Mago: espinho de prata

Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro três da Saga Mago, lido pela edição da Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para a editora Arqueiro). Ficção – fantasia.
Sinopse do livro (retirada do skoob): “Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão – o mais jovem larápio do Zombadores, a Guilda dos Ladrões – surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo.
Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los?
Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.”

Esse é o terceiro volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

Conforme vou lendo livros de uma mesma saga, cada vez mais tenho o desafio de escrever uma resenha a qual não seja muito repetitiva comparada a outras feitas sobre os outros livros já lidos da mesma saga. É esse o obstáculo que estou tentando romper aqui ao escrever sobre o terceiro livro da saga Mago, espero que consiga. A questão é o fato de a escrita do escritor não muda muito de um livro.

Comecei o livro meio desanimada, desde o início já dava para perceber que o escritor começou o livro da mesma forma dos dois livros anteriores: devagar, contando diversos fatos os quais ainda não envolve diretamente com a história proposta pelo livro e não são fortes o suficiente para mim para me deixar presa e curiosa com a leitura. De novo, só no meio do livro é que o livro me envolveu, com a escrita sendo mais rápida e emocionante, porém esse estilo, já encontrado por mim nos outros livros, me fez não ler com tanto prazer e vontade tão esperados.

O livro é focado agora em Arutha e Jimmy, vemos Pug poucas vezes na história. Nesse livro, com a lealdade enorme a seu amigo Arutha, Jimmy vai atrás dele para avisar, ajudar a investigar e enfrentar os acontecimentos estranhos os quais estão acontecendo com relação direta ao Príncipe de Krondor. O ladrão tem uma amizade tão leal que chega a sacrificar seu estilo de vida. Arutha não fica para trás, é cheio de charme em seu jeito de pensar e agir, praticamente todos seus comportamentos são feitos procurando justiça e ajudar aqueles que ama. Amo Jimmy e Arutha, gosto da maior parte dos personagens, são bem construídos e cumprem com seus objetivos no livro, mesmo assim a leitura foi muito lenta na primeira parte do livro.

Gostei da história em si, porém não muito da primeira parte da leitura, por culpa da escrita de Raymond E. Feist. Considero que isso seja porque é a primeira saga criada pelo autor e ele ainda deve estar desenvolvendo sua escrita. Entretanto, mesmo eu estando bem curiosa para terminar a saga, não estou muito animada para começar a ler o quarto e último livro devido a esses problemas encontrados.

 

Amor a todos ❤

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Outlander: O resgate no mar (parte I e parte II)

 

Informações gerais: Escrito por Diana Gabaldon, livro 3 parte I e parte II da saga Outlander, lido pela edição da editora Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para editora Arqueiro). Literatura fantástica – histórica.

Sinopse da parte I do livro (retirada do Skoob): “Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?”

Já que considero os livros parte I e parte II do O resgate do mar a mesma história, sendo divididos, provavelmente, para não lançarem um livro gigante e complicado de ler; escrevo aqui uma resenha para os dois.

Esse livro me fez apaixonar de ver pela Diana Gabaldon. O livro dois é um livro a qual nos deixa ansiosos para ler o livro três da saga e quando peguei esse livro para ler ele me agradou mais do que eu imaginava. Agora não temos só o ponto de vista da Claire, mas também do Jaime! Do Jaime! É muito bom saber agora também de como o Jaime está se sentindo com todo o ocorrido na vida desse casal tão maravilhoso.

Amei o método criado por Diana no livro três parte I. Quando Claire descobre que Jaime sobreviveu a batalha de Culloden, ela, Brianna e Roger começam a pesquisar aonde durante os anos separados de Claire ele passou a viver e se si manteve vivo. Conforme a pesquisa vai avançando, a escritora fica intercalando com narrativa de Jaime, contando mais detalhadamente como ele está vivendo e o que passou durante o tempo longe de sua amada.

Claire agora, porém, precisa decidir se arrisca a voltar novamente no tempo para se reencontrar com Jaime e se despede de sua filha, ou fica com a filha e fica sentindo falta para sempre do amor de sua vida. Roger continua sendo um fofo, ajudando sempre que possível Claire e sua filha a enfrentar todas as descobertas feitas e os sentimentos trazidos com isso. Ele batalha junto com as duas para achar o máximo possível de informação de Jaime Fraser e seu paradeiro, limitando seu sono e atividades para ficar lendo diversos documentos dia e noite. Brianna enfrenta também o conflito de ser egoísta impedindo sua mãe de ir embora ou deixa-la ir atrás de seu pai; porém ajuda também no possível em estudar tudo sobre Jaime, por mais que sofresse em pensar sobre ficar longe de Claire. Brianna ainda é um personagem a qual ainda não tenho uma opinião formada. Eu entendo os motivos dela por sentir como se sente e não conheço o suficiente sobre ela para ter algum sentimento decisivo.

Ler as partes do Jaime doí o coração, depois da batalha de Culloden ele vai se tornando um outro homem, perde sua inocência e fazendo algumas ações até mesmo, na minha opinião, cruéis. Ele passa por muitos problemas na Escócia e, além disso, sente uma saudade avassaladora de Claire, sem saber se ela e seu bebê sobreviveram e não tendo ninguém para contar a verdade do que realmente aconteceu com sua esposa.Não é fácil ser um escocês o qual contra os ingleses na batalha se Culloden, sobrevivendo muitos momentos por pura sorte ou com ajuda de seus amigos e familiares.

Esse livro é lindo e tive que me segura vários momentos aqui para não contar a vocês nenhum spoiler. Ele me fez rir, chorar e temer por Claire e Jaime em diversos períodos da leitura. Sou apaixonada pela Claire, o modo dela viver e sobreviver aos desafios encontrados ao longo de sua vida; Jaime não fica para trás com sua personalidade. Espero ansiosamente para ler o livro quatro e conhecer mais ainda sobre a vida destes dois.

 

Amor a todos ❤

 

Mago Mestre

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Informações gerais: escrito por Raymond E. Feist, livro dois da Saga Mago, lido pela editora Arqueiro. Ficção – fantasia.

Sinopse (retirada do Skoob): “Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino.
Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade.”

Esse é o segundo volume da Saga do Mago, para acessar o primeiro livro é só clicar aqui.

O segundo livro, diferente do que eu imaginava, não começa logo depois da captura do Pug, mas três anos depois. Ele continua sendo escravo no pântano, agora tendo como amigo um trovador chamado Laurrie e escondendo de todos sua profissão em Midkemia. Esse livro me pareceu focar menos no Pug do que o Mago Aprendiz, mudando mais frequentemente de cenário e ponto de vistas de outros personagens, como: Arutha, Martin, Tomas.

Esse livro não possui problemas diferente do primeiro, a leitura para mim começou muito lenta, por mas suave que seja a escrita de Raymond, e demorei a pegar o ritmo do livro. Para mim o autor demora, às vezes, muito tempo para sair de uma situação para outra, deixando períodos de uma leitura repleta de explicações e poucas ações interessantes por parte dos personagens. A mudança de ponto de vistas de personagem talvez melhore a situação, porém isso traz a consequência de o escritor se focar bem menos no Mago, descrevendo mais os mundos envolvidos do que contando histórias do próprio personagem principal.  Outro problema para mim foi uma cena, a qual não posso contar para não dar nenhum spoiler, com explicações muito forçada, tendo, para mim, pouca lógica.

Falando dos problemas encontrados por mim, agora poderei falar do que gostei no livro. A leitura, apesar de ser meio devagar em certos momentos, é divertida, gostosa e leve. Adorei ter visto novamente Arutha e Martin, entender melhor sobre Kelewan e seu moradores, além de ter visto mais sobre as intrigas e conflitos no Reino de Midkemia. Pug continua adorável, com uma grande empatia com aqueles com o qual convive durante o livro, está realmente mais maduro, prestando mais atenção a suas ações. O livro mantém coerente, não tendo nenhuma contradição (pelo menos vista por mim) com o contado no primeiro livro e bem finalizado, mesmo ainda possuindo mais dois livros na Saga do Mago. Mago Mestre também me fez lembrar certos conceitos filosóficos em certas partes, deixando a saga mais interessante. Para mim foi uma leitura prazerosa e muito divertida.

Mesmos com esse pontos negativos contínuo gostando bastante da história, conto esses problemas somente para defender o meu ponto de vista de que não uma das melhores literaturas fantásticas que li, porém uma fantasia interessante e com muitas qualidades. Penso ser um livro o qual vale a pena ser lido e fico curiosa em qual será a história contada no livo três da saga, já que este livro deu uma boa finalizada. Assim que eu ler a continuação prometo colocar aqui a resenha.

 

Amor a todos ❤

 

Trilogia Cósmica

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Informações gerais: escrito por C. S. Lewis, livros pertencentes a Trilogia Cósmica, lançados pela editora Martins Fontes. Fantasia – literatura fantánstica.

Sinopse do primeiro livro da Trilogia Cósmica: Além do planeta silencioso (retirada do skoob): “Este é o primeiro livro da TRILOGIA CÓSMICA de C. S. Lewis, escrita nos tensos momentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial e que foram concomitantes a ela. É uma parábola de sua época que acabou por resistir ao tempo e que tem sido apreciada por sucessivas gerações não só pela importância de seu conteúdo moral como também em razão da maravilhosa narrativa. Para o papel principal da trilogia, C. S. Lewis criou aquele que talvez seja o personagem mais memorável de sua carreira – o brilhante filólogo Elwin Ranson, uma pessoa objetiva, veemente e corajosa – inspirado no amigo J. R. R. Tolkien; nada mais justo, pois no que se refere à amplitude imaginativa e à integridade criativa não só de um, mas de dois mundos imaginários, a TRILOGIA CÓSMICA só foi igualada, no século XX, à trilogia tolkeniana de “O Senhor dos Anéis”. Os leitores que na infância se apaixonaram pela série fantástica de “As Crônicas de Nárnia” invariavelmente apreciam a TRILOGIA CÓSMICA quando ficam velhos. Também ela apresenta mundos estranhos e mágicos onde se travam combates épicos entre as forças da luz e as das trevas e é uma das obras mais extraordinárias da literatura inglesa de todos os tempos.”

Os livros dessa trilogia, segundo o autor, podem ser lidos independentemente ou fora de ordem, mas ele indica, assim como eu, a começar pelo primeiro volume (Além do planeta silencioso); por isso resolvi fazer uma resenha geral de toda essa trilogia e deixar aqui a sinopse somente do primeiro volume.

O primeiro livro começa com o filólogo Elwin Ranson de férias caminhando pelo interior da Inglaterra, quando, ao ir atrás de um jovem, é sequestrado por dois cientistas para viagem a um planeta desconhecido onde possui espécies muito interessantes e com culturas e modo de viver muito diferentes da humana.A partir dessa viagem, Ransom começa uma série de aventura que só é finalizada de fato no terceiro volume (Uma força medonha).

Comecei a ler essa trilogia sem saber nada de sua história e desde o início não o considerei uma literatura para crianças, mesmo eu tendo gostado muito dessa fantasia. Diferente de As crônicas de Nárnia, todos os três livros tem uma linguagem e pensamentos bastante rebuscados, sendo leituras demoradas e pesadas, com Uma força medonha sendo a mais leve dos três e Perelandra a mais lenta.

Todos eles C. S. Lewis, por meio de sua história, discuti e filosofa o tempo inteiro sobre a ética científica, o destino da especie humana e o que nos faz sermos considerados seres racionais, diferentes dos outros animais. A trilogia é uma grande crítica na verdade ao pensamento humano de nós como seres superiores em que tudo foi criado para nosso uso e exploração, e com umas pessoas sendo melhores e mais importantes que outras. O autor, já na sua época vê o perigo dessa visão, pois esse tipo de pensamento dá a liberdade para alguns fazerem com, não só o mundo, como o universo e as pessoas classificadas como “inferiores”, o que quiserem. Essa característica é muito bem vista nos dois sequestradores cientistas, o qual desejam somente dominar o universo e suas espécies em prol daquilo o qual consideram o futuro e a evolução, com esse objetivo justificando todos os meios usados, mesmo sendo os mais insensíveis, antiéticos e cruéis possível.

Apesar da escrita de C. S. Lewis ter plena influência de sua religião e época por ele vivida, essa leitura traz debates e reflexões bem interessantes para nós. É claro que discordo de certas crenças e opiniões colocadas discretamente pelo autor, porém em sua maioria suas críticas são bastante relevantes e atuais. Vi aqui um C. S. Lewis com preocupações a frente de seu tempo, questionando e enfrentando a arrogância humana, a tendência de explorar o máximo tudo e a todos, não nos importando muito com as consequências de nossos atos para com os demais, mas somente buscando por mais e mais poder.

Para mim a leitura destes livros foi lenta por ter nela inserida um vasto conhecimento adquirido por Lewis até aquele momento, com muitas questões a serem pensadas e debatidas sobre o destino da humanidade. É uma leitura pesada, mas que vale muito pena ler.

Amor a todos ❤

 

O lado mais sombrio

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Informações gerais  escrito por A. G. Howard, livro 1 da trilogia Splintered, lançado pela editora Novo Conceito. Fantasia – literatura fantástica.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “Alyssa Gardner tem uma vida conturbada, ela ouve vozes de insetos e flores. A garota mora apenas com o pai pois a mãe foi internada e considerada insana e instável, e alegava ouvir as mesmas vozes que Alyssa sabe que são verdadeiras. Em uma das visitas, ela descobre que cada dia sua mãe pior, e que o pai havia concordado com o médico em aplicar um tratamento de choque, o que não apenas poderia transformar sua mãe em outra pessoa, como também poderia matá-la. Para impedir isso, Alyssa terá que mergulhar no obscuro mundo do País das Maravilhas e consertar os erros que a verdadeira Alice deixou pra trás, dessa forma quebraria a maldição sobre sua família. Mas a verdade é que o País das Maravilhas foi totalmente distorcido por Lewis Carrol, e Alyssa vai descobrir um lado sombrio do conto de fadas.”

O livro tem uma leitura suave, gostosa, com o foco nos famosos clássicos de Lewis Carrol, tendo seus personagens marcantes do País das Maravilhas presentes, porém com algumas características e, às vezes, até mesmo o nome, muito diferentes das  apresentadas nos seus livros originais. O livro também traz muitos personagens novos, como a personagem principal Alyssa, uma jovem perto de sua formatura do colégio, descendente de Alice, que ouve, assim como sua mãe, vozes de insetos e flores,  e usa sua arte para se expressar e aliviar seus medos, angústias e problemas.

O livro me fez pensar deste seu início na loucura em si. O que é normal? O que é loucura? O que é somente diferente? E como lidar e tratar com a diferença? Alyssa é atormentada pelas vozes, usando de vários métodos para disfarçar e ignorá-las, mantendo isso em segredo e com medo de lhe acontecer o mesmo que ocorreu com sua mãe. O País das Maravilhas, neste sentido, é um alívio e conforto para a personagem. Ali ela não precisa se preocupar em esconder suas anormalidades, aquele lugar não segue as mesmas leis e regras de nosso mundo comum, tudo é um caos, tudo é maluco: os seres, a física e a lógica. Por outro lado, ela precisa encarar e lidar tudo que traz em si, principalmente seu lado sombrio,  para conseguir sobreviver por lá. O local faz Alyssa se conhecer melhor.

Encontrei no livro vários modos de como podemos se relacionar com os outros e suas diferenças. Aprendi junto com a personagem como devemos ser cuidadosos em como tratar as pessoas, pois podemos estar impedindo-as de tomar suas próprias decisões e realizar seus desejos, superprotegendo,e colocando a elas somente a nossa vontade. Ao mesmo tempo, isso também depende de nós, não podemos deixar que aqueles que amamos nos faça o mesmo, precisamos nos posicionar, refletir e defender nossos desejos e crenças, mas evitando o máximo ferir os sentimentos e invadir a escolha daqueles próximos a nós. Nisso nada muda do País das Maravilhas para o nosso mundo comum, o amor pode se apresentar de vários modos, porém nos mantendo livres a ser quem somos, sem sufocar nossa essência.

O livro para mim foi envolvente, me fazendo viajar junto com a Alyssa, e me relacionar indiretamente com os personagens. A escritora faz sua homenagem a Lewis Carrol e passa a sua interpretação do País das Maravilhas e da sua loucura. É uma leitura rápida, mas me fazendo pensar em alguns aspectos. Adorarei ver como ela continuará essa história.

Amor a todos ❤

Trilogia Dragões de Éter

Dragões de Éter

Foto tirada por mim

Informações gerais: escrito por Raphael Draccon, box da trilogia Dragões de Éter, lançado pela editora Leya. Fantasia – literatura brasileira.

Sinopse do primeiro livro Dragões de Éter: Caçadores de bruxas (retirada do Skoob): “Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga.
Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.
Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer…
Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.
E mudará o mundo.”

Essa trilogia… Já vi resenhas de pessoas que odeiam e outras que amam, faço parte das que amam. Nada no mundo consegue por em palavras do que se trata Dragões de Éter, só posso dizer que conta histórias de Nova Éter ao mesmo tempo que conta uma só história. Para mim a escrita de Draccon nessa trilogia é mágica assim como Nova Éter. O autor mistura a sua interpretação e imaginação aos contos de fadas tão conhecido por todos, mas não considero que ele tenha usado nenhum clichê, pois ele fez com grande cuidado e atenção. Não tem um personagem principal, existe vários e juntos eles forma A histórias. Posso confessar que minha personagem favorita é a Ariane… a menina é perfeita. Entretanto, todos os personagens tem seus defeitos e qualidades, motivações e obstáculos para superarem – todos com sua personalidade única.

Não sou de anotar trechos dos livros, mas tenho várias anotadas desta trilogia, então deixarei dois do primeiro livro (para não dar spoilers sem querer) aqui no final. Essa é minha segunda resenha do blog, pois sinto necessidade de divulgar as fantasias brasileiras tão bem escritas como esta. Li a bastante tempo, mas as lembranças deixadas pelas sensações maravilhosas da leitura de Dragões de Éter permanecem em minhas memórias. Um aviso e conselho antes de começarem: leia por si mesmo e descubra o que acha dessa obra. Não leia com pretensões de ser um Sagarana ou um Senhor dos Anéis, mas com o coração aberto de encontrar uma boa fantasia a qual pode te envolver aos poucos com seus personagens e o mundo de Nova Éter. Não imagine como sendo perfeita, pense como livros que vale a pena você tentar ler e descobrir sua própria opinião.

Como prometido dois trecho que anotei:

“- Como faz para tomar suas decisões importantes?- perguntou Muralha, enquanto guiava Pacato.

– Fazendo sempre o que acredito ser o certo.

– E como consegue não tremer na decisão, mesmo sabendo que o certo irá prejudicá-lo momentaneamente? – isso era complicado realmente de ser entendido na cabeça de um troll, pois essa raça pensa na vida de forma diferente dos humanos, o que é natural, ou  do contrário seriam humanos, e não trolls.

– Com fé” (Dragões de Éter: caçadores de bruxas, p. 206)

“Estrelas não mentem jamais” (Dragões de Éter: caçadores de bruxas, p. 284)

 

Amor a todos ❤

 

 

Outlander: a viajante do tempo

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Este é um dos meus livros favoritos, então, para homenageá-lo, decidi que ele é minha primeira resenha aqui no blog.

Informações gerais: Escrito por Diana Galbadon, livro um da saga Outlander, lido pela edição da Saída de Emergência (atualmente sendo englobada para a editora Arqueiro).

Sinopse do livro (retirado do Skoob): “Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?”

Eu sinceramente me apaixonei por este livro. Ele se passa em primeira pessoa, no ponto de vista da Claire Randall, que, é deste o início, uma personagem forte, com opiniões e modos a frente de seu tempo, por culpa em parte de sua educação e do tempo que passou sendo enfermeira durante a guerra, mas, acredito também, em parte por culpa de sua própria personalidade. O modo dela agir sempre é com uma certa determinação, buscando o que quer e, ao mesmo tempo, procurando fazer a coisa certa. Frank Randall é o marido dela, um historiador, obcecado no início do livro por pesquisar e conhecer seus antepassados para montar sua árvore genealógica, deste modo, nos ensinando já deste o início um pouco da história da Escócia. O Jaime, encontramos mais a diante do livro, é um homem também com muita determinação e personalidade forte, um escocês jovem, repleto de ideais e princípios muito interessantes (mas não falarei mais dele, para não dar nenhum spoiler).

O livro é espetacular. Todos os personagens que aparecem no livro são complexos e bem construídos. O livro a todo momento entrelaça os dados históricos com fantasia e romance. As relações entre os personagens também são muito bem colocadas, descritas com perfeição, sem ser em nenhum momento bobas ou muito fora da realidade em si. Há personagens que odiamos assim que conhecemos, personagens que amamos deste o início, e outros que, sinceramente, me deixava em dúvida do que eu realmente achava deles, se as intenções deles eram boas ou más, se gostava ou não deles…

A leitura, para mim, no início, não foi rápida, porém prazerosa, fui entrando no livro aos poucos e, quando me vi no meio dele, já estava totalmente envolvida na história e devorando as páginas. O livro é muito bem finalizado, dando um final temporário a história e Diana Galbadon tem um modo de escrever único. Não posso comparar a série de televisão, porque não a assisti ainda, mas ler esse livro já é o suficiente para ser conquistado pelo universo de Outlander e buscar ler todos os livros dessa saga maravilhosa para conhecer melhor os personagens ali apresentados. Tenho um carinho especial com os personagens escoceses e com Claire (a acho simplesmente maravilhosa) e espero que quando leiam também amem eles tanto quanto eu os amo (se é que já não leram e já se apaixonaram).

Peço desculpas por qualquer erro que essa resenha possa ter, mas a escrevi um pouco com pressa, além de fazer um tempo que li este livro, mas eu o amo tanto que realmente quis que ele fosse a primeira resenha aqui do blog.

Amor a todos ❤