Minhas personagens favoritas da literatura

Hoje é Dia Internacional das Mulheres que foi criado no séc XX para marcar a importância das lutas das mulheres pelo direitos iguais e por melhores condições no trabalho. Para celebrar esse dia decidi, então, fazer essa lista com as minhas personagens femininas favoritas da literatura.

  • Éowyn (trilogia O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien)

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Amo essa mulher desde que li O Senhos dos Anéis, quando eu tinha menos de 15 anos de idade, e, principalmente, no livro O retorno do rei. Ela não é perfeita, ninguém é, mas a sua perseverança de ir atrás do que quer, discutindo com todos para ir para guerra e lutar como uma guerreira, me impressionou na época e ainda me impressiona. Ela tem seu lado romântico, sensível e sua melancolia, até por viver do modo que vivia, e, ao mesmo tempo, continua a manter uma grande força em si para ir atrás de seu maior desejo o qual é lutar junto dos homens contra as forças de Sauron e proteger a Terra Média.

  • Claire Beauchamp (Saga Outlander de Diana Gabaldon)

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Amo essa personagem e um dos motivos talvez seja o motivos de muitos a acharem chata. Adoro a teimosia dela. Penso que essa personalidade teimosa a ajuda a ter coragem de voluntariar como enfermeira na Segunda Guerra Mundial e a lidar com os ingleses e escoceses do século XVIII. Claire também, não importa em que século esteja, é uma pessoa a frente de seu tempo, precisando sempre manter uma força interior para lutar contra quase todo mundo por seus direitos e pela realização de seus sonhos.

Resenha dos livros de Outlander já lidos por mim: A viajante do tempo, A libélula no âmbarO resgate no mar (parte I e parte II)

  • Elinor Dashwood (Razão e Sensibilidade de Jane Austen)

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Não poderia deixar de fora uma personagem da Jane Austen. Elinor tem uma personalidade bem diferente das duas mulheres anteriores, mas não fica para trás na sua inteligência e na sua força. Ela precisa sempre ser calma e controlada para ajudar a sua família a superar as novas dificuldades, cuidando de sua mãe e irmãs e mantendo o bom nome da família. Elinor possui os pés no chão e tenta lidar com tudo do melhor jeito possível, mesmo que isso signifique suprimir o máximo o seu amor por Edward Ferrars.

  • Door (Lugar Nenhum de Neil Gaiman)

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Acho essa personagem especial, muito bem construída e, consequentemente, com uma linda personalidade. Door é uma menina com uma habilidade incrível e mora na Londres de baixo. Quem acessa esse mundo se torna invisível e é apagado do mundo de cima, aquele conhecido por todos nós; ou seja, Door não existe, a não ser para aqueles que também vivem na Londres de baixo, já tendo que ter grande esperteza e malemolência para se manter viva. Para piorar a sua família foi assassinada e, depois disso, ela passa a sempre ficar fugindo para não ter o mesmo destino de seus pais e planejando a sua vingança.

Não tenho mais palavras para descrever essa menina, só lendo para entender como ela é o máximo.

  • Leia Organa (saga Star Wars criada por George Lucas)

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Amo essa personagem em todos os seus momentos, porém estou colocando ela aqui, principalmente por sua participação, e protagonismo, no livro Legado de Sangue, escrito por Claudia Gray. Em Legado de Sangue ela está lutando pela manutenção da liberdade da galáxia por via da política e da democracia, precisando de muita força para ser escutada e defender seus princípios em meio de um senado repleto de egoístas e jovens os quais não viveram na época do Império. Além disso, ela está longe de seu filho, que já está sendo treinado por Luke Skywalker , e meio afastada de Han Solo,  se sentindo muitas vezes sozinha ao ter de enfrentar certos desafios, mas sem nunca desistir de sua luta pelo o que considera o melhor para a galáxia.

Resenha de Legado de Sangue.

 

Então, essas são umas das minhas personagens favoritas, algumas decidi não colocar na lista porque seria spoiler de alguma obra, porém isso não diminui em nada o amor que tenho por estas colocadas neste post. E aí, quais são as suas personagens favoritas?

Espero que tenham gostado dessa lista.

Amor a todos ❤

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Legado de sangue

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Informações gerais: escrito Claudia Gray, da saga novo cânone de Star Wars, lido em inglês e lançado pela editora Del Rey, no Brasil foi lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro: O livro se passa depois de mais de vinte anos da batalha de Endor e alguns anos antes dos acontecimentos do filme Star Wars VII: O Despertar da Força. A Nova república está dividida entre dois partidos os ‘Centralistas’, defendendo que todas as decisões dos planetas integrantes da Nova República deve ser tomadas por um governo central, e o ‘Populistas’, defendendo que cada planeta tenha autonomia em suas escolhas. Neste contexto político, Leia, como senadora, sente que a república está caindo aos pedaços, com senadores mais preocupados em discutir entre si, ao invés de agir e fortalecer a democracia tanto duramente conquistada.

O livro é muito bem escrito, concentrando em explicar todo o possível sobre a Leia e o período político em que ela está vivendo. Ele revela algumas informações a qual não é explicada no episódio VII, é integrado muito bem com os outros cânones e sempre bem coerente. A escritora também conseguiu me surpreender, mesmo eu tendo ideia já do que iria acontecer a longo prazo com a princesa senadora Leia e com a própria democracia.

Este é o segundo livro cânone de Star Wars escrito por Claudia Gray e uma ótima oportunidade para conhecer melhor a princesa senadora Leia, saber melhor como ela pensa e sente em relação a diversos assuntos, principalmente com o que ela passou ao lutar contra o Império e a descoberta de quem é seu pai biológico. Leia continua sendo uma pessoa honrada a qual luta pela liberdade e vive para cumprir seu dever. É muito interessante ver como ela está cansada de lidar com a política, mas continua lutando por haver justiça na galáxia e se envolvendo no possível, por acredita ser esse o seu dever, mesmo que este a afaste de sua família.

Outro ponto muito interessante é o livro ter me dado oportunidade de conhecer, finalmente, como era a Nova República e como esta pode ter deixado espaço para os acontecimentos do episódio VII de Star Wars. O que podemos ver desde o início do livro é um senado dividido em dois partidos e mil opiniões diferentes, seres com uma ideia sempre opositora a do outro e nada sendo resolvido. A maioria dos senadores agora é formada por pessoas as quais são muito novas para se lembrar direito de como realmente era o Império, vivenciando em sua grande parte da vida um período de paz. Outros, apesar de se lembrar como era, está sempre muito desconfiado e temeroso com a volta de um governo tirano para tomar alguma decisão importante. Todos nunca chegando a nenhuma conclusão e ação diante de qualquer problema.

Finalizei a leitura muito feliz. Tinha uma expectativa muito grande neste livro e ele não me decepcionou nenhum pouco. Claudia Gray enche o livro com ideias e cenas  muito criativas, personagens cativantes e explicações muito bem trabalhadas. Bloodline ao terminar deixa ainda muito mistério, mas acrescentando novas questões a serem respondidas. Realmente amei essa leitura e fiquei mais ansiosa ainda para a vinda de Star Wars VIII: The Last Jedi.

 

Amor a todos ❤