As Crônicas de Artur

Informações gerais: trilogia escrita por Bernard Cornwell, começando com o livro O rei do inverno, todos os livros lançados pela editora Record. Ficção – ficção histórica.

Sinopse do primeiro livro, O rei do inverno (retirada do Skoob): “O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.”

Eu amei esse livro e toda a trilogia e recomendo a todos que curta uma boa história, bem escrita e cheia de detalhes.

Essa leitura, mesmo não tendo tanta base histórica e precisando preencher vários pedaços com a imaginação e suposições do autor, me ensinou vários detalhes da época em que se passa. É repleto de informações interessantes e Bernard Cornwell sabe descrever na medida certa tanto as batalhas quanto as cenas mais tranquilas. Amei o personagem principal, com todas as suas dificuldades, gostos e ações. Nenhum momento ele se mostra sendo perfeito, mas uma pessoa com uma história de vida fantástica, afinal, além de sua própria história ser muito interessante, ele também acompanhou a história de Artur e conta toda ela em seu ponto de vista.

O autor no livro O inimigo de Deus (calma, não tem spoilers), o segundo livro, já fala que não tem a presunção de mostrar essa história como A real história de Artur, mas sim como mais uma versão. O conselho é não se prender nos fatos como eles sendo verdadeiros ou não serem como pensamos que tenha sido de fato, mas em que podemos refletir a partir disso e abrir espaço, em certas situações, até para novas possibilidades. Há personagens que talvez não sejam como esperávamos ou do modo como são descritos nas outras versões do Rei Artur, mas se desapegarmos desse “problema”, a leitura se tronar deliciosa e os deixarão ansiosos para ler continuar lendo essa obra. Ou seja, se simplesmente curtimos a leitura, vemos que é uma história em que não nos decepciona em nenhum momento, principalmente na qualidade da escrita.

Outro conselho é ler não esperando o inicio do O rei do inverno ser super motivador ou só pensar em criticar o livro, pelo menos, até chegar mais perto do meio da narrativa. Devo confessar que, da primeira vez, tentei ler o primeiro livro e parei na página 60 ou 70 e alguma coisa, deixando a leitura para depois, quando algo me empolgasse a tentar ler esse livro de novo… Um tempo depois essa vontade me veio de novo, e antes de começar, li algumas resenhas de blogs, livrarias e do Skoob, e em uma delas, não lembro mais qual, avisava que se você passasse da página 100 a leitura deixava de ser tão desafiadora e passava a ser mais empolgante e maravilhosa. Essa pessoa estava certa.

Escrevi essa resenha depois de ler o último livro, então garanto que adorei As Crônicas de Artur! O autor sabe descrever na medida certa as batalhas e as cenas mais tranquilas, desde as primeiras páginas de toda trilogia .Há detalhes no primeiro livro que são importantes, apesar de não parecer, mas quando vai se chegando mais próximo do final, entendemos o porque de aquelas partes terem sido contadas. Aquilo que parecia tão lento e desnecessário no inicio, se mostrou de grande importância para o final da trilogia.

Bernard Cornwell consegue fazer você mudar seus sentimentos pelos personagens junto com Derfel, faz você seguir a todo tempo a linha de pensamento do personagem e compreendê-lo a cada segundo. Todas as conversas de Derfel com Igraine são também muito interessantes, já que muitas das perguntas dela são também nossas, ou as respostas são como justificativas dadas pelo autor do porquê livro ter seguido por certo caminho ao invés de outro mais conhecido ou tradicional.

O final (sem spoilers) não decepciona nenhum pouco os leitores, ele finaliza de modo brilhante, que, sinceramente, me deixou com lágrimas nos olhos. Os personagens são complexos e maravilhosamente formulados do inicio ao fim, principalmente Derfel. Como eu disse anteriormente, ninguém é perfeito e isso torna muitos personagem mais ainda incríveis, pois a todo momento superam seus desafios, mesmo estes parecendo batalhas perdidas.

A trilogia é muito bem escrita e cheia de curiosidades, e o personagem principal é fantástico. Valeu a pena ler!! Essa foi a primeira obra que leio de Bernard Cornwell e só me fez querer ler mais livros escritos por ele. Essa trilogia ganhou um lugar no meu coração.

 

Amor a todos ❤

O lado mais sombrio

wp-image-1177779976jpg.jpg

Informações gerais  escrito por A. G. Howard, livro 1 da trilogia Splintered, lançado pela editora Novo Conceito. Fantasia – literatura fantástica.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “Alyssa Gardner tem uma vida conturbada, ela ouve vozes de insetos e flores. A garota mora apenas com o pai pois a mãe foi internada e considerada insana e instável, e alegava ouvir as mesmas vozes que Alyssa sabe que são verdadeiras. Em uma das visitas, ela descobre que cada dia sua mãe pior, e que o pai havia concordado com o médico em aplicar um tratamento de choque, o que não apenas poderia transformar sua mãe em outra pessoa, como também poderia matá-la. Para impedir isso, Alyssa terá que mergulhar no obscuro mundo do País das Maravilhas e consertar os erros que a verdadeira Alice deixou pra trás, dessa forma quebraria a maldição sobre sua família. Mas a verdade é que o País das Maravilhas foi totalmente distorcido por Lewis Carrol, e Alyssa vai descobrir um lado sombrio do conto de fadas.”

O livro tem uma leitura suave, gostosa, com o foco nos famosos clássicos de Lewis Carrol, tendo seus personagens marcantes do País das Maravilhas presentes, porém com algumas características e, às vezes, até mesmo o nome, muito diferentes das  apresentadas nos seus livros originais. O livro também traz muitos personagens novos, como a personagem principal Alyssa, uma jovem perto de sua formatura do colégio, descendente de Alice, que ouve, assim como sua mãe, vozes de insetos e flores,  e usa sua arte para se expressar e aliviar seus medos, angústias e problemas.

O livro me fez pensar deste seu início na loucura em si. O que é normal? O que é loucura? O que é somente diferente? E como lidar e tratar com a diferença? Alyssa é atormentada pelas vozes, usando de vários métodos para disfarçar e ignorá-las, mantendo isso em segredo e com medo de lhe acontecer o mesmo que ocorreu com sua mãe. O País das Maravilhas, neste sentido, é um alívio e conforto para a personagem. Ali ela não precisa se preocupar em esconder suas anormalidades, aquele lugar não segue as mesmas leis e regras de nosso mundo comum, tudo é um caos, tudo é maluco: os seres, a física e a lógica. Por outro lado, ela precisa encarar e lidar tudo que traz em si, principalmente seu lado sombrio,  para conseguir sobreviver por lá. O local faz Alyssa se conhecer melhor.

Encontrei no livro vários modos de como podemos se relacionar com os outros e suas diferenças. Aprendi junto com a personagem como devemos ser cuidadosos em como tratar as pessoas, pois podemos estar impedindo-as de tomar suas próprias decisões e realizar seus desejos, superprotegendo,e colocando a elas somente a nossa vontade. Ao mesmo tempo, isso também depende de nós, não podemos deixar que aqueles que amamos nos faça o mesmo, precisamos nos posicionar, refletir e defender nossos desejos e crenças, mas evitando o máximo ferir os sentimentos e invadir a escolha daqueles próximos a nós. Nisso nada muda do País das Maravilhas para o nosso mundo comum, o amor pode se apresentar de vários modos, porém nos mantendo livres a ser quem somos, sem sufocar nossa essência.

O livro para mim foi envolvente, me fazendo viajar junto com a Alyssa, e me relacionar indiretamente com os personagens. A escritora faz sua homenagem a Lewis Carrol e passa a sua interpretação do País das Maravilhas e da sua loucura. É uma leitura rápida, mas me fazendo pensar em alguns aspectos. Adorarei ver como ela continuará essa história.

Amor a todos ❤

A armadilha do paraíso (Trilogia Han Solo – livro 1)

wp-1473279721197.jpg

Informações gerais  escrito por A. C. Crispin, Star Wars Legends, lançado pela editora Aleph. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “Depois de uma infância de maus tratos e abandono, o jovem Han Solo finalmente foge das garras de um grupo de contrabandistas para seguir seu sonho de se tornar um grande piloto. Mas a realidade de exploração e injustiça nem sempre é fácil de ser deixada para trás, e seu novo emprego em Ylesia, um retiro para peregrinos religiosos, revela não ser o paraíso que os sacerdotes anunciam. Han precisará de toda a sua malícia e a sua astúcia para sobreviver às armadilhas em seu caminho, sejam as de contrabandistas inescrupulosos ou as de falsos profetas e seus interesses escusos. Nesta clássica e aclamada trilogia, A. C. Crispin conta a história da origem de um dos mais cativantes personagens de STAR WARS, da infância de Han Solo a bordo de uma nave até o momento em que seu destino se cruza com o dos últimos Jedi da galáxia.”

Esse livro é muito bem escrito e explica já desde esse primeiro livro da trilogia muitos dos comportamentos de Han. A autora foi fiel desde o início com esse personagem que amamos tanto, não mudando em nada a sua personalidade, mas nós fazendo conhecer um pouco mais dele e de sua origem, adicionando novas informações e histórias por ele vivida. No livro começamos a ver um pouco da infância que Han consegue lembrar; como ele inicia a grande amizade com os wookies, sendo praticamente educado por uma; sua alta capacidade de sobrevivência; e seu sorriso torto sempre presente. Não só Han Solo é muito bem retratado, como todos os novos são muito bem construídos, me fazendo compreender suas personalidades e decisões… não nego que alguns entraram em meu coração.

Gostei muito também do modo que a autora descreve os lugares por onde o livro passa, suas culturas e modo de vida. Yleisa, desde seu início, como seu clima e sua aparência, já não me parece muito um paraíso, porém vamos entendendo o porquê é um retiro para peregrinos religiosos e como o local realmente funciona. O livro também descreve e nos faz conhecer um pouco mais de Corelia e outros planetas, a cultura, os problemas,e como são seus habitantes.

O livro não é sempre repleto de ação, porém, para mim, a leitura foi muito suave e prazerosa, me fazendo, não só amar mais ainda Han Solo, como conhecer novas espécies e lugares do universo expandido maravilhoso de Star Wars. Aguardo ansiosamente o segundo livro, para saber ainda mais como Han Solo se tornou aquele que conhecemos no filme episódio IV de Star Wars.

 

Amor a Todos ❤

Trilogia Dragões de Éter

Dragões de Éter

Foto tirada por mim

Informações gerais: escrito por Raphael Draccon, box da trilogia Dragões de Éter, lançado pela editora Leya. Fantasia – literatura brasileira.

Sinopse do primeiro livro Dragões de Éter: Caçadores de bruxas (retirada do Skoob): “Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga.
Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.
Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer…
Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.
E mudará o mundo.”

Essa trilogia… Já vi resenhas de pessoas que odeiam e outras que amam, faço parte das que amam. Nada no mundo consegue por em palavras do que se trata Dragões de Éter, só posso dizer que conta histórias de Nova Éter ao mesmo tempo que conta uma só história. Para mim a escrita de Draccon nessa trilogia é mágica assim como Nova Éter. O autor mistura a sua interpretação e imaginação aos contos de fadas tão conhecido por todos, mas não considero que ele tenha usado nenhum clichê, pois ele fez com grande cuidado e atenção. Não tem um personagem principal, existe vários e juntos eles forma A histórias. Posso confessar que minha personagem favorita é a Ariane… a menina é perfeita. Entretanto, todos os personagens tem seus defeitos e qualidades, motivações e obstáculos para superarem – todos com sua personalidade única.

Não sou de anotar trechos dos livros, mas tenho várias anotadas desta trilogia, então deixarei dois do primeiro livro (para não dar spoilers sem querer) aqui no final. Essa é minha segunda resenha do blog, pois sinto necessidade de divulgar as fantasias brasileiras tão bem escritas como esta. Li a bastante tempo, mas as lembranças deixadas pelas sensações maravilhosas da leitura de Dragões de Éter permanecem em minhas memórias. Um aviso e conselho antes de começarem: leia por si mesmo e descubra o que acha dessa obra. Não leia com pretensões de ser um Sagarana ou um Senhor dos Anéis, mas com o coração aberto de encontrar uma boa fantasia a qual pode te envolver aos poucos com seus personagens e o mundo de Nova Éter. Não imagine como sendo perfeita, pense como livros que vale a pena você tentar ler e descobrir sua própria opinião.

Como prometido dois trecho que anotei:

“- Como faz para tomar suas decisões importantes?- perguntou Muralha, enquanto guiava Pacato.

– Fazendo sempre o que acredito ser o certo.

– E como consegue não tremer na decisão, mesmo sabendo que o certo irá prejudicá-lo momentaneamente? – isso era complicado realmente de ser entendido na cabeça de um troll, pois essa raça pensa na vida de forma diferente dos humanos, o que é natural, ou  do contrário seriam humanos, e não trolls.

– Com fé” (Dragões de Éter: caçadores de bruxas, p. 206)

“Estrelas não mentem jamais” (Dragões de Éter: caçadores de bruxas, p. 284)

 

Amor a todos ❤