Café para

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Informações gerais: escrito por Luiz da Franca, lançado pela editora Terceira Margem. Poesia – literatura brasileira.

Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): “Um café para o bêbado.Ele que cambaleante anda por entre as ruas em busca de um afago,que transborda euforia e ânsia de vômito.
Um café para o viajante. Ele que segue a direção dos ventos e mostra nas noites mais negras os olhos mais brilhantes, que anda por entre os residentes como fantasma e aprende nas casas presentes o oficio de ser.
Um café para o pecador. Ele que soa a existência do ser humano, teme as incertezas da vida e vive o incerto temor.
Um café para…”

Penso que esta é minha primeira resenha para um livro de poemas e poesia… Não que eu não as leia, mas considero os poemas, em sua maioria muito pessoal. A poesia, para mim, não vem tanto do mental (pelo menos em sua maioria) quanto pode vir de outros tipos de textos e histórias… ela é mais parecida com a música. Podemos nos identificar com umas poesias, e aí sentimos a espinha gelar, ou o coração se aliviar; outras passam por nós e não sentimos nada… entretanto isso não significa necessariamente que foi mau escrito, podemos somente não ter, em nosso interior, se identificado com as palavras. Não leio também um livro de poesias do mesmo modo que as outras obras, leio devagar e cada página de cada vez, pois cada poema, mesmo estando em conjunto com outros, traz uma essência. Deixando isso claro, posso continuar minha resenha.

Os poemas deste livro para mim seguem fluídos como a água de um rio que às vezes batem nas pedras e criando, neste caso, conflito com certas emoções de meu ser. Isso causa um incômodo, porém isso para mim, como dito anteriormente, não é algo ruim numa escrita. Todos os poemas são a água deste rio, e, apesar de cada um ter sua história, juntos ela forma o livro, uma obra única, um único rio. Amo isso na poesia, a sua fluência a qual carrega vários tipos de emoções, mas nem sempre a emoção é de felicidade, amor e conforto, há também as angústias, medos, raiva, tristeza, saudade.

Para mim, este livro me lembra as movimentações noturnas, os personagens que encontramos e/ou que somos nela. O bêbados, os viajantes, os pecadores estão lá sentindo, cada um tendo sua noite, suas lembranças, suas emoções. Cada um pode estar em ambientes diferentes, fazendo coisas diferentes e tendo idades diferentes, contudo todos estão juntos no ato de estar observando o que ocorre em seu íntimo. Penso que a noite traz isso em mim, assim como o livro traz, uma introspecção nos meus sentimentos e emoções e um melhor conhecimento de mim. A leitura pode embarga uma só pessoa ou várias delas, afinal, podemos ser ao mesmo tempo o viajante, o bêbado e o pecador em um só dia, em outro podemos só ser um destes, em outro mais tarde ninguém e mesmo assim compartilhar suas emoções, sentimentos e vivencia.

Todos nós ao ler este livro temos essa oportunidade de participar dessa noite aonde contém diversos momentos e acontecimentos. Flútuo por cada página desta maneira, umas me trazem estranheza, outras beleza, outras carinho e outras conflito. E agradeço ao livro e ao autor por me trazer tantos sentimentos.

Amor a todos ❤

 

 

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Trilogia Dragões de Éter

Dragões de Éter

Foto tirada por mim

Informações gerais: escrito por Raphael Draccon, box da trilogia Dragões de Éter, lançado pela editora Leya. Fantasia – literatura brasileira.

Sinopse do primeiro livro Dragões de Éter: Caçadores de bruxas (retirada do Skoob): “Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga.
Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.
Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer…
Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.
E mudará o mundo.”

Essa trilogia… Já vi resenhas de pessoas que odeiam e outras que amam, faço parte das que amam. Nada no mundo consegue por em palavras do que se trata Dragões de Éter, só posso dizer que conta histórias de Nova Éter ao mesmo tempo que conta uma só história. Para mim a escrita de Draccon nessa trilogia é mágica assim como Nova Éter. O autor mistura a sua interpretação e imaginação aos contos de fadas tão conhecido por todos, mas não considero que ele tenha usado nenhum clichê, pois ele fez com grande cuidado e atenção. Não tem um personagem principal, existe vários e juntos eles forma A histórias. Posso confessar que minha personagem favorita é a Ariane… a menina é perfeita. Entretanto, todos os personagens tem seus defeitos e qualidades, motivações e obstáculos para superarem – todos com sua personalidade única.

Não sou de anotar trechos dos livros, mas tenho várias anotadas desta trilogia, então deixarei dois do primeiro livro (para não dar spoilers sem querer) aqui no final. Essa é minha segunda resenha do blog, pois sinto necessidade de divulgar as fantasias brasileiras tão bem escritas como esta. Li a bastante tempo, mas as lembranças deixadas pelas sensações maravilhosas da leitura de Dragões de Éter permanecem em minhas memórias. Um aviso e conselho antes de começarem: leia por si mesmo e descubra o que acha dessa obra. Não leia com pretensões de ser um Sagarana ou um Senhor dos Anéis, mas com o coração aberto de encontrar uma boa fantasia a qual pode te envolver aos poucos com seus personagens e o mundo de Nova Éter. Não imagine como sendo perfeita, pense como livros que vale a pena você tentar ler e descobrir sua própria opinião.

Como prometido dois trecho que anotei:

“- Como faz para tomar suas decisões importantes?- perguntou Muralha, enquanto guiava Pacato.

– Fazendo sempre o que acredito ser o certo.

– E como consegue não tremer na decisão, mesmo sabendo que o certo irá prejudicá-lo momentaneamente? – isso era complicado realmente de ser entendido na cabeça de um troll, pois essa raça pensa na vida de forma diferente dos humanos, o que é natural, ou  do contrário seriam humanos, e não trolls.

– Com fé” (Dragões de Éter: caçadores de bruxas, p. 206)

“Estrelas não mentem jamais” (Dragões de Éter: caçadores de bruxas, p. 284)

 

Amor a todos ❤