Pax

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Informações gerais: escrito por Sara Pennypacker, ilustrado por Jon Klassen, lançado pela editora Intrínseca. Ficção – infantojuvenil.

Sinopse (retirada do skoob): “Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.
Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos.
Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.”

A primeira palavra a qual surge na minha cabeça ao terminar esse livro é Unidade. Esse livro conta a história da grande união de uma criança com seu animal de estimação, o amor de um pelo outro, a devoção e zelo dos dois. Além dessa união, vem o significado maior de Unidade, a filosofia de que todos os seres estão ligados um com o outro, como diz Peter (a criança) o “dois, mas não dois”. A capacidade de sentirmos, não só a si mesmo, como os seres a nossa volta, podendo até mesmo termos a capacidade de sentir os sentimentos de um outro ser com grande precisão.

A guerra, porém, traz consequências e acho que essa foi uma das grandes intenções de Sara Pennypacker mostrar em seu livro. A guerra traz separações, perdas, sacrifícios, destruição de tudo a sua volta, e ninguém enxerga muito bem o que realmente é a guerra em todas as suas partes até esta começar. Ficamos “doentes”, pois ela afeta a todos, sem exceções, da criança ao idoso, de uma criança a sua raposa, influência de forma intensa nossas ações e nosso comportamento. Mesmo quando a guerra acaba, todos envolvidos trazem mudanças permanentes dentro de si, traumas, raiva, culpa, lembranças a serem trabalhadas. Por mais necessária que seja a guerra, ela trará junto uma pesada carga de responsabilidades e consequências a todo mundo.

Outro tema sempre presente neste livro é a agressividade, a agressividade necessária para lidarmos com o mundo e aquela presente em excesso, a qual só traz destruição. Peter tem o problema de aceitar a sua e, ao sair na sua jornada para reencontrar sua raposa, ele também acaba tendo também uma jornada de aceitação da sua raiva e de iniciar o seu autoconhecimento. O medo de ter a mesma agressividade excessiva presente em sua família, esquecendo de ver que ele pode controlar isso em si, procurar sempre seguir seu próprio caminho, tendo sua própria identidade, confiar em si mesmo.

A leitura é lenta, revesando entre Peter, o menino, e a raposa Pax, e por meio deles discutindo esses e outros temas de forma discreta e suave. Pax me fez pensar e discutir diversas ideias minhas, algumas que trouxe para essa resenha, mesmo eu já sendo adulta. Pode ser um livro indicado para o mais jovens, porém é feita para todos os públicos.

 

Amor a todos ❤

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Agência de investigações holísticas Dirk Gently

Informações gerais: escrito por Douglas Adams, lançado pela editora Arqueiro. Ficção – ficção científica.

Sinopse do livro (retirada do skoob):”A série O Mochileiro das Galáxias consagrou Douglas Adams por sua fina ironia e sua capacidade de elaborar histórias hilárias e inusitadas. Porém, essa não foi sua única obra-prima. Também na década de 1980, ele criou o personagem Dirk Gently, cujos elementos principais surgiram quando escrevia episódios para Doctor Who, outro ícone britânico da ficção científica.
Adams morreu em 2001, deixando dois volumes sobre as aventuras do detetive carismático e arrogante. Agora, finalmente, o primeiro livro é publicado no Brasil.
Richard MacDuff é um engenheiro de computação perfeitamente normal que sempre se comportou muito bem, obrigado, até o dia em que deixa uma mensagem equivocada na secretária eletrônica de sua namorada, Susan Way. Arrependido, toma a decisão mais natural possível: escalar o prédio dela e invadir seu apartamento para roubar a fita com a gravação.
Na vizinhança, Dirk Gently bisbilhota os arredores com seu binóculo quando presencia o ato tresloucado do antigo colega de faculdade e decide entrar em contato para lhe oferecer seus serviços investigativos. Depois de uma série de acontecimentos bizarros, o detetive percebe uma interconexão obscura entre a atitude estapafúrdia do amigo e o assassinato de Gordon Way – irmão de Susan e chefe de Richard, que passa a ser suspeito do crime.
De uma hora para outra, os dois vêem-se envolvidos num caso incrivelmente estranho, com elementos díspares e desconexos que, no final, conseguem se encaixar de forma perfeita e construir uma trama típica de Douglas Adams.”

Douglas Adams é uns de meus escritores favoritos, seu modo de contar suas histórias é bem original, trazendo muitas informações em uma única frase e, ao mesmo tempo, fazendo isto de forma leve. Essa é a primeira vez que leio esse livro e já sei que quando eu ler de novo será repleto de novas descobertas, de detalhes os quais não tinha encontrado na primeira leitura. Decidi ler esse livro antes de assistir a série recentemente adicionada ao Netflix, para me deliciar melhor com essa história de Douglas Adams,entretanto já conhecia o Sr. Gently, em um conto presente no livro Salmão da Dúvida de Douglas Adams (um livro também fantástico), um conto que já me deu uma ideia da personalidade maravilhosa desse detetive.

Vou parar agora de elogiar o Sr. Adams para contar um pouco desse livro. Como, provavelmente, já devem ter percebido, esse livro não me decepcionou nenhum pouco. No inicio fiquei meio confusa, algo comum nas leituras de Douglas Adams, de aonde o escritor queria me levar, o porquê ele estava contando alguns acontecimentos; porém no meio do livro todas as peças começam a se encaixar e descubro que até o menor dos acontecimentos  descrito no inicio do livro é de extrema importância. A partir desse momento já notei que, quando eu lesse o livro novamente, encontraria mil outras novidades e informações.

Para terem um pouco de noção de como os livros de Douglas Adams, sendo este nenhuma exceção, repleto de informações, dentro dele encontrei mais de uma explicação de física quântica, cálculos sobre ondas sonoras, e algumas aulas sobre o impossível e a probabilidade. Há também uns dados de ciências biológicas, noções antropológicas e, muito provável, muito mais dados de vários outros estudos os quais minha mente não conseguiu captar. Contudo, não desista do livro e nem se assuste com essas informações, o escritor não faz isso de modo pesado e se não entender não tem problema, continue lendo e você vai rir e se divertir. Não se apegue ao que você não entendeu e nem se angustie com isso, isso não vai estragar a essência do livro, e isso, na verdade, que faz o livro dele ser diferente a cada leitura.

Em resumo de tudo falado acima, amei o livro, amei os personagens, ri muito e a leitura foi incrível. Para quem nunca leu o livro de Douglas Adams, meu conselho é sempre o mesmo, leia, não se importe tanto em entender as informações dadas no livros, muitas delas serão somente explicadas no final do livro, ou nunca, e ,dependendo do livro, será explicado somente no último livro da série. Se divirta com as informações e histórias contadas sem tentar ver sentido nelas, só curta a leitura e relaxe.

 

Amor a todos ❤

Os filhos de Anansi

wp-1478642764038.jpgInformações gerais: escrito por Neil Gaiman, lançado pela editora Intrínseca. Ficção –literatura fantástica.

Sinopse do livro (retirada da parte de trás do livro): “Charlie Nancy tem uma vida pacata e um emprego entediante em Londres. A pedido da noiva, ele concorda em convidar o pai para seu casamento e fazer disso uma tentativa de reaproximação, já que há vinte anos os dois não se falam. Mas nada sai como o esperado, e agora Charlie será obrigado a mudar completamente de rumo. Sua vida vai ficar mais interessante… e bem mais perigosa.
Ao se embrenhar no território da mitologia africana, Neil Gaiman leva o leitor a mergulhar nessa história bem-humorada sobre relações familiares, profecias, divindades vingativas e aves bem malignas.”

As escritas do Neil Gaiman sempre são diferentes e fora do padrão em que estamos tão acostumados nas outras leituras. Para mim Neil Gaiman, assim como Douglas Adams, consegue colocar, na nossa rotina e no mundo em que vivemos, toda uma magia que normalmente não conseguimos enxergar sem a ajuda dele. Esse livro não é diferente…

Charlie até uma certa parte do livro tem uma vida normal, mesmo tendo várias frustrações e traumas, ele tem um trabalho, uma noiva e um apartamento, uma relação difícil com seu pai,uma preocupação de não ser demitido, e um medo de não fazer e não se encontrar em nenhuma situação constrangedora. Vendo a vida dele, ele parece estar infeliz, porém ele parece estar se sentindo numa situação razoavelmente satisfatória… bem, isto até a noiva decidir que ele deveria convidar o pai para seu casamento. Os acontecimentos não se tornam super empolgantes rapidamente, isso, na verdade, vai acontecendo de modo devagar, do qual mal conseguimos perceber, até o momento em que nos vermos roendo as unhas de ansiedade e Charlie está já emaranhado de situações surreais com as quais ele precisa lidar e resolver. Para mim, isso ocorre tão suavemente que começa parece plausível disso acontecer na minha vida também. O mundo se torna mais mágico, as coisas mais possíveis, e a leitura nos prende igual uma teia no qual não conseguimos mais sair.

O livro nos faz conhecer muito da mitologia africana, explicando de um modo muito leve e intricado na história. É muito interessante a perspectiva dessa cultura, dessa mitologia, sobre os deuses, o modo deles se relacionarem e as rixas entre eles. Conhecemos o motivo do livro se chamar Os filhos de Anansi. A história para mim é incrível e repleta de peculiaridades; ela tem um lado sombrio, tem um lado cômico, tem um lado crítico e um lado místico, e todos esses lados se encaixam perfeitamente durante todo o livro.

Como todos os livros que li até o momento de Neil Gaiman, esse livro me fez rir em vários momentos e, em outros, ficar angustiada e curiosa com o desenrolar da história. Eu devorei o livro! Amei ele do início ao fim! Neil Gaiman traz mais uma história fantástica e maravilhosa.

 

Amor a todos ❤

 

Depois de você

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Informações gerais: escrito por Jojo Moyes, sequência do livro Como eu era antes de você, lançados pela editora Intrínseca. Romance – ficção.

Antes de continuar a ler essa resenha aviso que esta terá spoilers do livro Como eu era antes de você, já que este livro é, na verdade, a continuação dele. Não possuo a resenha do primeiro aqui, pois o li antes de criar este blog, mas sei que há excelentes resenhas na internet e amei o livro.

Sinopse (retirada da orelha do livro): “Lou Clark tem perguntas.
Por que acabou indo trabalhar num bar de um aeroporto, onde passa o expediente inteiro observando outras pessoas voarem para novos lugares?
Por que o apartamento onde mora há um ano ainda não parece um lar?
A família será capaz de perdoá-la pelo que ela fez dezoito meses antes?
Algum dia ela vai superar ter perdido o amor de sua vida?
Mas o que Lou sabe com certeza é que as coisas precisam mudar.
Até que, certa noite, uma pessoa desconhecida bate à sua porta.
Será que ela tem as respostas que Lou procura… ou apenas mais perguntas?
Se Lou fechar a porta, a vida vai continuar igual:simples, ordenada,segura.
Se abrir, estará arriscando tudo
Lou prometeu que continuaria viva. E se vai cumprir isso, terá que convidar essa pessoa a entrar…”

Depois de você não me decepcionou, diferente do que aconteceu com diversos leitores; talvez porque não o li repleta de expectativas, ou porque considero uma história com estilo parecido da primeira, ou porque Como eu era antes de você não ser minha leitura favorita da Jojo Moyes. Então, a minha dica para os próximos leitores, principalmente os fãs de Como eu era antes de você é: leia este livro sem nenhuma super expectativa, não leia esperando ser igual ao anterior, leia como se fosse uma nova história com a mesma personagem Louisa, a história de como ela ficou depois de Will de ter morrido. O tema deste se torna o luto, tratando tanto do dela, apesar do livro ser na primeira pessoa  de Louisa, quanto de outros personagens.

Louisa está diferente e, não só ela, como a família de Will, porque eles não tinham como passar inalterados pela decisão e morte de Will. O novo obstáculo agora, para eles, é conseguir continuar vivendo, porém precisando de um tempo antes para absorver todo o ocorrido. Amo a Louisa, com isso,  deu para eu conseguir compreender os comportamentos, sentimentos e pensamentos daqueles que a amam, e, de certa forma, eles também estão certos e tem suas razões para desejar uma melhora da personagem. O livro, ao longo das páginas, me faz entender muito dos motivos dos personagens presentes a agirem da forma que o fazem, mesmo me fazendo me frustrar com muitas de se suas decisões, pois seus motivos são altamente compreensíveis. Outros personagens, para mim, realmente agem de forma injustificável e egoísta… mas até que ponto posso julgar essas ações? Eu não sei. Tem pessoas ruins, é verdade, mas outras só estão muito enterradas em seus problemas a um nível perturbador.

Como os outros dois livros da autora que li, este me fez pensar sobre mim e refletir bastante sobre a história. Para mim existe vários pontos os quais vale a pena discutir sobre, além de me fazer pensar muito naquelas pessoas próximas a mim as quais passam pelo mesmo tipo de sofrimento que a personagem está passando. A dor não tem um prazo específico de validade: uns conseguem aceitá-la mais cedo, outros demoram mais tempo a conseguir enfrentá-la e seguir em frente; cada um avança do seu modo, tenta lutar e continuar caminhando quando lhe é possível e quando se sente pronto. Precisamos respeitar isso. Ao mesmo tempo, não podemos nos deixar afundar no peso o qual estamos carregando, podemos pedir ajuda, podemos amar de novo, podemos conversar o que estamos passando, e devemos! Cada um carrega algo dentro de si, mas não precisa fazer isso sozinho e precisa continuar avançando, não importando a velocidade.

Estes foram algumas das minhas reflexões após ler Depois de você, não quis falar muito da história para não estragá-la… posso dizer, todavia, que Jojo Moyes é uma escritora incrível e me deu uma leitura muito prazerosa com esta história.

 

Amor a todos ❤

A Garota Que Você Deixou Para Trás

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Informações gerais: escrito por Jojo Moyes, lançado pela editora Intrínseca. Ficção – literatura estrangeira.

Sinopse (retirada da parte de trás do livro): “Na França, em 1916, Sophie Lefèvre precisa manter a família em segurança enquanto seu adorado marido, Édouard, luta no front na Primeira Guerra. Quando ela é obrigada a colaborar com oficiais alemães, sua casa se torna foco de terríveis conflitos. E, no momento em que o comandante da ocupação descobre um retrato de Sophie pintado por Édouard, tem início um complicado jogo de interesses, que vai levar a jovem a tomar uma decisão arriscada.
Nos anos 2000, em Londres, o retrato de Sophie ocupa uma parede na casa de Liv Halston: um presente dado por seu marido pouco antes que ele morresse. Um encontro inesperado revela o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Uma história que está prestes a vir à tona e vai virar a vida de Liv de cabeça para baixo.
Em A garita que você deixou para trás, duas jovens separadas por quase um século estão juntas em sua determinação de lutar por aquilo que amam – custe o que custar.”

Faz, na verdade, um tempo que li este livro, mas o amei tanto que resolvi fazer uma resenha dele aqui no blog. Foi uma leitura a qual me mostrou a sensibilidade da escrita de Jojo Moyes, ela consegue trazer uma leveza a temas polêmicos e a histórias intensas. A leitura, praticamente possuí duas histórias principais as quais são ligadas pelo quadro feito pelo marido de Sophie. A pintura traz as duas personagens significados e lembranças pessoais muito importantes, os quais vamos conhecendo melhor ao longo do livro, fazendo toda a leitura emocionante ao ponto de eu ter chorado e soluçado em várias partes.

Apesar de Liv e Sophie  viverem em lugares e tempos diferentes, ambas possuí uma grande força para lutar por suas crenças e desejos, sacrificando tudo o que for necessário para manter o que tanto amam. As duas também passam por um momento de grande dificuldade e sofrimento. Sophie passa pela fome, dela, de sua família e de sua cidade; guerra, com sua cidade invadida por alemães; e saudades de seu marido, a qual foi convocado pela guerra. Liv passa pela perda de seu marido, o qual já morreu, um arquiteto muito famoso e encantador; e pela luta de manter o quadro que ela ama com todas as suas forças.

Com o passar da leitura, as duas histórias vão se ligando lentamente, porém se tornando mais e mais tensas e com maiores dificuldades a serem enfrentadas. As escolhas vão se tornando mais difíceis e encontramos muitas surpresas durante esse período de vida de Liv e Sophie. O livro, já cativante, se torna impossível de largar. Queremos saber qual será os destino das duas, e, também, da pintura de Édouard. O amor delas permanece, talvez até mesmo crescendo, não importando suas desventuras, e a esperança delas nos contagia, nos fazendo torcer para que no final ambas consigam o que querem e sejam simplesmente felizes.

O final, como todo o livro, é emocionante, não me decepcionando nenhum pouco e valendo a pena todo o meu sofrimento durante a escrita. O livro é repleto de suspense e amor até o seu final. É um dos meus livros favoritos.

Amor a todos ❤

Mary Poppins

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Informações gerais: escrito por P. L.Travers, traduzido por Joca Reiners Terron e ilustrações feitas por Ronaldo Fraga, lançado por editora Cosac Naify. Aventura – literatura infato-juvenil.

Sinopse do livro (retirada do Skoob): “A história se passa em Londres, na Rua das Cerejeiras. A família Banks, que procura desesperadamente uma babá para seus filhos Michael, Jane e os gêmeos John e Bárbara, que são temperamentais e teimosos. Eis então que os ventos do Leste sopram e Mary Poppins chega para por ordem na bagunça, com seu jeitinho super especial.”

Esse livro é muito encantador deste seu primeiro capítulo com a chegada da Mary Poppins pelo vento do leste.

Mary Poppins é uma babá a qual odeia ser desobedecida, inclusive por seus patrões, e faz tudo aquilo que diz que irá fazer. Ela é misteriosa, preocupada com o seu estilo, sua aparência e com a moda, mágica, firme, zangada na maior parte do tempo e adorada por todos. Eu fiquei a cada página mais e mais curiosa com essa personagem, pois ela se recusa, na maior parte do tempo, responder as perguntas feitas pelas crianças (e por mim mesma); entretanto, aonde ela está, coisas inacreditáveis e impossíveis acontecem e ela os trata como acontecimentos mais normais do mundo. Por todo livro me senti participando de todas essas as aventuras incríveis descritas e até mesmo me emocionando um pouco em certos momentos.

Após a leitura, cheguei a conclusão de esse livro não ser só para crianças, mas para todas as idades, com cada capítulo sendo como um conto,e, ao mesmo tempo, somando todos eles, conta como foi a temporada da Mary Poppins na casa da família Banks. As ilustrações são também lindas e combinam o tempo todo com a narração do livro, porém nos deixando um espaço para a imaginação. É um livro que acaba nos trazendo um pouco de mágica em nossas vidas, rompendo com o cotidiano, não só da família Banks, como o nosso próprio. Um livro para ser deliciado a cada palavra.

Com esse livro eu fiquei apaixonada por Mary Poppins!

Amor a todos ❤