Mago: as trevas de Sethanon

Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro quatro da Saga Mago, lido pela editora Arqueiro. Ficção – fantasia.
Sinopse (retirada do skoob): “O formidável e último volume de “A Saga do Mago”, clássica tetralogia de fantasia de Raymond E. Feist, iniciada com Mago Aprendiz(Arte da capa e ilustrações: Martin Deschambault).
Ventos malignos sopram sobre Midkemia. As legiões negras ergueram-se para esmagar o Reino das Ilhas e escravizá-lo com o terrível poder de sua magia. A batalha final entre a Ordem e o Caos está prestes a começar nas ruínas de uma cidade chamada Sethanon. Agora Pug, o mestre conhecido por Milamber, terá à sua frente a incrível e perigosa missão de viajar até a aurora do tempo e lidar com um antigo e temível inimigo. O destino de mil mundos dependerá apenas dele. Enquanto o Príncipe Arutha e os seus companheiros reúnem as suas hostes para a batalha final contra um misterioso demônio ancestral, o temido necromante Macros, o Negro, libertou mais uma vez a sua magia negra. O destino de dois mundos será decidido numa luta colossal sob as muralhas de Sethanon, quando são restaurados os laços entre Kelewan e Midkemia.”

Esse é o último volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

Antes de eu começar a discutir melhor esse livro devo dizer que o modo do escritor contar sua história não muda em nenhum livro dessa saga. Ele sempre começa de forma muito descritiva não me empolgando até o meio do livro, somente do meio para o final passa a se tornar mais empolgante e a leitura aumenta da velocidade. Entretanto, esse estilo foi me cansando conforme fui lendo cada um dos livros da saga e nesse quarto livro eu li já meio por obrigação, para finalmente terminá-lo. Li e demorei muito para acabar justamente por já saber o tipo de leitura que iria encontrar.

O livro é a conclusão da história e problemas iniciados no livro três Mago: espinho de prata e é, por si, muito interessante, porém, ao invés de ter mais emoções e ações, o autor pareceu reduzi-los, contando de forma morna diversos momentos bem fascinantes e dando mais atenção a cenas pouco atraentes, com elas durando, ás vezes, um capítulo inteiro. A saga, igual ao livro três, agora dá mais atenção ao príncipe Arutha e Jimmy, com o Pug e outros magos aparecendo pouquíssimas vezes e ficando em segundo plano. Arutha é um excelente personagem, porém, Mago: as trevas de Sethanon talvez tivesse sido muito mais atraente para mim se contasse mais sobre magia e as missões que Pug precisou enfrentar.

Comecei o livro de má vontade e continuei assim até o final por perceber que Raymond E. Feist iria manter o mesmo estilo utilizado nos outros livros. Já que era o último livro, eu realmente estava esperando mais emoções, batalhas, magia, caos, e isso só acontece nas últimas 50 páginas, de forma rápida e com pouca atenção. Não entendo realmente como essa saga está nos 100 melhores livros para a BBC… não porque ele seja horrendo, a saga é boa, principalmente, se eu for pensar na sua história; mas não é um livro tão maravilhoso para ficar nessa lista. Fico feliz de ter lido toda a série, contudo a escrita é desmotivante e foi me irritando ao longo dos livros.

Saldo final de toda essa saga é que não sei se recomendaria para alguém. Eu criei uma birra com a fórmula do autor e não sei o quanto minha opinião está contaminada com isso. O livro não é ruim, sua história tem vários pontos interessantes, os personagens e os mundos são bem construidos, porém a leitura foi maçante e fiquei muito aliviada quando finalmente cheguei a sua última página.

 

Amor a todos ❤

Mago Aprendiz

wp-1483397224697.jpg

Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro um da Saga Mago, lido pela edição da Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para a editora Arqueiro). Ficção – fantasia.

Sinopse do livro (retirada do skoob): “Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei.
Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan.
Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre.
Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa,
mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia ou morrer.
Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro
valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.”

Neste livro conta o início da aventura de Pug para se tornar um mago, mas também conta de forma geral a vida de outros personagens que vivem em Midkemia, como Kulgan, Tomas, a princesa Carline. Este livro parece ser uma grande introdução para os outros livros. Para mim, o livro demora para iniciar a aventura central, provavelmente, para dar tempo do escritor nos inserir neste mundo o qual vive Pug, nos fazer conhecer um pouco da cultura do ducado de Crydee e seus habitantes. Com o decorrer da aventura, Raymond E. Feist vai nos fazendo viajar junto com Pug, fazendo-nos viajar e conhecer mais de Midkemia junto com esse aprendiz de mago.

Considero Pug um personagem muito carismático, penso que passei a gostar dele desde a primeira página, ele possui uma esperança, um heroísmo e leveza contagiante, conquistando praticamente a todos a sua volta. Ele me fez compreender todas as suas ações, suas dificuldades e sonhos. Pode ser um mundo diferente do nosso, mas as emoções encontradas são bastante comum para nós e, acredito, que é assim que o autor nos chama para conhecer sua estória, mesmo demorando para começar a parte mais “animada” do livro. Não pense que o livro é um tédio no seu começo por isso, pois ele sempre tem alguma ação presente nele, mesmo eu não considerando algumas delas como as principais para a estória, e seu início é muito importante para entendermos o resto do livro.

O autor criou um mundo mágico e muito bem construído, tornando para esse ser um livro muito agradável de ler. O Mago Aprendiz tem diversas espécies e muitas culturas diferentes, as quais variam  da espécie e do local onde nos encontramos do  Reino e do mundo de Midkemia. O autor também se preocupou em criar um o passado deste mundo, seus antecedentes, citando acontecimentos e seres muito anteriores ao tempo de Pug, trazendo uma grande coerência para certas descobertas e ações do Reino em si. Ele se esforça para nos fazer compreender o “seu” mundo, para nos integramos a ele e participar da leitura da melhor forma possível, e, para mim, isso funcionou de forma maravilhosa, me tirando do meu cotidiano e me levando a um lugar mágico e original.

A leitura pode ter sido lenta para mim no início, porém sempre foi leve, me levava sempre a entrar em Midkemia e me perder nas aventuras descritas. O autor me trouxe a magia a qual eu esperava, não me decepcionando, porém me deixando sedenta para ler o livro dois dessa saga.

 

Amor a todos ❤