edição da editora Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para editora Arqueiro). Literatura fantástica – histórica.

Sinopse da parte I do livro (retirada do Skoob): “Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?”

Já que considero os livros parte I e parte II do O resgate do mar a mesma história, sendo divididos, provavelmente, para não lançarem um livro gigante e complicado de ler; escrevo aqui uma resenha para os dois.

Esse livro me fez apaixonar de ver pela Diana Gabaldon. O livro dois é um livro a qual nos deixa ansiosos para ler o livro três da saga e quando peguei esse livro para ler ele me agradou mais do que eu imaginava. Agora não temos só o ponto de vista da Claire, mas também do Jaime! Do Jaime! É muito bom saber agora também de como o Jaime está se sentindo com todo o ocorrido na vida desse casal tão maravilhoso.

Amei o método criado por Diana no livro três parte I. Quando Claire descobre que Jaime sobreviveu a batalha de Culloden, ela, Brianna e Roger começam a pesquisar aonde durante os anos separados de Claire ele passou a viver e se si manteve vivo. Conforme a pesquisa vai avançando, a escritora fica intercalando com narrativa de Jaime, contando mais detalhadamente como ele está vivendo e o que passou durante o tempo longe de sua amada.

Claire agora, porém, precisa decidir se arrisca a voltar novamente no tempo para se reencontrar com Jaime e se despede de sua filha, ou fica com a filha e fica sentindo falta para sempre do amor de sua vida. Roger continua sendo um fofo, ajudando sempre que possível Claire e sua filha a enfrentar todas as descobertas feitas e os sentimentos trazidos com isso. Ele batalha junto com as duas para achar o máximo possível de informação de Jaime Fraser e seu paradeiro, limitando seu sono e atividades para ficar lendo diversos documentos dia e noite. Brianna enfrenta também o conflito de ser egoísta impedindo sua mãe de ir embora ou deixa-la ir atrás de seu pai; porém ajuda também no possível em estudar tudo sobre Jaime, por mais que sofresse em pensar sobre ficar longe de Claire. Brianna ainda é um personagem a qual ainda não tenho uma opinião formada. Eu entendo os motivos dela por sentir como se sente e não conheço o suficiente sobre ela para ter algum sentimento decisivo.

Ler as partes do Jaime doí o coração, depois da batalha de Culloden ele vai se tornando um outro homem, perde sua inocência e fazendo algumas ações até mesmo, na minha opinião, cruéis. Ele passa por muitos problemas na Escócia e, além disso, sente uma saudade avassaladora de Claire, sem saber se ela e seu bebê sobreviveram e não tendo ninguém para contar a verdade do que realmente aconteceu com sua esposa.Não é fácil ser um escocês o qual contra os ingleses na batalha se Culloden, sobrevivendo muitos momentos por pura sorte ou com ajuda de seus amigos e familiares.

Esse livro é lindo e tive que me segura vários momentos aqui para não contar a vocês nenhum spoiler. Ele me fez rir, chorar e temer por Claire e Jaime em diversos períodos da leitura. Sou apaixonada pela Claire, o modo dela viver e sobreviver aos desafios encontrados ao longo de sua vida; Jaime não fica para trás com sua personalidade. Espero ansiosamente para ler o livro quatro e conhecer mais ainda sobre a vida destes dois.

 

Amor a todos ❤

 

Mago Mestre

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Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro dois da Saga Mago, lido pela editora Arqueiro. Ficção – fantasia.

Sinopse (retirada do Skoob): “Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino.
Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade.”

Esse é o segundo volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

O segundo livro, diferente do que eu imaginava, não começa logo depois da captura do Pug, mas três anos depois. Ele continua sendo escravo no pântano, agora tendo como amigo um trovador chamado Laurrie e escondendo de todos sua profissão em Midkemia. Esse livro me pareceu focar menos no Pug do que o Mago Aprendiz, mudando mais frequentemente de cenário e ponto de vistas de outros personagens, como: Arutha, Martin, Tomas.

Esse livro não possui problemas diferente do primeiro, a leitura para mim começou muito lenta, por mas suave que seja a escrita de Raymond, e demorei a pegar o ritmo do livro. Para mim o autor demora, às vezes, muito tempo para sair de uma situação para outra, deixando períodos de uma leitura repleta de explicações e poucas ações interessantes por parte dos personagens. A mudança de ponto de vistas de personagem talvez melhore a situação, porém isso traz a consequência de o escritor se focar bem menos no Mago, descrevendo mais os mundos envolvidos do que contando histórias do próprio personagem principal.  Outro problema para mim foi uma cena, a qual não posso contar para não dar nenhum spoiler, com explicações muito forçada, tendo, para mim, pouca lógica.

Falando dos problemas encontrados por mim, agora poderei falar do que gostei no livro. A leitura, apesar de ser meio devagar em certos momentos, é divertida, gostosa e leve. Adorei ter visto novamente Arutha e Martin, entender melhor sobre Kelewan e seu moradores, além de ter visto mais sobre as intrigas e conflitos no Reino de Midkemia. Pug continua adorável, com uma grande empatia com aqueles com o qual convive durante o livro, está realmente mais maduro, prestando mais atenção a suas ações. O livro mantém coerente, não tendo nenhuma contradição (pelo menos vista por mim) com o contado no primeiro livro e bem finalizado, mesmo ainda possuindo mais dois livros na Saga do Mago. Mago Mestre também me fez lembrar certos conceitos filosóficos em certas partes, deixando a saga mais interessante. Para mim foi uma leitura prazerosa e muito divertida.

Mesmos com esse pontos negativos contínuo gostando bastante da história, conto esses problemas somente para defender o meu ponto de vista de que não uma das melhores literaturas fantásticas que li, porém uma fantasia interessante e com muitas qualidades. Penso ser um livro o qual vale a pena ser lido e fico curiosa em qual será a história contada no livo três da saga, já que este livro deu uma boa finalizada. Assim que eu ler a continuação prometo colocar aqui a resenha.

 

Amor a todos ❤

 

Mago Aprendiz

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Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro um da Saga Mago, lido pela edição da Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para a editora Arqueiro). Ficção – fantasia.

Sinopse do livro (retirada do skoob): “Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei.
Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan.
Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre.
Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa,
mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia ou morrer.
Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro
valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.”

Neste livro conta o início da aventura de Pug para se tornar um mago, mas também conta de forma geral a vida de outros personagens que vivem em Midkemia, como Kulgan, Tomas, a princesa Carline. Este livro parece ser uma grande introdução para os outros livros. Para mim, o livro demora para iniciar a aventura central, provavelmente, para dar tempo do escritor nos inserir neste mundo o qual vive Pug, nos fazer conhecer um pouco da cultura do ducado de Crydee e seus habitantes. Com o decorrer da aventura, Raymond E. Feist vai nos fazendo viajar junto com Pug, fazendo-nos viajar e conhecer mais de Midkemia junto com esse aprendiz de mago.

Considero Pug um personagem muito carismático, penso que passei a gostar dele desde a primeira página, ele possui uma esperança, um heroísmo e leveza contagiante, conquistando praticamente a todos a sua volta. Ele me fez compreender todas as suas ações, suas dificuldades e sonhos. Pode ser um mundo diferente do nosso, mas as emoções encontradas são bastante comum para nós e, acredito, que é assim que o autor nos chama para conhecer sua estória, mesmo demorando para começar a parte mais “animada” do livro. Não pense que o livro é um tédio no seu começo por isso, pois ele sempre tem alguma ação presente nele, mesmo eu não considerando algumas delas como as principais para a estória, e seu início é muito importante para entendermos o resto do livro.

O autor criou um mundo mágico e muito bem construído, tornando para esse ser um livro muito agradável de ler. O Mago Aprendiz tem diversas espécies e muitas culturas diferentes, as quais variam  da espécie e do local onde nos encontramos do  Reino e do mundo de Midkemia. O autor também se preocupou em criar um o passado deste mundo, seus antecedentes, citando acontecimentos e seres muito anteriores ao tempo de Pug, trazendo uma grande coerência para certas descobertas e ações do Reino em si. Ele se esforça para nos fazer compreender o “seu” mundo, para nos integramos a ele e participar da leitura da melhor forma possível, e, para mim, isso funcionou de forma maravilhosa, me tirando do meu cotidiano e me levando a um lugar mágico e original.

A leitura pode ter sido lenta para mim no início, porém sempre foi leve, me levava sempre a entrar em Midkemia e me perder nas aventuras descritas. O autor me trouxe a magia a qual eu esperava, não me decepcionando, porém me deixando sedenta para ler o livro dois dessa saga.

 

Amor a todos ❤